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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


IMPORTAR-SE É PRECISO

por Francisco Gomes, Sábado, 30.08.14

Todos os dias recebemos notícias de tragédias e catástrofes, nelas o número de feridos e de mortos, são apenas dados estatísticos, pois o sofrimento alheio já não comove mais as pessoas. O desinteresse é tanto que chega até a haver negligência nos próprios hospitais, locais onde a dor deveria ser amenizada.

Há poucos dias, a Televisão mostrou um caso de duas enfermeiras que negligenciaram no atendimento a uma paciente, porque não concordaram com o procedimento médico a que ela deveria ser submetida, alegando motivos religiosos. É incrível, como pessoas que dizem amar a Deus, não se preocupam com as pessoas, pelas quais o Cristo deu sua vida.

As pessoas neste mundo, não devem ser vistas apenas como um número ou um objeto, mas serem alvos de atenção e amor. A gente deve avaliar a situação de uma pessoa e socorrê-la em suas necessidades. Sabemos que não podemos e nem devemos abandonar os nossos princípios humanos cristãos. Precisamos ser sensíveis às necessidades e ao sofrimento dos nossos irmãos.

Nas grandes cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, é muito comum  a gente passar pelas ruas e ver pessoas deitadas nas calçadas. Às vezes estão com o corpo todo coberto de farrapos. Ninguém se aproxima para ver se essas pessoas estão vivas ou mortas, se são doentes ou necessitados. Têm nojo de tocar nessas pessoas. Há pouco tempo, no bairro onde mora meu filho, estava um homem morto havia três dias, ninguém sabia. Um cachorro vadio, puxou o farrapo que o cobria e colocou à mostra o desprezo das pessoas que por ali passavam. Um infeliz, que ninguém conhecia e ninguém se importava com ele.

Sabemos que não podemos evitar as tragédias e nem sair por aí a socorrer e atender qualquer pessoa. Mas podemos ao menos ter sensibilidade e fazer algo por estes infelizes. Deus para socorrer  todos aqueles infelizes, precisa das nossas mãos, da nossa boa vontade e dos nossos sentimentos. Precisamos ser instrumentos de Deus para ajudar e socorrer os irmãos que sofrem.

Se não temos bens materiais, podemos ao menos mostrar atenção, conversar com eles, consolar, falar com amor, mostrar ao menos preocupação. Assim, você será Deus para um necessitado. Isso não irá acabar com a dor e o sofrimento, mas será mais suportável, quando sentirem que não estão abandonados, como pensavam estar. Não há maior sofrimento do que a dor do abandono. Muitas pessoas precisam apenas de alguém que lhes deia atenção, que ouça a sua história e possa lhe dar uma orientação.

Se nos propomos a amar Cristo, temos que prová-lo amando os irmãos necessitados, vê-los com olhar de compaixão, se interessar por eles, e aceitá-los como eles são. Pois quem não vive para servir, não serve para viver. Importar-se com os outros, para que eles vejam como Deus se importa com eles. E como eles são importantes para Deus.

                                                                   

Deus abençoe a todos

                                                                

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 22:44

DOIS FACTOS PITORESCOS

por Francisco Gomes, Sábado, 30.08.14

Desde janeiro de 1990, faço um trabalho voluntário, dirigido pela Igreja Católica, no maior Cemitério da América Latina, situado no Rio de Janeiro, chama-se São Francisco Xavier, mas é conhecido popularmente como Cajú, uma alusão ao Bairro onde está situado. É um complexo de Cemitérios, sendo três particulares e um público, ainda dois Crematórios. Neste complexo acontecem uma média de 35 sepultamentos diários, entre 9 e 17 horas.

O meu trabalho é confortar e consolar as famílias enlutadas e fazer orações nas salas de velório. É um trabalho exclusivo nos 13 Cemitérios públicos da Cidade do Rio de Janeiro. Durante todo este tempo que tenho trabalhado, colecionei  fatos pitorescos que têm acontecido, alguns até parecem anedotas.

Neste texto conto dois fatos que se passaram comigo.

Primeiro fato: Na sala do velório, quando fazia as orações, começou o toque estridente de um telefone. Naturalmente tratava-se de um telefone móvel. Como ninguém atendia, as pessoas começaram a olhar umas para as outras e o telefone não parava de tocar. Verificaram que o toque vinha do caixão do morto. Descobriu-se que o morto carregava com ele um telefone no bolso do casaco. Foi um espanto geral.

Segundo fato: No Rio de Janeiro, têm o hábito de cobrir os mortos com flores, só fica o rosto de fora. Já tinha terminado de fazer as orações, já se preparavam para fechar o caixão, quando entrou na sala um casal retardatário. O homem dirigiu-se para junto da cabeça do morto, abaixou-se, como quem quer falar alguma coisa ao ouvido. De repente, começou a mexer nas flores junto da cabeça do morto. Alguém puxou-o para trás e fecharam o caixão.

O enterro saiu a caminho do Cemitério. O casal ficou num canto da sala muito triste. Ouvia-se o lamento do homem: "Levas contigo o meu sorriso" Viemos a saber que no momento que o homem se abaixou junto da cabeça do morto, deixou cair a dentadura que se perdeu no meio das flores.

Resolvi contar estes dois fatos, a título de anedota. Quando lembrar, publicarei outros.

" Bem-Aventurados aqueles que têm amigos, e os têm sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra e nem se vende, amigo a gente entende, pelo jeito de amar."

                                                                

Deus abençoe a todos

                                                             

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 22:43

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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