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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


DA ÉTICA POLÍTICA

por cunha ribeiro, Sábado, 06.10.12

 

 

O Mundo em que vivemos não voltará a ser como foi. Para o melhor ou pior, a forma como o poder foi exercido está a sofrer uma mudança inexorável. E o que está a pilotar esta mudança é a emergência da Ética Política.

Por toda a parte as pessoas que não exercem o poder, mas que o legitimam pelo voto, estão a acordar para a responsabilização cada vez mais rigorosa da actividade política.

A crise económica, ao obrigar a tomar decisões duras, já não permite que os partidos tradicionalmente do poder prometam  mundos e fundos para se reelegerem.

O povo já llhes perdeu o respeito, a esses políticos eleitoralistas, sem escrúpulos, sem balizas morais a obrigá-los a medir as palavras nos seus discursos a rebentar de farisaísmo político.

O povo já não exige apenas sabedoria e competência, o povo exige ainda, e sobretudo, verdade, justiça, e quidade na gestão dos bens públicos.

 

 

 

É necessário entender que após anos e anos a gerir o bem público como se de uma PME se tratasse, e sem que a maioria da população retirasse daí qualquer benefício, esta  tem agora vontade de mudar o rumo das coisas, mesmo que para que essa mudança se efective seja necessário lançar o bebé e a água do banho fora.

Após 30 anos de pragmatismo neoliberal, as pessoas têm agora uma vontade indomável de acreditar. Se as velhas ideias caírem, não faltarão ideias novas que as substituam. A ecologia já se fez respeitar por toda a Europa, o libertarismo tem cada vez mais adeptos, e há uma crescente tendência para moralizar todo e qualquer movimento político.

Por toda a parte as pessoas, das mais diversas tendências sonham com novas políticas e novos agentes políticos, e que estes comecem finalmente a fazer política desinteressadamente, sem egoísmos pessoais ou de grupo.

 

 

AS pessoas, em minha opinião, podem tornar-se melhores. A sociedade, se tiver coragem, pode visar a perfeição, mesmo que seja impossível atingi-la. Julgo que seria oportuno e contagiante termos governos sérios, sem ideologias, sem preconceitos. Os governos com que temos convivido, dedicados mais ao triunfo pessoal e material dos seus membros, só nos poderão continuar a levar para a lassidão dos trabalhadores, para a falência das pequenas e médias empresas, para o  desemprego galopante, para o labirinto da miséria e do ódio.

 

 

A primeira tentativa de inovação social e de transformação da sociedade num mundo mais justo, onde o poder se exerceria para a  grande maioria das pessoas, e não para um grupo restrito de privilegiados, teve lugar durante a Revolução Francesa, com resultados desastrosos. Se as intenções eram boas, os meios utilizados para as atingir foram maus. A utilização do terror tende a demonstrar que os líderes revolucionários  não são diferentes no essencial dos seus antecessores, porque apregoam a liberdade e a igualdade, mas matam-nas logo à nascença. Este processo de decapitação dos adversários políticos foi reutilizado pelos comunistas, e viu-se o seu resultado histórico: a sua desagregação e a generalização mundial da sua queda. 

 

No entanto, todos temos necessidade de virtude. O termo virtude é aqui usado na sua acepção política, ou seja, o político virtuoso deve ser capaz de agir de forma desinteressada visando o bem comum.

Não se trata de uma virtude individual ( embora as duas possam coexistir). É que a moral, ou a virtude pessoais são subjectivas, e é perigoso ou erróneo impor o meu ponto de vista sobre como deve ser uma pessoa virtuosa a outros que têm valores morais diferentes dos meus. O que cada um faz na sua cama, ou no Domingo de manhã não me interessa para nada.

 

A virtude não se impõe de cima para baixo, mas ao contrário. As pessoas tendem a acreditar que as sociedades virtuosas são fruto de dirigentes também virtuosos. Os absolutistas virtuosos acabaram sempre por massacrar as pessoas contrárias aos seus desígnios, com a ajuda dos seus correligionários corruptos.

Mesmo que seja tentador aos novos líderes eliminar os seus mais hediondos antecessores, esse processo nunca terá um final feliz. Outros crápulas da mesma espécie ocuparaão o poder.

 

Temos os líderes que merecemos, já diz o ditado. Para termos dirigentes virtuosos devemos também nós ser virtuosos. Ora isto parece uma meta muito difícil de se atingir. Sermos em simultâneo todos, homens, mulheres, líderes e não líderes pessoas virtuosas. Todavia, se respeitarmos  

todos as regras comuns ( a lei) é um passo que damos no sentido dessa virtude.  Há pois uma balança enm desiquilíbrio na sociedade: de um lado a liberdade que todos desejamos alcançar,  do outro a responsabilidade que todos devemos ter.

Então o que é preciso fazer para alcançar esse equilíbrio?

Primeiro, cumprir o nosso dever de trabalharmos todos para o bem de todos, sem nos preocuparmos em sermos mais ricos ou  mais poderosos  que os nossos vizinhos, os nossos igos, os nossos conterrâneos, enfim todos os que connosco vivem um trajecto social comum.

É esse sentido do dever que é necessário tratar com muito carinho, com sensatez, por quem nos dirige politicamente.

 

 

 

(cont.)

 

C.R.

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às 20:30

A BAILARINA

por cunha ribeiro, Sábado, 06.10.12

 

 Era bailarina num "Kabaret" afamado da Cidade-Luz. Morena, cabelos a encaracolarem-lhe a testa, descaindo soltos pelos ombros. Às onze e meia da noite, de cada sábado, o vestido largo e bordado de temas russos esvoaçava e rodopiava no palco. Depois, um número acrobático de quase ballet, e o bordo a subir-lhe à testa levado pela ponta do pé, deixando-lhe a nu a pele aveludada da coxa. 

 Passaram meses. O vestido largo e bordado dançava sempre à mesma hora, todos os sábados. O meu amigo, jovem "commis" no Raspoutine, nos intervalos da azáfama, parava a olhar o espectáculo, atento ao gesto acrobático da bailarina e à doce reveleção das suas pernas.   

 Desejava-a, mas nunca lhe surpreendeu um olhar focado no seu. E depois, era uma mulher casada. Jovem, mas casada. O marido era seu par de dança. Nenhuma esperança.

 Certa noite porém a chuva caiu no nabal. O meu amigo,  bruscamente interceptado por ela:

 - Depois de saires vais pra casa?

 - Não, vou ao café.

 - Qual?

 - O George V, Champs Élysées.

 - Posso ir lá ter, quando sair?

 - Cl...claro, que ... podes!

Desde aquele momento, o meu amigo pifou, entrou em estado de hipnose induzida pelo diálogo imprevisto. Não via ninguém, não ouvia ninguém. O "Maître d`hôtel" bem lhe pediu o D. Perignon para mesa X.  Mas qual D. Perignon...qual mesa X... Já não se via ali dentro. Estava todo ele lá fora, já no café do encontro.

 -" Então, O Champanhe? 

-A h, sim, vou já buscá-lo.

 

É o buscas. Saíu a voar..

Percorridos os cem metros até ao café, sentou-se na primeira mesa, da esplanada. Pediu um "express".

Minutos depois:

- Posso sentar-me?

Era a dançarina. Agora vestia calças de cabedal e um blusão jean. 

- Oh lá, lá, estás bêbado! Vou-te levar a casa, ok?

O meu amigo tinha apenas bebido dois copos de vinho ao jantar. Agora, bebia um simples café...Percebeu a oferta. Disse que não... que tinha o quarto desarrumado...Não queria passar uma vergonha. 

- Desculpa, amanhã, está bem? - Concluiu.

A bailarina cerrou os lábios, beijou furtivamente o meu amigo, e saiu  pronunciando  um azedo " Bye!"

 

( To be continued)

 

A. Valtique

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às 17:34

O ETERNO RETORNO DE SÓCRATES

por cunha ribeiro, Sábado, 06.10.12

 

 POR AGORA, NA PELE DE COELHO:

 

CR

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às 16:07

É ESTE O CAMINHO

por cunha ribeiro, Sábado, 06.10.12

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às 15:42

PARADA DE AGUIAR , DO CORGO, DE TODOS NÓS

por cunha ribeiro, Sábado, 06.10.12

 A aldeia de Paradade Aguiar (ou do Corgo) somos nós, as pessoas, mais a nossa cultura (que a construiu e lhe deu sentido). Esta Aldeia somos, pois, todos nós, ó paradenses, com a memória que dela temos, e mantemos, e com as "asas" de futuro que queremos para Ela. A nossa Aldeia é um lugar de sonhos e emoções. De ternuras, amizades, desejos, de esperanças. Tudo que fez e faz a Vida - a nossa Vida. Lugar onde nascemos, vivemos, e revisitamos, Parada do Corgo ( ou de Aguiar) também nos construiu e constroi o corpo e a alma, nos deu e continuaa dar sentido à Vida. Por tudo isto, Parada do Corgo deve ser sempre muito cuidada, permanentemente reconstruída, sabiamente embelezada. Com muito carinho, com muita emoção e amor.


Francisco da Cunha Ribeiro

 

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às 13:29

SÁ PINTO E A BANCA

por cunha ribeiro, Sábado, 06.10.12

 

 E como o Sporting lhe tem estima e amor, irá pô-lo a viver  "à rica" durante um bom par de anos....

 Claro que o Sporting, tal como os outros clubes considerados "grandes", têm dívidas à Banca, de dimensão estratosférica...

 Mas a Banca tem, também ela, uma dívida "extra-terrena" à TROIKA, que, por sua vez, a alimenta e eleva, à medida que o povo se priva e rebaixa.

 

 

CR

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às 13:14

E SE A POLÍTICA IMITASSE AS "CHICOTADAS" DO FUTEBOL?

por cunha ribeiro, Sábado, 06.10.12

 

  Imagine o leitor que Passos Coelho tinha a sorte que teve Sá Pinto (  despedido ontem pelo sporting ).

  E gora calculem a sorte que teríamos nós.

 

CR

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às 12:35

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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