Created by Watereffect.net Created by Watereffect.net

Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



BLOGUE PARADA DE AGUIAR - Mais sobre mim


Colaboradores - Clique nas fotos para aceder aos textos de cada Colaborador

ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

calendário

Janeiro 2014

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031


página de fãs


Pesquisar

 

Google Maps


Ver mapa maior

PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


NÃO VALE A PENA VOAR

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 09.01.14

 Este foi o texto que no sábado 04-01-14, o nosso amigo Francisco da Cunha Ribeiro, publicou no Blogue, para explicar porque preferiu passar o Ano Novo ao lado de sua Mãe, do que ter viajado para um lugar pitoresco e romântico.

Esta é a atitude correta do Filho, do Pai e do Cidadão que eu conheço. Anos Novos e lugares românticos, ainda vão aparecer muitos para viver, mas ao lado de sua Mãe, vão existir  muito poucos. Nós que já estamos no limiar da eternidade, já andamos espaços enormes, ao olhar para a frente, nada podemos vislumbrar, além do fim que se aproxima. Por isso, qualquer momento de alegria e de prazer que a gente passa ao lado daqueles que amamos, são momentos inesquecíveis, que a gente não sabe se voltará a viver.

Este ano passei um final de Ano muito feliz. Pela primeira vez eu tive a presença dos meus filhos, noras e netos. Foi um momento muito marcante na minha vida. Uma semana antes, quando completei 81 anos, tive a presença de meus irmãos, meus sobrinhos e alguns amigos. Vivi com entusiasmo estes momentos. Não me importaria se fosse o último. Eu partiria feliz e realizado, pois quem já andou, pouco tem para andar.

Muitos filhos fazem justamente o inverso do que você fez, viajam para lugares distantes, deixam seus velhos pais, às vezes até confortavelmente instalados, mas para sentimentos e saudades, não existe conforto.

Amigo, você fez o que seu coração mandou. Esteja certo que o seu exemplo vai influenciar seus filhos a praticar atos semelhantes. " Filho és e Pai serás, o que fizeres, tu encontrarás." No Livro do Eclesiástico, existe uma frase que diz:  " O filho que ama e respeita seus velhos pais ajunta para si tesouros na vida." Isso, realmente, é certo. Se hoje meus filhos me amam e me respeitam, é porque no passado eu amei e respeitei meus pais.

" Quando eu morrer, os amigos vão dizer que meu coração era bom demais.  Mesmo assim eu fui embora. Mas quem quiser fazer por mim, que faça agora. Depois que eu me chamar saudade, quero preces e nada mais."

Amigo Francisco, Deus lhe pague o exemplo que você deu a todos os seus seguidores no Blogue, inclusive a mim.  Assim, tive a certeza que os velhos ainda não estão de todo abandonados.

                                                           

Deus abençoe a todos

                                                       

Agostinho  Gomes   Ribeiro

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 23:27
editado por cunha ribeiro a 10/1/14 às 08:22

Voto Obrigatório e Abstenção

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 09.01.14

Pelo Voto Obrigatório


O voto obrigatório não é nenhuma ideia ou instituição revolucionária no mundo político. Vários países modernos e democráticos já lhe abriram as portas. Com efeito, o voto já é obrigatório em países como a Bélgica, desde 1893, Austrália, desde 1924, Luxemburgo, desde 1924, Turquia e Grécia, desde 1919, e no Cantão suíço de "Schaffhouse" desde 1876. Na América do Sul o voto obrigatório existe no Brasil e Costa Rica, por exemplo.


É verdade que nem todos estes países são um modelo de virtudes político-partidárias, designadamente os da América do Sul. Mas ninguém garante que o seriam caso o voto aí fosse facultativo.

Sou de opinião que o voto obrigatório em Portugal poderia ter consequências renovadoras no xadrez político vigente, ao ponto de potenciar transformações benéficas em vários domínios.

Julgo que ninguém dirá que o voto não é um direito. Mas já há quem defenda que não é uma obrigação, ou dever. Sou de opinião que essas duas formas de encarar o voto não se excluem mutuamente. Pelo contrário, elas coexistem. Votar é um direito-dever. É um poder e uma responsabilidade social do cidadão livre e autónomo. Ser livre não significa fazer ou não fazer o que nos apetece, agir ou não agir como nos dá na “telha”. Não votar pode ser tão negativo para a sociedade como, por exemplo,  não ir à escola. Se não vamos à escola, praticamos um ato de liberdade, é certo. Mas esse acto livre não é obviamente positivo para a nossa vida individual, nem social. É que com essa atitude promovemos apenas a ignorância - a nossa e a dos outros - e a ignorância impede o progresso, e todos os benefícios que dele derivam. Do mesmo modo, se não votamos, o ato livre de não votar poderá gerar, ou ajudar a gerar, um governo em conflito com o bem comum, um governo que se borrife para o acto livre de votar, por exemplo. Basta, para que tal aconteça, que quem vote escolha um governo adepto da opressão e das desigualdades.

Não votar, embora pareça um ato livre, é, por conseguinte, um ato irresponsável, uma espécie de “perrice” de adulto. Os abstencionistas não praticam a liberdade, praticam a “birra”. Não são homens livres, são “turrões”. A abstenção é uma preguiça do pensamento e da ação. Uma recusa tola e obstinada. Favorece o “status quo”. E o “status quo” é inimigo da mudança, do desenvolvimento, e do progresso. A maioria dos que votam fazem-no por interesses egoístas, isto é, querem ver no governo o partido que melhor defenda os seus interesses pessoais ou profissionais. Em ditadura, é a força que ajuda a manter no poder os “ego-partidos” que defendem apenas os interesses de uma minoria de cidadãos; em democracia, é o voto que os legitima. Mas o voto não garante um governo que defenda o bem estar de todos. O voto tende a garantir um governo que favorece uma parte em vez de outra. O voto é um guarda-chuva que se entrega sem garantia de cobertura; não é um tecto. As democracias, em geral, vão sobrevivendo como ditaduras de voto livre. Embora haja mudança de protagonistas a exercer o poder, esse poder é sempre exercido a favor de alguns contra a maioria. O que é aparentemente paradoxal, visto os governos apenas se formarem com maiorias eleitorais. A questão é que não há democracia, há alternância partidária. Mas uma alternância que nada muda de essencial. Uma alternância gerada pela insatisfação dos que perdem privilégios e os querem de volta. O número dos privilegiados pela política no âmbito global de uma comunidade deverá rondar 1/4 da população. Mas há 2/4 que não votam. Resta pois 1/4 que lhes faz frente. E quando esta fatia (1/4) conquista o poder é porque consegue atrair uma porção de votantes mais críticos e independentes que querem verdadeiramente mudar, e com esse fim, ora votam num dos partidos ora no outro.

Por vezes o partido da alternância (conhecido por partido da oposição) consegue entrar nos cerca de 2/4 da abstenção e obter maiorias absolutas. É por isso que a emergência de um novo partido capaz de alterar este sistema é fundamental. Um partido capaz de pela sua autenticidade democrática fracionar a bipolaridade partidária que tem dividido o poder, alternada e pacificamente, e vai repartindo temporalmente as benesses resultantes da vigência desse sistema. Um sistema que é apenas formalmente democrático. Mas esse partido nunca alcançará tal objetivo sem conquistar votos aos que habitualmente os não dão a ninguém - a abstenção. Estou pois convencido que só um terceiro partido solidamente ético, democrático, que defenda valores comuns incontestáveis poderá aproveitar a utilidade política do voto obrigatório (dos abstencionistas). Com efeito, este terceiro partido não teria somente a vantagem de peneirar o “lixo” dos partidos do arco governativo, mas também aproveitar e reforçar o que há de positivo neles. O melhor terreno para plantar batatas não é o seco nem é o molhado, é o húmido. E o húmido tem simultaneamente algo de seco e de molhado.

O voto é, pois, a principal expressão política de uma sociedade democrática. A democracia é o regime no qual o cidadão dispõe de mais liberdades. Mas essas liberdades não são uma dádiva. São construídas por nós. A democracia é o único regime em que todos são considerados iguais em direitos. Ou seja, os eleitores são aqueles homens e aquelas mulheres que são capazes de autonomia, por isso só os adultos, ou maiores de idade podem votar. O poder é conferido pelos cidadãos aos cidadãos. O Cidadão é todo aquele que participa ativamente na construção  do Estado. É o contrário do súbdito, ou seja aquele que está debaixo do domínio alheio. Nas monarquias, despotismos e ditaduras, há alguém que supostamente protege ou cuida dos súbditos. Já os cidadãos, sendo iguais, não podem ser tutelados. Não podem ser tratados como crianças. O chefe de governo não é pai da pátria nem dos cidadãos. 

Em democracia, temos de ter responsabilidade. Se não quisermos votar por acharmos a política má, corrupta, insatisfatória, estaremos errados. Porque a quem posso responsabilizar, se a política é má? Cabe-nos a "nós" mudá-la. Se ela é assim, é porque a deixamos ser como é. Pode até ser que a nossa política esteja mal devido a problemas do passado; mas, o futuro é da nossa responsabilidade. Nós não escolhemos o nosso passado político colectivo, do mesmo modo que não escolhemos o nosso próprio passado individual. Nenhum de nós escolheu nascer rico ou pobre, bonito ou feio; mas depende de nós o que, de agora em diante, faremos pela nossa pobreza ou riqueza, ou mesmo pela nossa estética. Se o nosso país está mal, cabe-nos a nós mudá-lo para melhor. Daí que votar seja uma obrigação ética. 

Há também um aspecto mais prático, ou pragmático a ter em conta. Em países onde há forte desigualdade social, como cada vez mais é o caso do nosso, o voto facultativo gera um círculo vicioso. Quem não vota acaba por não ser representado. Os políticos não têm interesse em defender os interesses dos não eleitores. Assim, esses vão ficando cada vez mais excluídos - e, excluídos, votam ainda menos.

 

CR

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 09:00

Eusébio

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 09.01.14

Por Ernesto Ribeiro


Obras de Santa Engrácia


Finalmente, o consenso
No hemiciclo nacional!
Traslada-se por apenso
Ao Panteão de Portugal!
 
E nem é preciso tempo
A que o nojo respeite!
25 anos ao relento
A qu’um herói se sujeite?
 
É pois forçad’a espera
A qu’a Aquilino levou!
S’a fadista Severa
Por lá nem se sepultou?
 
Eram outras épocas
A qu’a ciência votava!
Ou essa arte dos estetas
A que só a pintura chegava!
 
Hoje tudo é democrático
Na heroicidade dos portugueses
S’até o conteúdo socrático
Lev’os políticos, por vezes!
 
E aderem à causa nacional
Por força de terem ouvido
O Eusébio marcar, por Portugal
Nesse jogo sofrido…
 
Ia a caminho da escola
Num Sábado da Covilhã!
Quando ouviu, na bola
A sua alegria mais sã!
 
O Eusébio marcara por quatro!
E o menino volvia-se benfiquista
E então sonhara, sensato:
Um dia vou ser um sofista!
 
Mas antes serei Engenheiro
De obra já feita, moderna!
E então serei o primeiro
Ministro da escola fraterna!
 
Pois quem estuda ao Sábado
Merece ser Mestre, Doutor!
Um ecologista, um sábio!
Filósofo e comentador!
 
E s’o critério bem serve
Pr’o futebolista excelente
Porque não se vota, por breve
Um espaço pr’o dirigente?
 
O Panteão bem merece
Por este critério aberto
Que lá repouse, quem serve
Com tamanho projecto!?
 
E que se vote a omissão
Da “mortis causa”
E que s’abra o Panteão
Por “honoris causa”!
 
Aos vivos já mortos
Pejados desta sabedoria
Que nos têm absortos
Na sua enorme “mestria”!
 
E alarguemos as obras
De Santa Ingrácia!
Pr’a sepultar estas “trovas”
Da nossa desgraça!
 
E que caibam lá todos
Estes “nobres” portugueses
Viv’os ou mortos!
São heróis “burgueses”!
 
Por isso há consenso
Na classe política!
Tanto tempo, tenso…
Que só o Eusébio agita!
 
E viva a República 
Nesta grande lição!
A actividade lúdica
Também vai ao Panteão!
 
E na manifestação do povo
Se deposita o orgulho!
Traslada-se de novo….
É encher d’entulho!
 
E o homem modesto
Serve o momento crítico!
Eusébio, foi lesto
No seu depósito criptíco!
 
Pois isso ganha votos
Isso ganha ovação!
Pr’a quê esperar por outros?
O Saramago, não?!
 
E é estender o luto
Pr’a apressar o decreto
Eusébio é um grande trunfo!
E o Panteão, tão perto…

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 08:50

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


Created by Watereffect.net
Created by Watereffect.net


Comentários recentes




IMAGENS DA NOSSA TERRA

CLIQUE NA FOTO PARA ACEDER À GALERIA DE IMAGENS DE PARADA DE AGUIAR parada em ponto grande para imagem de fundo.

GENTE DA NOSSA TERRA

minha imagem para.jpg


subscrever feeds