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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


(O)posições partidárias - Vila Pouca de Aguiar

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 29.11.12

 

 

-------- Aos vinte e quatro dias do mês de outubro do ano de dois mil e doze, reuniu no
Salão Nobre dos Paços do Município, a Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, em
reunião ordinária para apreciação e deliberação dos assuntos constantes da agenda.
-------- Estiveram presentes os Senhores: DOMINGOS MANUEL PINTO BATISTA
DIAS, JOSÉ EDUARDO MACHADO ALVES DE QUINTEIRO, ANTÓNIO
ALBERTO PIRES AGUIAR MACHADO, MARIA BLANDINA CANCELA DE
QUEIRÓS, ANTONIO MANUEL PARENTE CORREIA VASCONCELOS e CARLOS
SILVINO RODRIGUES MACHADO, respetivamente, Presidente e Vereadores da
Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar e eu, IDALINA MARIA GUEDES DOS
SANTOS, Chefe da Divisão Municipal Administrativa e Secretária da Câmara Municipal.
-------- Esteve ainda presente o Senhor, MANUEL ISILDO FERNANDES DA SILVA
RAMOS, Adjunto do Gabinete de Apoio Pessoal do Presidente da Câmara Municipal.
------- Faltou à reunião a Senhora Vereadora, Maria Guiomar Ferreira Cardoso.
-------- Verificado o cumprimento das formalidades legais, o Senhor Presidente da Câmara
Municipal declarou aberta a reunião eram nove horas e trinta minutos ----------
ASSUNTOS DA ORDEM DO DIA:----------------------------------------------
DIVISÃO MUNICIPAL ADMINISTRATIVA: ------------------------------
PONTO UM - Ata da reunião ordinária de 10 de outubro de 2012 - Apreciação e
deliberação. ---------------------------------
Presente a ata referenciada, para apreciação e deliberação. ------------------------
DELIBERADO: Aprovada por maioria, com os votos contra dos Senhores Vereadores,
José Eduardo Machado Alves de Quinteiro e Carlos Silvino Rodrigues Machado,
que apresentaram a seguinte declaração de voto, que se anexa e se transcreve:
-------- “Os Vereadores do Partido Socialista votam contra a aprovação da ata da reunião de câmara anterior
(10.10.2012), uma vez que a mesma é omissa relativamente a uma parte da intervenção do Sr.
Vereador José Eduardo, que consideramos de relevância para esclarecer convenientemente a discussão do
ponto 6 da RC de 10102012. A ata não transcreve assim com exatidão as intervenções havidas aquando
da discussão do referido ponto, pois, quando o Sr. Presidente da Câmara referiu: - “… que o que se deve
retirar da intervenção do Senhor Vereador, José Eduardo, é que o PS se manifestou contra o protocolo
porque não há contrapartidas da UNICER, mas vota a favor porque tem receio de ser criticado pela população
tal como aconteceu com a obra das margens do Avelâmes.”, o Sr. Vereador José Eduardo retorquiu
dizendo que o Vereadores do PS não estão contra o investimento no hipódromo, assim como também não
estiveram contra o investimento nas margens do Avelâmes, unicamente não concordam com o projeto apresentado,
assim como também não concordaram com o projeto das margens do Avelâmes, posição que presumem
que seja corroborada pelo atraso que o Município está a ter na adjudicação/consignação da obra das
margens do Avelâmes”. ------------------------

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às 16:34

Sra do Extremo

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 29.11.12

 

 Era Domingo. Eu, um ganapo, ainda. A minha mãe, sempre muito devota - às vezes até ao extremo - disse-me: "logo, depois de jantar (hoje dizemos almoço) vamos à Sra do Extremo".

 O que eu queria era o arejo, sair de casa. Como não conhecia, e o nome do sítio era de Santa, cheirava-me a festa. Por isso esfreguei as mãos, e ansiei desde logo a partida. 

 Fomos pela linha do Corgo ( quando o Corgo tinha uma linha), na direcção de Zimão. Nesta localidade do Vale do Corgo, havia Estação, ao contrário de Parada do Corgo, onde existia um pequeno apeadeiro. Logo ali os olhos se me esbugalharam. Um casarão, a Estação! E muitas linhas, umas ao lado das outras! Zimão, a partir daquele momento subiu na minha consideração civilizacional - era uma aldeia, mas tinha Estação!

 Passado o primeiro choque civilizacional, continuámos, ligeiros, até à gralheira, que passámos sem grandes reparos, e logo depois, Tourencinho.

 Ali chegados, a caminhada deixou a planura do Vale e começou a inclinar serra acima. Na falda da Serra, no primeiro ermo, havia uma minúscula capelinha. Minha mãe ajoelhou-se. Eu fiz o mesmo. Seguiram-se alguns pai nossos e avé marias. Levantámo-nos. Minha mãe apontou para o alto. "É ali, a Sra do Extremo".

 Constatei então que a caminhada ainda ia durar. Cerca de vinte minutos depois, eis que chegámos ao adro espaçoso da Sra do Extremo. Minha mãe começou-me a narrar uma história fantástica de um milagre que ali acontecera. Não me recordo ao pormenor, mas ainda retenho que algures por ali, jorrara azeite nos pratos e nas batatas dos operários da casa da santa do Extremo.

 Seguiu-se um terço, rezado de fio a pavio, em que eu tinha de responder, alto, e sem bocejar. Antes do nosso regresso, minha mãe pegou na garrafa vazia que tinha levado dentro de uma saquita, e encheu-a de água. Julgo que andava doente, e aquela água fazia melhor que qualquer remédio. " E havia muitas pessoas a quem o líquido fizera grandes milagres".

  O regresso, para meu regozijo, iria ser diferente. Bem perto da Sra do Extremo, passava a  estrada florestal que ia dar ao Viveiro. O percurso iria ser esplendoroso. Do alto da Serra as vistas seriam fantásticas com toda a certeza. E eis-nos em plena Padrela, estradão acima, na direcção do Viveiro.

  Visto do alto, o Vale, entre Tourencinho e Parada, era de um verde imenso e profundo. O rio corgo apenas se adivinhava no interior daquela serpente longa, verde, e filiforme de arvoredo que ora curvava na direcção da Estrada, ora torcia na direcção da linha que nos trouxera.

  Lá em cima, as curvas faziam render a caminhada. Ora estávamos na direcção de Zimão, ora  ainda  nas costas de Tourencinho.

  Chegámos enfim a Novais. De junto da Fraga, que dizem sinalizar a fronteira de entre Parada e Zimão, os Picôtos, ao fundo, ergueram-se majestosos diante de nós, e esconderam, no seu regaço ocidental, o Vale e o Corgo, na direcção do Pontido.

   No Viveiro, esplendor da Padrela, virámos à nossa esquerda. Descemos, já esfomeados, e com o cansaço a engelhar o passeio, até à Tapa, onde os regatos se faziam ouvir, entre o silêncio dos pinheirais. Continuámos a nossa descida vertiginosa, pelo ribeiro côvo, pela côrte do Pereira, pelos tojais, junto à casa do  Pedro.

  Chegámos, comemos, bebemos a água santa, enquanto a noite caía sobre o casario da aldeia.

 

FCR

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às 09:47

OLHAR DE FORA - Confesso que Vivi ( A. Cândido)

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 29.11.12

                                                         

Por vezes, creio que idealizamos demasiado os tempos antigos.

Quase que idolatramos a nossa infância, que enchendo o peito de ar, vamos deitando cá para fora, as grandes aventuras que tivemos.

Todos nós, temos grandes e lindas histórias para contar, que se vão projetando ao longo da nossa vida. E é isso, efetivamente que transforma a cultura de um povo, em algo tão próximo e, ao mesmo tempo, tão distante de nós., um laço estreito e simultaneamente remoto, nos vem unindo ao lugar onde nascemos.

O quanto eu gostaria de saber, as vezes sem conta, que eu percorri o caminho de minha casa à cuscarreira. Sei que não é possível, foram centenas de vezes, talvez milhares! Tenho a certeza que foi até ao infinito.

A cuscarreira foi no passado, e continua a ser no presente, um lugar mítico, ali se venderam ilusões, e outras histórias de embalar, hoje não é bem assim, o fulgor de outrora está moribundo. Eu tinha que passar pela austera casa do Zé Rijoto, onde uma esplendorosa ramada se estendia ao longo do caminho. Ele Zé Rijoto, no largo da cuscarreira se gabava que lá na aldeia não havia uvas como as dele.

Era verdade! Uma videira talvez centenária dava umas uvas grandes que lhe chamavam quilhão de galo. Como essas uvas eram muito cobiçadas pelos rapazes já matulões, ele, Zé Rijoto, dormia à janela para guardá-las. Pela noite fora, o sono apoderava-se do Zé, e quando já ressonava bem alto, os tais matulões que estavam à coca, faziam a vindima.

Vinha a manhã, e o Zé Rijoto dava conta que mais uma vez tinha sido enganado, pegava numa velha sachola já bem gasta pelo trabalho, batia com ela sobre as pedras da calçada, vociferando impropérios que se ouviam ao longe. Ao longo da rua por debaixo da ramada, existiam uns maçadoiros de pedra, que umas velhinhas de saias compridas, e lenço a preceito na cabeça, que eram as tias do Zé, curtiam o linho com uns maços de madeira. Como era lindo ver aquele trabalho ancestral, que morreu para sempre. Oh como eu me lembro! E gostava de ver.

Diz a mitologia chinesa, que um ano bom e farto, é o ano do dragão. Então pelas minhas contas estávamos no ano do dragão. Eu tinha acabado de fazer a 4ª classe, que não estava ao alcance  de qualquer um, quem apanhasse uma raposa, era logo apontado a dedo, e rótulo de burro, pela primeira vez na vida,  tinha ido de automóvel a Vila Real, estava a começar a viver bem pensava eu.

Também nessa altura, os chamados períodos de verão eram muito quentes, regularmente as pessoas dormiam a sesta deitadas nos tais maçadoiros de pedra que atrás referi, e era também ali, que se falava de tudo e outras coisas mais. Era Agosto, e estava quase no fim, como um relâmpago aparece o falecido Arnaldo, a chamar pessoal para trabalhar no viveiro. O Arnaldo era então naquela altura o capataz mor.

Já eram uns quantos que vinham atrás dele, O Manuel Maquelino, o António da tia Irecema, O Diamantino Pico, E o João irmão do Arnaldo. Eu tinha 12 anos, mas mesmo assim também fui contratado. Fiquei encantado com a proposta, e logo corri a casa a dizer aos velhotes que queria ir ganhar dinheiro na apanha de semente de vidoeiro. Ponderaram-se as circunstâncias, e depois de muita conversa lá me deixaram ir.

Como hoje me lembro bem, a merenda que a minha rica mãe me arranjou. Picou uma cebola, bateu 2 ovos e fez um pastelão. Cortou um bocado de broa, meteu tudo num saco e lá fui eu de madrugada até á casa do Pedro. Foi ali, o ponto de partida, para mais uma aventura da minha vida. Nunca me senti tão pequeno, os de Parada eram já todos matulões, apareceram mais uns quantos de Raiz do Monte e outras aldeias, que eram autênticos gigantes.

Às 8 horas em ponto, todos partimos do viveiro para apanhar a tal semente pela floresta fora, subir aos vidoeiros não era coisa fácil, eram muito altos e escorregadios. Eramos muitos rapazes, e muitas raparigas, todos jovens, havia alguns já mais entradotes.

O Arnaldo, era então o grande chefe. Gesticulava por tudo e por nada, dizia coisas que eu não percebia. Ao meio dia, o Arnaldo tocou a corneta, e todos nos sentámos a comer a merenda, soube então naquele momento, que estava-mos na chã de vales. O nome era familiar, por ter ouvido dizer noutras alturas que foi ali uma grande concessão de batatas do Sr. Manuelzinho Chaves.

Ao fim da tarde, no regresso, uma longa fila indiana descia a encosta até ao viveiro. Ali chegados todos os sacos eram pesados, para se saber os kilos que cada um tinha apanhado. Soube então, que o meu saco tinha 4,5 kilos não era bom, mas também não era mau de todo.

Voltei no outro dia, e nos dias seguintes, a frondosa e bonita floresta da serra da Padrela, jamais iria esquecer. Um dia já bem crescidote, li a história do capuchinho vermelho. Ela, capuchinho, atravessava a floresta, levando a merenda à avozinha num lugar distante. Não sei porquê! Mas julgava ver naquele conto uma floresta igual à nossa. Uma certa nostalgia, e arrepio  sobe-me pela espinha.

Depois de 16 dias de trabalho, veio o dia do pagamento. Havia um grande alvoroço que mais parecia a festa de S. Pedro. Os homens do dinheiro chegaram num jipe verde, que ostentava uma chapa visível, que dizia “ao serviço do Estado”. Fez-se silêncio e automaticamente começaram a chamar os nomes de cada um.

Quando ouvi o meu nome, caminhei meio trémulo até à mesa, onde me foi dito que iria receber 217$oo, duzentos e dezassete escudos. A minha noção do dinheiro era quase nula, meti-o ao bolso, e corri tanto que só parei em casa. Como eu estava feliz nesse dia! O meu pai contou o dinheiro, olhou para mim e disse, para o ano vais outra vez meu filho.

É claro que nunca mais fui, e só voltei ao viveiro muitos anos depois. Quando estou em Parada mesmo que não queira, sou obrigado a olhar a serra da Padrela. Dou comigo a pensar, se foi aquilo que um dia eu bem jovem conheci.

 ( Quero endereçar os parabéns à Fátima Monteiro pelos lindos poemas que tem feito,  não te esqueças que são pessoas como tu,  a quem a cultura muito deve. Ao sr. Agostinho que está no Brasil um grande abraço, não preciso de acrescentar mais sobre o seu  belo trabalho. Para o Agostinho Rodrigues também a palma de ouro, tem sido incansável com os seus textos  bem bons, o blogue de Parada não pode morrer, é com gente deste  calibre que vamos longe).

Para todos os paradenses um abraço fraterno do amigo.

António Cândido-----Lisboa

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às 08:48

Passos Coelho - Nada de Novo

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 29.11.12

 

 Concluiu categoricamente Miguel Sousa Tavares, depois de lhe ouvir a entrevista com Judite de Sousa, na TV.

 Eu corroboro o Escritor/comentador. Só acrescento o seguinte:

 Desde que comecei a assistir ao "drama político" que nos vem (des)governando desde o 25 de Abril ( que os portugueses pensaram ser algo de novo, e afinal nunca foi...) que o "espectáculo" é sempre o mesmo, com tendência a piorar em cada acto.

 

CR

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às 00:17

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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