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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


“ A BIOGRAFIA DE: CÂNDIDA DE JESUS REIS, CONTADA POR SUA NETA, CÂNDIDA DE JESUS REIS DIAS “

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 03.09.12

 


Cândida de Jesus Reis nasceu em Parada de Aguiar, freguesia de Soutelo de Aguiar do concelho de Vila Pouca de Aguiar, no dia 03-12-1891. Foi batizada no dia 09 do mesmo mês. Era filha de António José Martins dos Reis e, de Ana Adélia. Casou com a idade de 24 anos com Manuel Coutinho. Este nasceu a 27 de Setembro de 1895. Tinha 20 anos de idade quando pensou em casar com a minha avó. Para o efeito, teve que pedir autorização aos pais para que o casamento se realizasse.Desse casamento, nasceu um filho ao qual foi dado o nome de António Coutinho, que - depressa ficou órfão de pai em virtude deste ter ido para a guerra de 1914/18 em França, onde veio a perder a vida como tantos outros militares portugueses em combate.Ficando a minha avó viúva ainda muito jovem – motivos mais que suficientes para ser cobiçada pelos apetites masculinos. Do primeiro relacionamento, nasceu a minha mãe, Maria Olinda Reis. Do segundo relacionamento, nasceram mais dois filhos a quem foram dados os nomes de Ana Reis e José Reis. Minha mãe casou com António Augusto Dias. Desse casamento nasceram três filhos. Cândida, Deolinda e Manuel Reis Dias.Ao longo da minha infância, sempre ouvi a minha mãe lamentar-se da tristeza que lhe ia na alma por não ter convivido com o pai como outras crianças da sua geração. E, o mais grave no meio disto tudo, era ela saber quem era o seu pai, dando-lhe assim muita mágoa e, até raiva por tudo quanto se passava à sua volta.Assim; tanto eu como os meus irmãos, fomos passando a nossa infância sempre com lamúrias, tristeza e muita pobreza. Esta era aliás o pão nosso de cada dia  tanto em minha casa, como na maior parte das casas em Parada e não só.Quando o meu pai emigrou para o Brasil, foi oferecida uma pequena casa de habitação à minha mãe. Como eu era muito curiosa, certo dia perguntei à minha mãe quem nos tinha dado a casa. Pois eu, embora fosse miúda, já ia compreendendo qualquer coisa da vida. Como sabia que ela não tinha dinheiro para a comprar e, quase nem para nos dar de comer, quanto mais comprar casa, a minha mãe respondeu-me que tinha sido o Sr. Joãozinho, que era a pessoa mais rica em Parada de Aguiar. Eu, na minha boa fé e até um pouco inocente – achei isso normal. Como ouvia dizer que este Sr. tinha muitas casas e era muito rico e, visto nós sermos tão pobres, pensei cá para mim: Ora aqui está um bom acto de caridade feito aos pobres.O pior vem a seguir e passo a narrar: Um dia, indo eu em companhia de uma amiga mais velha do que eu, de seu nome Etelvina Cunha, quando esse dito Sr. Joãozinho passa por nós e, ela me diz, aí vai o teu avô. Eu fiquei muito surpreendida e, ao mesmo tempo até contente com tal notícia por saber que o meu avô andava muito bem vestido, com uma corrente de ouro a segurar o relógio de bolso que trazia no seu colete como era próprio dos homens mais abastados nesse tempo. Chegando a casa toda radiante da vida – digo à minha mãe que tinha visto o avô, julgando que ela iria ficar satisfeita com a novidade que lhe estava a dar – qual não foi o meu espanto ao ver a reacção da minha mãe.Ameaçou-me, dizendo que se eu voltasse a falar no assunto me dava uma tareia e me punha de castigo. Portanto, não queria ouvir mais falar em tal assunto. Tudo isto porque a minha mãe sentia-se humilhada, com muita tristeza e sempre exaltada quando a conversa vinha à baila – fosse por quem fosse.Só muito mais tarde, compreendi o porquê de toda esta situação. Felizmente, apesar de toda essa amargura e tristeza da minha mãe, sempre soube dar-nos uma boa educação de que ela muito se orgulharia se fosse viva, porque hoje, com a graça de Deus todos estamos mais ou menos bem na vida. Beijos para todos os familiares e amigos desta que se assina,


Cândida de Jesus Reis Dias

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às 23:16

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por cunha ribeiro, Segunda-feira, 03.09.12

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às 20:09

JOÃO FERREIRA - o Convívio de 19 de Agosto

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 03.09.12

 

 O dia 19 de Agosto de 2012, irá ficar por muito tempo na memória de todos os Paradenses presentes neste convívio. Este dia era esperado com muita ansiedade, especialmente por todos aqueles que já não se viam há muitos anos.
Com um programa abrangente a todas as idades, este foi concluido, penso eu, de uma forma positiva.
      Da parte da manhã, pelas 10h45, no Polidesportivo do Ferreirinho, gentilmente cedido pelo senhor Presidente da Junta de Freguesia de Telões e com uma assistência cerca de 50 pessoas, foi disputado um jogo de futsal amigável, entre as equipas de Parada de Aguiar e a Associação do Bairro da Traslar-Chaves. Equipa de Parada: Lita, Bruno Pires, Rogério Ferreira, Rui Ferreira, João Pedro Ribeiro, Abílio Cunha Ribeiro, Joana Macedo, Antony Pereira e Avelino Ferreira. Equipa do B.Traslar: Machado, António Peão, António Teixeira, Diogo Carneiro, Gil, Carlos, Paulinho e Luis Mesquita.
Parada já hà muito tempo que não éra representada por nenhuma equipa de futebol. Não havia a questão de saber quem iria ganhar. No final ganharam todos uma grande amizade. Quem não assitíu ao jogo e soube apenas o resultado, ficou com uma ideia errada daquilo que se passara em campo. A equipa de Parada, com alguns bons jogadores individuais, surpreendeu pela positiva.
     Foi a primeira a criar perigo na baliza contrária e se tem marcado primeiro, o resultado podia ter sido outro. Dotada de uma excelente Guarda Redes, a melhor em campo, secundada pelo Bruno (bom de bola) a equipa de Parada não teve calma para levar de vencida a equipa ida de Chaves. A equipa de Parada, equipa nova formada por elementos que pela primeira vez jogaram juntos e  sem terem tido qualquer treino, éra constituida no seu todo, por jogadores jovens e de boa técnica. Nada de desanimar, treinem mais, para no próximo ano haver mais equilibrio.
     A equipa do Bairro da Traslar, equipa mais madura nestas andanças, soube nos momemtos cruciais , controlar o jogo, não empregando muita velocidade, foi a mais eficaz nos remates certeiros.
Neste equipa há a salientar o treinador com 69 anos que também quiz jogar e ainda um miudo de 10 anos Luis Mesquita, neto da Paradense Luisa Teixeira, que faz parte das camadas jovens do desportivo de Chaves, sendo o autor de  dois golos.
A arbitragem veio da Associação de Futsal do Porto chefiada pela Cátia Macedo, que passou despercebida, tendo efetuado uma excelente arbitragem.
Antes do jogo foram trocadas lembranças, entre as duas equipas e no final do jogo cumprimentaram-se todos em ambiente de festa. Aqui começou o Grande Dia de Convívio da Associação "O Prazer da Memória" - Parada de Aguiar.
Fica aqui um muito obrigado ao senhor Presidente da Junta da Freguesia de Telões, que para além da cedencia do campo, também cedeu os balneários onde todos os participantes puderam tomar banho de àgua quente.
      Pelas 12h45, e com cerca de 200 pessoas presentes, teve início o almoço de confraternização, que superou todas as expetativas. Boa confeção e abundante, com sobremesas deliciosas para todos os gostos, que algumas pessoas levaram, bom vinho e cerveja  à descrição. Nada faltou. Houve aqui muito trabalho e uma grande organização. Parabens a todos os intervenientes.
       Terminado o almoço e pelas 15h00 subiu ao palco o senhor Presidente da Mesa de Assembleia Geral - António Cândido,  dirigíu-se à Plateia com  um discurso adequado ao momento, com uma intervenção bem conseguida e bem direcionada,  para dentro e para fora, defendendo a sua (nossa) Associação, e frisando que o património da aldeia devia estar ao serviço de todos, sejam eles residentes , ou temporários. 
 Muito bem senhor Presidente, os meus Parabéns.
       De seguida subíu ao palco o senhor Presidente da Associação - Cunha Ribeiro, dirigíu-se a todos os Paradenses, disfarçando um pouco a sua emoção, começou por falar nos seus 3 sonhos de menino: 1º. o de ser padre por influencia da sua madrinha Ana Cunha, figura muito conceituada na aldeia e de muito respeito, ela impunha sempre as suas idéias na família, muito religiosa e gostando de ter um padre na família, o encorajou a ir para o Seminário. 2º. o de ser jogador de futebol. Qualquer deles não passaram de um lindo sonho. O 3º. está a ganhar forma o de conseguir unir todos os Paradenses através de uma Associação, para o efeito criada. Desenvolver ações do ambito cultural, que consigam estreitar laços entre as pessoas que se sentem ligadas a Parada.
Muito bem senhor Presidente, os meus parabéns. Nós os sócios temos por dever de apoiar, incentivar e ajudar a concluir o seu 3º. sonho, a bem de Parada.
      Quando ninguém esperava, subiram ao palco, o seu filho mais novo e uma sua sobrinha, que num discurso muito interessante, elogiaram o grande pai e tio, o grande Presidente da Associação "O Prazer da Memória". Estes miudos vieram dar um exemplo, como se deve agradecer as pessoas que trabalham para uma causa comum. Para eles, exemplares descendentes, uma grande palavra de apreço e os meus parabéns.
      Em sequencia do programa, foi a minha vez de intervir, com o objetivo de transmitir ao público toda a minha alegria e satisfação ao ver presentes, os meus amigos, os meus familiares e outros amigos que eu já não via hà muitos anos, de clarificar o programa, de fazer uma chamada a todos os Paradenses.
      Como a sequencia do programa teve de ser alterado, subíu ao palco o nosso amigo, com residencia no Brasil, senhor Agostinho Ribeiro, que fez um excelente discurso dirigido a todos os emigrantes de Parada, discurso esse muito sentimental, indo ao encontro de todas as recordações e memórias, com muita emoção que só ele é capaz de transmitir. Muito bem senhor Agostinho, a sua presença no largo de São Pedro veio trazer muita alegria. Os meus Parabéns.
      Seguiram-se os discursos aos antigos jogadores de futebol e ex-militares de Parada, que nas décadas de 60 e 70 estiveram em serviço no então Ultramar Português. Foram momentos de recordações e emoções, houve entrega a cada um,  de cravos vermelhos e entregues ao senhor Presidente 3 quadros com fotografias antigas de ex-jogadores de futebol. No final houve cumprimentos entre todos  e muita alegria. Mais tarde haverá novo desenvolvimento.
       Pelo motivo da maioria dos elementos pertencentes aos Conselhos Diretivos não estarem presentes, fora dadas indicações por um elemento do mesmo, de passar em frente. Por issso não houve a cerimónia que para eles lhes estava também reservada. Não posso passar em claro, sem elogiar o muito trabalho feito pelas diversas Direções, ao longo de vários anos em melhoramentos dos caminhos da aldeia. Essas pessoas muito contribuiram para o desenvolvimento de Parada e estou certo que continuarão o seu trabalho,  com outros melhoramentos. Fica aqui o meu recomhecimento e lhes são dirigidos os meus parabéns.
       Veio então um dos momentos mais desejados do público, a subida ao palco da nossa fadista Fátima Monteiro, que acompanhada ao som de uma concertina, lindamente cantou o Hino de Parada. Os corações dos Paradenses vibraram e no final todos de pé a saudaram com uma grande salva de palmas. Parabens Fátima. Parada precisa de muita gente assim, sempre pronta para, para quando é necessário ajudar.
       Também a juventude estava ansiosa pela sua vez de participar e assim chegou o momento de eles colaborarem nos jogos da macaca e corrida nos sacos. Hove aqui muita alegria, tanto da parte dos miudos(as), como da parte dos seus familiares. Especialmente a corrida dos sacos foi muito bem interpretada e bem treinada, notando-se uma granda concorrência e velocidade empregue. Parabens a todos.
        Seguíram-se os jogos da sueca, malhas e malhão. Houve várias equipas a jogarem simultaneamente.  Falando do malhão, eu que em tempos de juventude também participava, fui ao local e verifiquei: a pedra exibida para o efeito éra um grande pedregrulho, só para homens de barba rija. Com exceção de tres intervenientes, os outro não os conheci. Sei que havia um com muita tecnica e os outros atiravam à base da força. Não vou individualizar ninguém, mas deu para ver os dois Presidenres, da Assembleia e da Direção a mostrar os seus dotes. Aliás tenho algumas fotografias que testemunham as diferenças dos atores. Não sei quem ganhou, neste caso o importante éra participar. Parabéns a todos os intervenientes.
        Quanto ao jogo das malhas houve várias equipas a jogarem em fases de eliminação e fiquei  surpreendido ao saber quem foi um dos vencedores. Este veio do Porto e é meu cunhado Francisco Ferreira, marido da minha irmã Maria do Céu. Parabéns Chico. Apenas por curiosidade, informo os Paradenses amigos do futebol, que Parada tem um descendente, neto da minha irmã Maria do Céu, um jovem de vinte anos de nome André Teixeira, internacional de sub-20, oriundo das camadas jovens do FCP, que se transferiu esta ano para o Belenenses. Ao André desejo-lhe muita sorte na sua profissão e oxalá que a título particular um dia venha a reforçar a equipa de Parada, num jogo amigável.
        Tenho em meu poder algumas fotografias interessantes relativas ao dia do convívio, que brevemente serão esolhidas para serem inseridas no Blog de Parada.
       Também tenho o filme do jogo do Ferreirinho. Quem o quiser ve pode entrar neste site: www.traslar.net. Posteriormente será passado para o BLOG de Parada.
       Para terminar, deixo aqui um grande abraço a todos e que para o ano se Deus quiser, seja feito outro convívio igual ou melhor do que este ano.
                  
                            João Ferreira

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às 12:34

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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