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AGOSTINHO RODRIGUES - MAIS UMA HISTÓRIA

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 10.10.12

                                                    “ O CALDO E A SOPA “

 

Comentava-se em Parada que num determinado dia, um prezado pacato cidadão, foi ao Porto tratar de assuntos da sua vida particular. Depois de resolver os mesmos, chegou-lhe a vontade de comer. Para o efeito, dirigiu-se a uma taberna, hoje em dia restaurante, para saciar a vontade devoradora que tinha em comer qualquer coisa. Entrou, sentou-se comodamente à mesa e chamou o empregado. Quando este surgiu, perguntou-lhe se desejava comer – disse que sim. Então o empregado, muito respeitosamente perguntou o que é que desejava comer. O nosso conterrâneo logo disse: Eu quero caldo. O empregado respondeu: Caldo não temos – mas temos sopa e, está muito boa. O nosso conterrâneo, desconhecendo a tal sopa, logo disse: - Sopa não quero. Levantou-se da mesa e foi à procura de outra taberna onde lhe vendessem caldo. Depois de tanto andar a procurar e obter sempre a mesma resposta e, como o apetite de comer já era muito, entrou novamente na taberna e disse:

 Venha de lá essa sopa que eu com a fome que estou até como pedras. Quando o empregado lhe trás o prato da sopa com um pouco de broa, ele fica muito espantado e diz para o empregado – isto é que é a sopa! Lá na minha terra, chama-se caldo. Olhe: Já agora, traga outra sopa, porque este caldo está muito bom.

Esta história, passou-se com um nosso conterrâneo já falecido de seu nome José Maria, mais conhecido por “PERNA DE PAU” e, ouvi-a contar a pessoas dessa época que iam para os serões em casa dos meus avós que, sentados em volta da lareira onde jogavam às cartas contavam essas peripécias que, por vezes, eram pretextos para grandes risadas.

O ti Zé Maria, foi um homem que viveu sempre sozinho. Parte do seu tempo, passava-o numa terra que possuía num lugar chamado Porto da Bouça. Como família mais chegada, conheci-lhe uma irmã, a senhora Bernardina, que foi casada com o Sr. Manuel Benedito. Frequentava muito a casa da Sr.ª. Ana Cunha, para onde ia passar os serões. Era uma pessoa sociável. Tocava um pouco concertina. Por vezes alinhava com os mais novos em pequenos bailaricos. Em Parada, era ele, o Ti Zé Freitas ou o Ti Pedro, eram estes os homens que davam um jeito à concertina para distraírem a rapaziada daquele tempo.

Estas histórias do passado, faz-me lembrar o meu tempo de juventude dos tempos em que eu e, tantos outros como eu, passamos por tempos amargos na vida que não são desejáveis para ninguém.

Para todos os conterrâneos e amigos deste Blogue, um grande abraço e até uma próxima se Deus quiser.

Quinta das Laranjeiras, 09-10-2012

Agostinho Rodrigues

 

 

 

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