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Celeste Santos - Estilhaços

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 28.11.12

Estilhaços

26NOV
Estilhaços

Com as mãos entrelaçadas com o vento, voava pelo mundo do sonho. Protegia-se. Escondia-se. Fugia das ameaças constantes, das setas, das pedras, dos tiros disparados em desalinho. Cansara-se de ver a alma feita em estilhaços. Antes o corpo, pensava. Antes o corpo, dizia. Mil vezes o corpo, gritava! Mas ninguém a ouvia.

(O que é uma alma feita em estilhaços?)

Por vezes pensava não ser deste mundo. Ou ser tão simplesmente um ser tão raro, bizarro e inadaptado, cuja inteligência para nada servia, de nada valia. Como podiam tão “pequenas coisas” feri-la ao ponto de chorar? Ao ponto de hibernar? Ao ponto de se fechar, enjaulada, qual fera ferida?

Como podia permitir-se ser magoada? Como? Porque acreditava ainda? Porque duvidava sempre? 

(Ah, a relatividade das pequenas coisas!)

Os mecanismos de defesa que desenvolvera não lhe pareciam suficientemente eficazes. Fizeram-na tornar-se apenas algo agressiva, arrogante, aparentemente fria, desconfiada e distanciar-se cada vez mais do mundo, das pessoas. Criara uma capa e uma máscara que não lhe serviam bem: uma larga demais, a outra demasiado apertada. E sentia-se desconfortável dentro de ambas.

Precisava de ar. Sempre precisara de muito ar. Sempre sentira necessidade de movimentos livres, espontâneos, verdadeiros, autênticos.

Como deixar de ser quem era? Como fingir o que não era?

Não conseguia. Muito menos o queria. 

Servia-se menos da capa e tirara a máscara… Expunha-se agora demasiado… Teria força para arcar com as consequências?

(Afinal não podemos ser verdadeiros, muito menos transparentes neste mundo atroz!)

E passava o tempo a lamber as feridas, a limpar os estilhaços, a tentar reparar e aquecer uma alma doente.

Também magoava. Claro que o fazia e oh! se o fazia! Vingança? Descontrolo? Cansaço? Exaustão? Não só. Mas também. Provavelmente.

Mas fazia-o, principalmente, porque se tornara um ser impetuoso, temperamental, com algumas reacções “desgovernadas”, por força de tanto auto-controle e de tanto atrofio, durante anos. De tão calcada, magoada, reduzida a pó durante mais de duas décadas, rebelou-se. Era imperioso. A mente pediu. Ou seria o corpo que se ressentiu e falou mais alto?!

Não sei ao certo. Sei apenas que mente e corpo caminham juntos, de mãos dadas e que um condiciona o outro. Mas julgo ainda que tudo, mas tudo se processa primeiro nesse lugar poderoso, não palpável, não visível, que tudo influencia, tudo conduz. A mente. Esse lugar fascinante e obscuro, secreto, surpreendente, delicado, onde é tão difícil penetrar. 

Ainda bem que não temos consciência do poder que a nossa mente tem. Ainda bem. Dificilmente lhe daríamos o uso devido e poderíamos entrar por caminhos sem volta. 

Por alguma razão os génios são como são. Acredito que parte da sua mente esteja mais desenvolvida e funcione de forma mais eficiente. O lado criativo, por exemplo. Mas essa genialidade acarretará, com certeza, ansiedade, hiperactividade, falta de sono, turbulência interior e desalinho. Ou fases de inanimidade para repôr energias. Ninguém aguentará este “viver intensamente” constante. Esgota demais.

Tenho medo da minha mente. Tenho muito medo. Porque mesmo quando durmo em excesso, não sinto que descanso. É como se ruminasse. E em fases de hiperactividade, embora me agradem muito e me sinta viva, viva, assusto-me muito mesmo. A energia flui e flui, o sono não vem, até que a criatividade e a produtividade se revelam irritantes… Mas sou eu que estou irritada, porque não descanso. 

O organismo encarrega-se depois, no meu caso, de me fazer parar. E dá-se o inverso. Hiberno. Vegeto. Revisto-me duma quietude quase sonâmbula até à exaustão. Até que “ressuscito” e o ciclo repete-se.

Não sou nenhum génio. Apenas respeito a minha mente. E não quero fazer mau uso das minhas faculdades mentais. 

Também por causa das feridas, das cicatrizes e dos estilhaços.

 

Celeste
 
26.11.2012

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às 22:08

COMPROMISSO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 28.11.12

          " Meus amigos não têm defeito. Meus inimigos, se não tiver defeito, eu coloco."

          Digo isto para explicar a minha preocupação com a Paz e a Harmonia  em  Parada, a aldeia que me viu nascer. A nossa aldeia sempre foi um sinal de consciência, mas jamais aprendeu a conviver.

          Por todos os lados existem pessoas que têm o prazer de fomentar intrigas, de promoverem desavenças, de armar confusões, torcer para verem " o Circo pegar fogo", ainda colocam mais lenha na fogueira, para aumentarem os atritos sociais. Estas pessoas se existem em Parada, não são meus amigos, podem ser chamados de qualquer coisa, mas não paradense. Um paradense convicto, tem o compromisso de pacificar a aldeia e semear a Paz entre as pessoas.

         Felizes são  os pacificadores, aqueles que aplacam os ânimos,   resolvem as contendas, promovem a união e ajudam a quem precisa. Quem quiser desfrutar do Status de " Filho da Aldeia" precisa defender o principio básico do amor e da compreensão, lutar e assumir o compromisso da união e da Paz.   É uma pena que algumas pessoas estejam  como que com  os olhos vendados e não consigam enxergar a realidade de uma convivência feliz.

          Certa vez, sofri uma injustiça, foi muito triste, mas consegui superar e rapidamente recuperar a razão. No entanto, alguns amigos, deixaram de falar com a pessoa que me prejudicou. Mas eu não consigo reagir assim. Não guardei mágoa e continuei a falar com essa pessoa. Coloquei nas mãos de Deus, o castigo que ela merecer. Um dia, prestei-lhe um pequeno serviço e ela veio me agradecer chorando. Eu não consigo guardar mágoa das pessoas, porque a vida é tão curta, que não sobra espaço para mágoa de alguém.

          Peço aos  meus amigos paradenses que pensem bem nestas palavras. As desavenças com alguém, prejudicam mais a nós mesmos. Nós muitas vezes, gostamos de medir as pessoas, somos  implacáveis em enumerar os seus erros, no entanto, somos relaxados connosco mesmos. Os erros do irmão, nós os proclamamos, os nossos, escondemos na algibeira do orgulho. É muito comum apontar  os erros dos outros para esconder os nossos. Por isso certa vez eu escrevi: " Todos têm razão, mas ninguém tem razão". A nossa vida caminha independente dos nossos erros. Amar ao próximo como a nós mesmos é o fator mais importante. Quem não praticar e nem valorizar o irmão, com certeza, vai afundar nos pântanos da decepção.

          A inveja surge no terreno de cada um. Mas quando alguém se destaca entre os demais, o vírus da inveja eclode. Aqueles que se julgam imunes a este vírus, são as maiores vítimas dele. Amar o irmão que está ao nosso lado  é o meu sincero apelo. O amor é essencial para a saúde e para a Paz. Quem não ama e não perdoa, vai constantemente sofrer de doença social. Uma pessoa que tem necessidade neurótica de ter sempre razão, acaba tendo sua mente bloqueada. E a necessidade neurótica do poder, bloqueia  a mente humana e corrói os valores humanos.

 

Abraços para todos

                                                                                   

Agostinho  Gomes  Ribeiro 

 

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às 08:31
editado por cunha ribeiro às 12:43

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