Created by Watereffect.net Created by Watereffect.net

Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



BLOGUE PARADA DE AGUIAR - Mais sobre mim


Colaboradores - Clique nas fotos para aceder aos textos de cada Colaborador

ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

calendário

Outubro 2012

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031


página de fãs


Pesquisar

 

Google Maps


Ver mapa maior

PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A ARRANCA DAS BATATAS

por Francisco Gomes, Domingo, 28.10.12

 

O inverno aproxima-se a passos largos e finalmente vai ser possível descansar um pouco mais, pois a época do S. Miguel está a terminar.

O S. Miguel era a época das colheitas. É quando termina o S. Miguel, que se faz o balanço do ano agrícola e se prepara o orçamento familiar para mais um ano com maiores ou menores dificuldades consoante os bons ou maus resultados agrícolas.

 A azáfama das colheitas começava no mês de Julho com as ceifas, depois as malhadas; em Setembro começava a arranca das batatas, depois a colheita e desfolhada do milho. No mês de Outubro faziam-se as vindimas e enchiam-se as pipas com o precioso líquido e o S. Miguel terminava com a apanha da castanha.

Estes ciclos da vida dos nossos pais e avós por ventura já não serão vividos da mesma maneira pelas crianças e jovens de hoje, mas eram estes ciclos gerados à volta das atividades ligadas à agricultura que marcaram o ritmo da minha meninice.

Da arranca das batatas, há dois momentos que eu melhor recordo.

Um era quando íamos para o monte arrancar as batatas. Os meus pais, tal como a avó da Deolinda e do Francisco Cunha, também cultivavam um pedaço de terra na esturrinheira. Então, no dia da arranca das batas nessa terra, de manhã muito cedo, ainda mal se via, começavam os preparativos com o carregar do carro de bois com potes e comida, pois como a terra ficava muito longe, mais de uma hora de caminho, as refeições tinham de ser cozinhadas lá no monte. Entretanto chegaram o Sr. João Pico e o Sr. Alfredo Padeiro, que iam trabalhar à jeira, a ganhar 10 escudos mais as refeições.

Naquela época os paradenses eram extremamente solidários, com a mesma facilidade pediam e emprestavam o fermento, o pão, o forno, o moinho, a ferramenta, o burro e a junta de vacas; pediam e davam apoio na cegada e malhada do centeio, na desfolhada do milho e também na arranca das batatas.

Naquele dia, para ajudar, chegaram o meu tio Zé e a filha Maria Noémia que também traziam a junta de vacas, pois os meus pais não tinham vacas. Tomaram o mata-bicho composto por figos secos, pão e um cálice de cachaça com açúcar, e lá fomos todos em direção ao monte.

 No dia da arranca das batatas todos os elementos da família participam. Os mais pequenos sacudiam a rama das batatas e apanhavam as batatas mais miúdas que as mulheres deixavam para trás, depois de escolher as batatas grandes, e os homens cavavam a terra com mestria e pontaria de forma a retirar inteiros os tubérculos. Se havia uma ou outra cavadela menos certeira, lá apareciam duas ou três batatas rachadas pela enxada. As batas rachadas tinham que ser as primeiras a ser consumidas, pois não dava conservar ou vender.

 No fim do dia regressávamos, agora com o carro de bois carregado também com os sacos cheios de batatas.

Também gostava quando ia para casa do Sr. Arlindo Cunha no dia da arranca das batas. Quando era mais pequeno gostava de andar à frente das vacas que puxavam o arado que rasgava a terra para as mulheres colherem as batatas e que era empunhado pelo Sr. Arlindo. E ele falava com as vacas com aquele sotaque que arranjou nos anos que andou lá pelas terras do Brasil e que eu adorava ouvir.

Por volta das 10 horas chegava a Srª. Avelina,que carregava um cesto das vindimas à cabeça. Vinha trazer o pequeno almoço. O pequeno almoço, que na época se chamava almoço, e que era servido numa mesa improvisada com os sacos das batatas ainda vazios a cobrir a terra, e em que um prato servia para três pessoas comerem o bacalhau e as batas cozidas e molhados em azeite e vinagre. Como me sabia bem aquele almoço. 

No fim do dia começava o transporte para casa dos sacos já cheios de batatas para depois serem despejados lá no quinteiro, onde formavam uma montanha de batatas.

As batatas ficavam depois à espera que aparecesse um comprador que pagasse um bom preço pela arroba da batata. O que infelizmente raramente acontecia, e o dinheiro que a venda rendia mal dava para cobrir as despesas tidas com a compra da semente, do adubo, da rega e a arranca.

Mas era assim a vida da quase totalidade das famílias de Parada, trabalhar para sobreviver. Tempos difíceis!

Francisco Gomes

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 12:04
editado por cunha ribeiro a 29/10/12 às 19:38

NÃO HÁ GRANDE DIFERENÇA ENTRE O LOBO QUE ATACA SÓ UM REBANHO E AQUELE QUE ATACA VÁRIOS E MATA O MESMO NÚMERO DE OVELHAS

por cunha ribeiro, Domingo, 28.10.12

 

 

 Não entendo por que razão demasiadas pessoas ainda teimam em considerar que com a continuidade de Sócrates no poder Portugal estava melhor do que está.

 Em parte terão razão: para alguns estaria ainda melhor do que estava, para outros ainda pior do que está.

 Mas não cuidem que com isto estou a fazer a defesa deste governo. É que não há grande diferença entre o lobo que ataca só um rebanho , daquele que ataca vários rebanhos para comer o mesmo número de ovelhas.

 

CR

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 09:56

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


Created by Watereffect.net
Created by Watereffect.net


Comentários recentes




IMAGENS DA NOSSA TERRA

CLIQUE NA FOTO PARA ACEDER À GALERIA DE IMAGENS DE PARADA DE AGUIAR parada em ponto grande para imagem de fundo.

GENTE DA NOSSA TERRA

minha imagem para.jpg


subscrever feeds