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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Largo S. Bartolomeu, Casa do António Cândido com o Canastro a fazer a Esquina

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 16.05.13

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às 23:57

Perspectiva da Rua Do Arco E Casas Adjacentes

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 16.05.13

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às 22:59

PARADOXO(S)

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 16.05.13

 

 Governar  uma Câmara Municipal  não tem sido, convenhamos, tarefa muito difícil para os gestores camarários que o povo conhece com o "respeitoso" nome  de presidentes de câmara. Eu prefiro chamar-lhes gestores porque o que eles fazem é mera gestão das fortunas vindas da Europa. Com efeito, o  dinheiro  que lhes entra nos cofres vindo directamente dos fundos geridos pela Europa endinheirada tem chegado e sobrado para os gestores camarários fazerem figura de pequenos príncipes. Houve tempos em que havia uns senhores poderosos e influentes a quem chamavam "Governadores Civis" que não governavam coisa nenhuma, ou apenas se governavam a eles e aos seus amigos. Mas ainda temos por esse país além uma casta de governantes que prometem de quatro em quatro anos trabalhar para o povo, mas o povo para quem acabam por trabalhar é uma dúzia de lambe botas e seus correligionários.  Será isto governar? Sim, se governar consistir em receber  o pilim e gastá-lo.  Os nossos Presidentes de Câmara, salvo raras excepções, têm sido  autênticos herdeiros afortunados que mal recebem a herança a fazem evaporar até ao último tostão em vultos de pedra, cimento, ou betão. D. Quixote não imaginaria melhor, nem sonharia tão alto.  Quando não custa ganhar, também não custa gastar. É assim - "hélas" - que a governança camarária se vem comportanto.

 Mas o pior nem é gastar o graveto até ao último tostão. O pior é fazê-lo desaparecer em montras públicas de pura megalomania. O pior é construir  palácios dourados em terras de escravos. O pior é gastar alarvemente o que é de todos e só beneficia alguns.

 Governar mal tem sido o pão nosso de cada dia nas Câmaras do nosso país. Não adianta termos à nossa disposição toneladas de bens se não os soubermos distribuir por quem necessita.  Portugal, desde que o dinheiro de Bruxelas começou a jorrar, deixou-se enterrar no pântano do desperdício. Por isso, agora paga as favas ao dono.

 Poder-se-ia governar bem com muito dinheiro? Sim, podia, mas isso exigia gente mais séria na política, outras mentalidades na condução dos nossos destinos. Governar bem com muito exige uma saudável relação com o dinheiro por parte de quem governa.  Não pode haver neuro dependentes da massa,  onde a massa escorre em abundância.

 O grande problema, amigo leitor, é governar com pouco dinheiro. Dá uma trabalheira do diabo da breca. Governar com muito dinheiro é fácil porque basta esbanjar dinheiro a torto e a direito, quase sempre mais a torto do que a direito,  sem cuidar de saber se o haverá no futuro mais próximo. É por exemplo, adjudicar auto-estradas com custos exorbitantes para fingir que se faz obra pública, mas o verdadeito móbil  é o enriquecimento sem causa de um pequeno bando de agiotas. Governar bem com pouco é bem mais difícil, porque obriga a gastar menos fazendo escolhas mais acertadas; fazer obras pelo menor custo possível, o que dá imenso trabalho na selecção e escolha dos mais sérios,  rigorosos, e menos dispendiosos. Porque não permite a compra de favores, nem admite a corrupção.

 A penúria em que hoje estamos não foi uma fatalidade divina ou obra do Demo, foi, antes, obra de políticos ávidos de riqueza pessoal, mal formados, corruptos nas duas faces negras da corrupção ( corruptores e/ou corruptíveis).

 Pensemos na Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar. A Câmara de Vila Pouca todos o sabem tem absorvido como uma esponja muito dinheiro da Europa. Por isso, tem podido gastar com fartura. Tem podido e querido já que tem gasto à tripa forra. Temos, na Câmara de Vila Pouca, a meu ver,  dezenas de exemplos de "má despesa pública", ou mau governo municipal, se preferirem. Mas vou-me ficar por um  dos que é, a meu ver,  paradigmático, o qual seria suficiente para  podermos pegar nas mãos de Domingos Dias de um lado, e nas do Governo, do outro, e distribuir, com igual abundância, palmatoadas sem fim.

 Domingos Dias tem gasto milhões, sem se importar com os sacrifícios que os nossos filhos farão para pagar o seu devaneio. Esbanjou num  Parque Desportivo que muitas cidades deste país não se deram ao luxo de construir; esbanjou num sumptuoso Largo à Volta do Edifício da Câmara de duvidoso gosto e excessivo custo; esbanjou num vasto e colorido Campo de Feira que nem "Ramsés, o Faraó, se lembraria de mandar edificar.

 Por outro lado, o Governo Central parece querer compensar em poupança o que Domingos Dias gastou na festança. E vai daí resolveu poupar até ao tostão no Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar, onde de ano para ano vão diminuindo os serviços prestados,  se vão deixando envelher os espaços,  se vai permitindo a diminuição qualitativa e quantitativa dos serviços de saúde prestados à comunidade aguiarense.

 O que é mais útil a Vila Pouca de Aguiar? Um Centro de Saúde com várias valências, moderno, prestativo, confortável, com médicos e  enfermeiros e suas famílias a dar qualidade de vida às pessoas, e a povoar o Concelho, ou um Parque Desportivo descomunal nitidamente desaproveitado e seguramente ruinoso para a saúde das contas vindouras do nosso Concelho?

 E não me venham dizer que falo de coisas distintas. Distintos também parecem o tinto e o branco. Mas um e o outro são afinal a mesmíssima coisa.

 

 

FCR

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às 18:58

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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