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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


FRANCISCO SEIXAS DA COSTA - NUM TEXTO LÚCIDO SOBRE A NOVA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

por cunha ribeiro, Domingo, 04.11.12

 A nova emigração







O novo surto migratório originário de Portugal é um fenómeno de que, só muito recentemente, começa a traçar-se um perfil mais rigoroso. Os dados estatísticos existentes assentam apenas em estimativas e têm um elevado grau de incerteza, pela inexistência de referências absolutamente seguras. Mas fica evidente que estamos já perante um movimento quantitativamente significativo, com uma dispersão geográfica bastante maior do que a das vagas migratórias de um passado mais recente.


Globalmente, e como não será de surpreender, os novos migrantes que procuram a Europa têm uma qualificação académica média bastante superior à de quantos, nos anos 60 e 70 do século passado, saíram pelos caminhos de França, da Alemanha e do Luxemburgo, ou mesmo dos que, de forma sazonal ou mais permanente, procuraram depois a Suíça e o Reino Unido*. Os dados e as informações disponíveis mostram-nos que muitas dessas pessoas saem acompanhadas pelas famílias, o que altera significativamente o modelo de outros tempos e, naturalmente, induz outros impactos nas exigências do seu quotidiano.


Há um ponto que me parece importante registar, porque dele resultam consequências comportamentais muito particulares: a maioria desses novos emigrantes portugueses obtém ocupações profissionais que se situam, quase sempre, abaixo daquelas que, legitimamente, o seu nível académico poderia justificar, o que constitui um natural elemento de frustração pessoal, com efeitos no seu estado de espírito. A crise e o aumento do desemprego em muitos dos seus países de destino faz com que, uma vez mais, apenas lhes sejam oferecidas tarefas profissionais que os nacionais desses países procuram menos e, frequentemente, com um elevado grau de precariedade no vínculo laboral. Daqui resulta, muitas vezes, uma tendência para uma fixação breve nos postos de trabalho obtidos, na busca incessante de outras oportunidades entretanto vislumbradas. Alguns empresários portugueses em França, que para aqui vieram em gerações anteriores e perseveraram muitos anos em tarefas modestas antes de descobrirem os caminhos do seu sucesso pessoal, referem essa instabilidade como um fator que, por vezes, os desmotiva ao acolhimento dos novos migrantes portugueses. Mas os casos de solidariedade neste domínio são cada vez mais frequentes e louváveis.


Como por aqui tenho dito, ser obrigado a emigrar por razões económicas é a triste constatação de que o país não é capaz de criar condições para a plena realização, no seu seio, dos cidadãos nacionais. As pessoas que saem, não apenas são forçadas a esse sacrifício como, muitas vezes, acabam por ser elas a contribuir, com aquilo que ganham no exterior, para o aumento da riqueza nacional. Só podemos desejar que, deste novo ciclo da viagem dos portugueses pelo mundo, acabe por resultar um futuro mais feliz para a sociedade portuguesa, com o retorno de muitos dos que agora são obrigados a partir, depois de novas experiências e de qualificações adquiridas, que possam ajudar a reforçar a modernidade e o desenvolvimento do país.

* Em tempo: e Espanha e Andorra, claro.



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às 11:24

É PRECISO ESCOLHER ENTRE SONHAR OU MORRER

por cunha ribeiro, Domingo, 04.11.12

 

A Fé e o sonho são feitos da mesma essência e natureza. Uma espiral de carne e de espírito .

A Bíblia está recheada de testemunhos de fé e de sohos. A Paixão, Morte e Ressurreição, não são mais que testemunhos de fé humana na existência de Deus. A Páscoa não é senão o eterno retorno da fé, a celebração repetida da vitória da vida sobre a morte.
Mas, tal como a fé, o sonho sempre esteve presente na vida humana. O homem precisa de sonhar para dar sentido à  vida; mas sonhar com os pés assentes no chão.

Quando partimos em busca dos nossos sonhos, fazêmo-lo impulsionados pela fé de que algo de novo poderá acontecer nas nossas vidas. Buscamos o que nos falta: emoções novas, sensações diferentes que venham trazer respostas aos nossos desejos e inquietações. Ter sonhos e não desistir nunca deles é ter fé naquilo que pretendemos alcançar, ter coragem de lutar pelo que é  novo, e não desanimar diante da adversidade.

Sonhar é pois um acto humano que devemos acalentar, por ser bom, mas é preciso sonhar olhando para dentro de nós mesmos, questionando-nos sobre os motivos e objectivos dos sonhos: "O que pretendo construir com este sonho? É ele fonte de alegrias, de  harmonia, de união e  de uma vida melhor, não só para mim, mas também  para as pessoas que me cercam?

A fé e o sonho podem e devem caminhar juntos,  e ser responsáveis pelas grandes conquistas da humanidade. A fé  mantém-nos firmes, seguros nos nossos propósitos, e o sonho  convida-nos a sair da inércia, do comodismo, leva-nos mais longe e mais alto, à conquista de ideais. Com o sonho deixamos de ser “aves de capoeira”, presos ao chão, para voar como as águias.

Na nossa vida, interrogamo-nos por vezes antes de agir: Vai resultar? Não vai resultar? Raramente podemos saber antes de agir. Temos que ir à luta, pois tentar é arriscar o sucesso ou o fracasso. Na vida, temos que correr riscos, tal como Séneca ensinou "Não é porque as coisas são difíceis que a gente não deve arriscar, pois por não arriscarmos é que elas se tornam difíceis"

Quem não arrisca nada, nem faz nada, não tem nada. Pode evitar o sofrimento e o pesar, mas não pode aprender, sentir, mudar, crescer, viver, sonhar ou amar. Só a pessoa que arrisca assume o caminho do sonho.  Só a pessoa que sonha consegue ser livre.  

Não podemos pois, entregar-nos ao marasmo, à apatia, ao recolhimento dos tímidos, porque assim, estaremos a dar testemunho de nossa incapacidade, e da nossa alienação diante da VIDA.

O mundo atual exige de nós autodeterminação, coragem, visibilidade. Não podemos manter-nos escondidos na nossa concha. A nossa maior responsabilidade é tornar tudo o que ainda não é  naquilo que é, ou seja, numa realidade viva. Não devemos, porém,  pensar e agir só em nosso benefício, mas levar aos que ainda não tiveram o impulso do sonho, a nossa fé no nosso  sonho, porque "sonhar” é uma forma humana de respirar o ar puro da felicidade.

Não digam nunca: "Sonhar pra quê? Não conseguimos nada, e depois sofremos com isso!"

Deixemos de ser descrentes. É preciso escolher entre sonhar e morrer.

 

FCR

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às 00:38

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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