Created by Watereffect.net Created by Watereffect.net

Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



BLOGUE PARADA DE AGUIAR - Mais sobre mim


calendário

Março 2012

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031


Pesquisar

 

PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Muito próximo da Quinta das Laranjeiras ( do Agostinho e Manuela ) há uma outra Quinta que espera por nós

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 28.03.12
 

É a QUINTA DOS GIRASSÓIS, junto à Estrada entre Almada e Sesimbra.



Vejam a ementa e escolham. Por mim, a escolha acertada seria a seguinte :


Prato de Peixe: Arroz de Tamboril com gambas


Prato de Carne: Bifinhos aos campignons


Preço: 21 euros por pessoa


Espero as vossas mensagens.  O maior número de escolhas incidindo sobre um prato de peixe e outro de carne, será a que vai prevalecer. Para já o tamboril e os bifinhos estão no comando.


Podem escolher através do facebook, do email cunharibeiro267@hotmail.com, ou de comentário no blog, ao fundo deste texto.








FAÇAM O FAVOR DE SE INSCREVER PARA O ALMOÇO. ESTARÃO NESTA QUINTA MUITOS E BONS PARADENSES À ESPERA DE  NÓS.

 


Francisc o Cunha Ribeiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 22:01

A NOSSA TERRA

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 28.03.12

 

 Sabemos que esta nossa terra em que vivemos, não nos pertence. Ela pertence exclusivamente a Deus. Mas, muitas pessoas não se tocam com esta verdade, fazem da terra um produto meramente comercial, especulam e exploram, um  bem que não lhes pertence. Como consequência, temos uma grande concentração de terras, nas mãos de poucas pessoas, são os chamados latifundiários, a maioria improdutivos. Temos 98% das terras impolutas, nas mãos de meia dúzia de pessoas. Daí, milhões de pessoas estão privadas de um pedaço de terra, onde possam plantar e colher, o sustento de suas famílias. Por isso, surgem os grupos dos "Sem Terra", provocando toda a sorte de conflitos. Até os índios, donos virtuais das terras, estão sendo confinados em pequenas glebas, vivem em constantes combates, para não serem expulsos de seus domínios.

          São Francisco de Assis, agradecia a Deus  pela "Irmã Terra" que nos sustenta  e governa nossas vidas, produz frutos e vegetais, essenciais à nossa vida. A terra, fornece ao homem, uma série de materiais, que movimentam o mundo. A nossa terra merece mais amor e respeito, o relacionamento do ser humano com a terra, deve ser de irmãos,  ter com ela um cuidado de Pai e um amor de mãe.

          A nossa terra, não merece as agressões e o desprezo com que é tratada. Afinal, ela é detentora e provedora de milhões de vidas. A nossa terra, é muito inteligente. Se enterramos nela um cadáver, ele o reduz a pó.  Se enterramos nela uma semente, ela a faz germinar e produzir frutos, e assim, se renova todos os dias

          São Francisco de Assis, viveu há quase mil anos, quando tudo era diferente. Se presenciasse as agressões, a exploração que hoje acontecem, certamente, clamaria por uma justa "Reforma Agrária", pois não é possível tão poucos serem detentores de tanta terra, e muitos não terem um palmo de terra, para a sua sepultura.

 

                                  " A nossa Terra que se diz consciência, não aprendeu a conviver. São tantos reinos, cada um querendo tudo,  e a humanidade caminhando  a   sofrer.

                                                         

 Agostinho   Gomes    Ribeiro

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 21:07

Adeus Padre Amaro

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 28.03.12

 

 Pelo Mensagens Aguiarenses chegou-me a notícia: Faleceu o Padre Amaro.

 O Padre Amaro teve no nosso Blog o privilégio de uma homemagem em vida. Agora que faleceu, permitam que, como seu ex-aluno, e como seu paroquiano reproduza o texto que aqui ficou registado por essa altura:

 

 

"

O Padre Amaro

 

 O sábio e bom Padre Gil, vindo das terras de Barroso cheio de sonhos, instalou-se na larga freguesia de Telões e, embora habituado a proclamar as virtudes espirituais, quis dar ao espírito dos seus sonhos os sólidos contornos  duma obra . E eis que o verbo se fez carne.

 Lançou-se decidido numa obra cultural e social de grande valor, a qual o recordará para sempre, imprimindo o seu nome nas páginas  mais nobres da história da Vila .

Essa obra é o saudoso “Colégio” , conhecido com o pomposo nome de “Externato Liceal Duarte de Almeida”, e foi, durante anos, o grande “livro” por onde estudou muita gente do concelho.

Quando lá entrei, no longínquo ano de 1971, já muitos aguiarenses por aí tinham passado e ouvido as longas palestras disciplinadamente escutadas da boca dessa figura única que foi o Padre Amaro.

 Do alto do estrado, de livro na mão, parece que ainda hoje o estou a ouvir:

- Não esqueçais que as pirâmides do Egipto nos mostram que aquela civilização  é uma das mais importantes e …

- Ó rapaz, que estás “ p`raí a dizer” ? Vá, vê lá se te calas e estás mas é com atenção, sim?

E o rapaz, que estava mais virado para a civilização contemporânea ( na treta com a colega do lado), surpreendido pela intercalação afiada, vermelho de vergonha, ficava logo calado, sem tugir nem mugir.

Mas o mais disciplinador, e talvez o mais respeitado dos professores do colégio, não se ficava por aqui. Quando algum “moço” ou “moça” saía dos eixos, lá descia ele, sorrateiro, por entre as filas de carteiras e … zás… com o punho bem dobrado, e os nós dos dedos rijos e salientes, desferia bruscamente um golpe imprevisto sobre a cabeça do prevaricador, e eis mais um “croque” para a colecção.

 E não fazia qualquer distinção de sexo ou de classe: fosse  rapaz ou rapariga, levava; fosse da Vila ou da aldeia, apanhava.

 No princípio das aulas, todos se levantavam, num gesto quase militar, quando o professor de história entrava! Todos, sem excepção!

Mas o que mais caracterizava o Padre Amaro era a sua imparcialidade. Podia ter dado um bom Juiz. Para ele tudo era geral e abstracto como a lei. Doesse a quem doesse!

E essa preocupação pela imparcialidade era tanta que nem mesmo a sobrinha, sua aluna,  e a viver com ele na casa paroquial de Soutêlo, tinha a condescendência de um favor. Se tinha testes negativos tinha nota final negativa! “Santa paciência”, tinha de ser! Fosse um nove, fosse um sete! A sobrinha não escapava à sentença justa, imparcial e implacável do Tio Amaro.

 Mas o rigor do Padre de Formoselos não se ficava por aqui. Ele nunca faltava à escola. Ele nunca chegava, nem um segundo, atrasado às suas aulas. Ou chegava à hora certa, ou antes da hora certa.

E até na sua Paróquia ( Soutêlo de Aguiar) se sentia este extremo rigor: Não falhava uma missa, um baptizado ou casamento.

E mais:

 No carro do Padre Amaro não entrava uma alma viva da sua paróquia ( e  não se tratava de infligir qualquer penitência … Era mais um reflexo da sua preocupação com a igualdade de tratamento. Assim ninguém podia dizer que fulano, por ser rico ou importante, tinha boleia do padre. Ou que só dava boleia aos homens, ou às mulheres…).

 Nunca aquela alma aceitou um convite que fosse para uma festa. Baptizava e casava, sim senhor, mas já todos sabiam que não ia ao banquete. Por isso já ninguém ousava fazer-lhe o convite.

Homem justo e recto o Padre Amaro, por ser assim, com excessivo rigor, parecia um ser humano frio, individualista, e pouco afectuoso. E essa frieza de alma não lhe granjeou simpatias. Bem pelo contrário.

Um dia ouvi-o dizer-me que era assim por defeito de educação. E eu acredito que sim. O Padre Amaro, a meu ver, ao revestir a alma com a sua batina sacerdotal, ficou definitivamente enclausurado numa espécie de sacristia temperamental. E esse refúgio que ele criou tornou-o distante, evasivo e intransigente.

A maioria dos paroquianos ou dos alunos não lhe terão apreciado o temperamento. Mas, querendo ser rigorosos e justos, como ele sempre procurou ser, talvez não deixem de ver no  Padre Amaro um exemplo como professor, como padre e como homem."

 

Francisco CUNHA RIBEIRO

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 14:11

A MINHA GLÓRIA

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 28.03.12

 

É muito comum a gente esperar a morte de uma pessoa, para ressaltar suas qualidades e seus valores. Mas não é esse o meu caso. A minha Glória, sempre representou para mim, em todos os momentos de nossa vida, a parte que me faltava para me completar, por isso, chegamos quase a meio século de feliz convivência. Não chegamos mais longe, porque as doenças não o permitiram. Eu, graças a Deus, nunca  tive qualquer complicação de saúde. Ela, nos seus 81 anos de vida, enfrentou vários problemas de saúde, passou por várias cirurgias, principalmente em fevereiro de 2001, quando implantou seis pontes de safena.

           Neste momento de dor, é muito difícil resumir a nossa vida a dois. Dizem que a mulher é sexo frágil, mas isso não procede. Minha mulher era nitidamente mais forte do que eu. Eu não conseguiria suportar a metade dos sofrimentos que ela suportou. Era uma mulher de fibra. Mas, mulheres de fibra encontramos em todos os segmentos da sociedade. Temos damas de ferro, na política, nos esportes, na música, na ciência e até nas forças armadas. Mas eu não quero falar de mulheres famosas, quero falar daquelas anónimas, lutadoras, que têm no seu dia-a-dia a missão de tomar conta do marido, dos filhos, da casa e ainda do emprego, de onde tira a ajuda para sustentar a família. Minha Glória trabalhou como professora durante 28 anos, cuidava  dos filhos e de mim, trabalhava e cuidava  da nossa casa. Posso dizer que foi ela quem educou e encaminhou nossos dois filhos. Eu trabalhava fora e só no fim-de-semana podia dar alguma ajuda.

          Ela conseguia driblar todos os problemas. Estava sempre de bom humor era uma verdadeira lutadora.

          Era apaixonada por Portugal, embora nunca tivesse a oportunidade de lá ir. Seus pais eram de Vilela do Tâmega, perto de Chaves. Ainda tem lá alguns primos.

          Hoje, quando me vejo sem ela, é que sinto a falta que ela me faz. Reconheço que foi a minha  mestra, minha companheira, incentivadora. Os primeiros artigos que escrevi para o Blog de Parada, ela fazia questão de ler e corrigir qualquer erro de escrita.

          Os homens distinguem-se por aquilo que fazem. As mulheres, por aquilo que levam os homens  a fazerem.

           Acho muito certo o ditado popular: "Por detrás de um grande homem, geralmente, está uma grande mulher.

Descansa em Paz Meu Amor! Até breve.

 

Agostinho  Gomes   Ribeiro

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 07:46
editado por cunha ribeiro às 12:44


Comentários recentes




GENTE DA NOSSA TERRA

minha imagem para.jpg


subscrever feeds