Created by Watereffect.net Created by Watereffect.net

Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



BLOGUE PARADA DE AGUIAR - Mais sobre mim


Colaboradores - Clique nas fotos para aceder aos textos de cada Colaborador

ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

calendário

Novembro 2012

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930


página de fãs


Pesquisar

 

Google Maps


Ver mapa maior

PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Do Blog " Silence Voice" de Celeste, uma transmontana de Chaves que gosta do nosso Blog

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 15.11.12
  •  
  •   Árvore decepada
  •  Quando uma árvore adoece,
  • ninguém pensa que lhe faltou água, luz ou sol, 
  • solo fértil ou arenoso
  • ou um ombro amigo doutra árvore sobranceira…
  •  
  • Diz-se antes que a qualidade saiu fraca, não vingou, 
  • e que se não voltam a plantar árvores de semelhante qualidade…
  •  
  • (Ainda por cima nem fruto dava,
  • de pouco ou nada servia,
  • pouco valia,
  • nada rendia…
  •  
  • Árvore de dar sombra…
  • Árvore de tirar sol…)
  •  
  • Então
  • abate-se, simplesmente, 
  • com um único e dilacerante golpe mortal.
  • Rapidamente.
  •  
  • “É boa para queimar,
  • e as raízes servirão para fazer uma fogueira enorme na noite de Natal.”
  •  
  • Talvez se venda a lenha, quem sabe?
  •  
  • Ou talvez nem para isso dê, se estiver oca.
  •  
  • Mas, depois,
  • (coisa esquisita!)
  • dá-se conta que as raízes continuam vivas,
  • bem vivas,
  • (como pode?!)
  • e pensa-se melhor no que terá acontecido a esta árvore que adoeceu…
  •  
  • Ou então não se pensa simplesmente em nada…
  •  
  • Seja como for, esta árvore, outrora doente,
  • não passa agora duma árvore 
  • decepada.
  •  
  • De árvore já não tem nada.
  • De árvore já não é nada.
  • Pode ser tronco, ramos;
  • pode ser raíz.
  • Pode ser lenha.
  • Pode até ser ex-sombra.
  •  
  • Mas deixou de ser árvore.Para sempre.
  •  
  • E para sempre é tempo demasiado.
  • Até mesmo para uma árvore.
 
 
 

Celeste

13 Nov. 2012

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 23:44

A INDIFERENÇA

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 15.11.12

 

"  É triste falar mal da gente, mas é mais triste ser tão insignificante que ninguém fale mal nem bem."

         O grande pecado da Associação o Prazer da Memória, unida ao Blogue de Parada do Corgo, foi tirar a aldeia de Parada do anonimato,  o que não acontece com a maioria das aldeias em Portugal que permanecem no esquecimento. A aldeia de Parada foi de tal  maneira projetada para o mundo, que não temo em dizer, que se tornou mais conhecida do que a sede do Concelho.

          É claro que em árvores que não dão fruto, ninguém vai atirar pedras. É o que está a acontecer em nossa aldeia.  Existem coisas que às vezes são fáceis de fazer, mas ninguém se lembra de fazê-las. Por isso, é que existem pessoas que procuram ofuscar a glória e o reconhecimento  de quem se lembrou e fez. A Associação o Prazer da Memória, é a identidade de todo o paredense, por isso, tem a incumbência de levar aos confins da terra, uma pequena aldeia, encravada no Vale de Aguiar, que tem sua história alicerçada num passado de glórias, de lutas, berço de tantos personagens importantes, na vida da região e do País.

          Diante da importância deste trabalho, a opinião de certas pessoas não deve ser levada em consideração. O trabalho deve continuar, não pode parar,  diante da recusa de algumas pessoas em aceitar aquilo que é útil á maioria

          Eu agradeço a Deus pela época em que vivi. Quando cheguei ao Brasil, tive que viajar 12 dias dentro de um navio. Para uma comunicação com a família, era preciso no mínimo uma semana. No meu tempo de jovem, não havia televisão. Hoje, podemos chegar a qualquer país em apenas algumas horas. Abrimos um computador, temos à nossa frente, a nossa terra, a nossa família, os nossos amigos. Estamos na era do telemóvel, do GPS, do Facebok ou do Orkut, isto nos leva até onde chega a nossa imaginação. Por isso, agradeço e admiro a inteligência, das pessoas que trabalham para esse fim. Mas,  nem todos participam da mesma opinião.

         Digo isto para lembrar que as pessoas que lutam pela Associação e pelo Blogue, o fazem com muito amor às criaturas e grande apego ao torrão que os viu nascer. Seu trabalho é muito nobre e de grande utilidade. Por isso, não podem dar ouvidos aqueles que nada fazem para  ajudar. Tem muitas pessoas que não fazem, não deixam fazer e ainda procuram  perturbar aqueles que fazem. Ignorar estas pessoas é o melhor meio de poder continuar o trabalho e mostrar o seu valor. Muito ajuda quem não perturba. Continuem o trabalho, procurem  ouvir as pessoas, aquelas interessadas em ajudar. Ignorem as fofocas, esqueçam as opiniões contrárias.

         A melhor política é o trabalho e quem o faz honestamente, Deus sempre ajudará.

                           

Abraços para todos os paradenses.

 

Agostinho Gomes Ribeiro.

 

PS: Senhor Ricardo! Oxalá que eu esteja errado, que de fato não haja desunião em Parada. 

Seria bom demais!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 23:12
editado por cunha ribeiro a 16/11/12 às 10:51

GOSTO DE ME PERDER NO MEIO DA FLORESTA

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 15.11.12

 

 

Gosto de me perder no meio da floresta e esconder nela a minha raiva

Gritar com todas as forças

E os meus gritos serem sopros que agitam folhas, quebram silêncios, afastam pássaros medrosos

Voar, voar como eles, cantar, e chorar com eles

Ir ao Céu, em busca das minhas estrelas

E vê-las.

 

Gosto de me perder no meio da floresta e abraçar as árvores

Encostar a minha cabeça ao seu pescoço rugoso, os meus braços à volta da tona ainda quente pela doçura do sol

Sentir a seiva queimar-me a carne

Vibrar com a agitação do seu corpo

Estremecer com o movimento dos ramos, dos braços, das mãos

E neste frémito de emoções, sentir  a força e a coragem da natureza dentro de mim.

 

A.V.

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 22:20

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 15.11.12
  
 Nos anos idos da minha infância, um senhor, na altura já reformado, descia, por vezes, do seu “pequeno castelo" ( uma casa toda em pedra,  no cimo de um morro, encravado entre as casas do Ti joão Ricote, Arlindo Ribeiro, e Mariana da Chã, e vinha sentar-se no escano da cozinha antiga lá de casa. As suas mãos tremiam quando entrava, durante a visita, e quando saía ( julgo que tinha parkinson)).
Quando me apanhava sozinho - eu era um moleque de cinco, seis anos - lá vinha ele com o seu cardápio infindável de histórias e lengalengas que me deixavam pasmado a ouvi-lo. O homem tinha uma memória prodigiosa. Recitava a Nau Catrineta de fio a pavio. 
Certo dia, talvez de Inverno, pois ainda vejo a fogueira crepitar à minha frente, estava ele sentado no escano,  e eu numa banca do outro lado do lume. Olhou para mim, talvez o único que estava disposto a ouvi-lo, e disse com convicção:
  -Vou-te contar uma história.
Não era a primeira. E já familiarizado com o seu talento de contador de histórias, fitei-o imediatamente, de olhos arregalados.
Começou ele:
 - Era uma vez uma formiga que estava ...
 
Fiquei tão atento que, mesmo que os gatos miassem, eu não os ouvia.
 
 - ... na sua casinha, a dormir. De manhã, quando acordou, lavou-se, penteou-se e vestiu-se.
 
Esta sequência de actos humanos entregues a uma simples formiga  ainda mais me captava a atenção.
 Continuava :
 
-  Mas quando deitou o pezinho do lado de fora da porta, ficou presa, enterrada na neve que tinha caído de noite. E disse: “ Ó neve, tu és tão forte que o meu pezinho me prendes? E respondeu a neve: “ Ainda mais forte é o Sol que me derrete!”. E ripostou a formiga: “Ó sol, tu és tão forte que derretes a neve e a neve o meu pezinho me prende?”. Responde o sol: “ Ainda mais forte é a nuvem que me encobre!”. De novo a formiga: “ Ó nuvem, és tão forte que encobres o sol, o sol derrete a neve e a neve o meu pezinho me prende?” (…)
 
E a lenga- lenga, brilhantemente narrada por este homem de grande memória, prosseguia com outros elementos da natureza ( como o vento, a parede, o rato, o gato, o cão, o pau, o fogo e a água) , indo desde o  mais fraco ( a formiga) até ao mais forte ( a água).
Nunca mais esqueci esta historieta, contada pelo Ti Carmim Nogueira, marido da Ti Albina Rita ( a quem escrevi algumas cartas para uma filha a residir perto de Pombal, irmã da Luisa Rita).
E ainda bem que a não esqueci, pois já me serviu, em seu tempo,  para distrair duas crianças.

FCR
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 19:06

PASSAGEM DE ANO COM O PRAZER DA MEMÓRIA - Os já inscritos

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 15.11.12

 

 

 1. Fátima Monteiro

 2. Belarmino Campos

 3. Francisco Cunha Ribeiro

 4. Abílio Ribeiro

 5.. Célia Ribeiro

 6. António Cândido

 7. Agostinha Cunha

 8. Filha de António Cândido e Agostinha

 9. Adelaide Cunha

 10. Joaquim 

 11. José Portelinha ( ?)

 

 

A Inscrição é ABERTA, isto é: Os sócios podem trazer os seus amigos, sem qualquer restrição territorial.

INscrevam-se pelo telefone : 961585025 ( o Email está por agora desactivado)

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 18:40

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


Created by Watereffect.net
Created by Watereffect.net


Comentários recentes




IMAGENS DA NOSSA TERRA

CLIQUE NA FOTO PARA ACEDER À GALERIA DE IMAGENS DE PARADA DE AGUIAR parada em ponto grande para imagem de fundo.

GENTE DA NOSSA TERRA

minha imagem para.jpg


subscrever feeds