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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


ACEITAR AS ESCOLHAS DOS OUTROS

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 04.09.14

 

 

" A Vida é feita de Escolhas. Quando damos um passo em frente, há sempre algo que fica para trás"

 

 É muito difícil aceitar as escolhas dos outros quando essas escolhas confrontam com as nossas. Ficamos feridos, magoados. Achamos que essas escolhas são contra nós. 

 Porém, quem somos nós para impedir que os nossos amigos, os nossos familiares façam as suas escolhas? Poderemos nós , sem cairmos na mais absurda arrogância, dizer a um amigo, a um familiar," não vás por aí", quando, sobretudo quando, nós próprios não conhecemos em profundidade a essência da sua escolha? Alguém tem o poder de abrir o coração de alguém para saber o que lá vai dentro?

 É da ordem natural das coisas os pais gostarem dos filhos. E é também suposto que os pais queiram o bem dos mesmos. Mas o bem dos filhos tem de ser mesmo o bem deles próprios. Não o bem próprio dos pais. 

 Recordo-me quando adolescente usar cabelo comprido. Recordo-me também o quanto o meu pai detestava a minha "molhelha". Era, porém, inimaginável eu ir ao barbeiro cortar mais que um centímetro ou dois da cabeleira, pois tinha a certeza que não gostaria de me ver com o cabelo curto. Mas o meu pai não desistia de dizer o que lhe ia na alma, alegando, sempre que vinha a talhe de foice, e mesmo não vindo, que o cabelo grande me fazia um rapaz horroroso. É claro que eu sempre achei que aquela era uma opinião de alguém que não se enquadrava na(s) moda(s) da juventude, e resisti aos vários "ataques" verbais de meu pai, cortando o cabelo sempre à minha maneira. E assim passei a minha adolescência e juventude, sem conhecer a tristeza de ter de andar de cabeça rapada, ou lá perto, como pretendia meu pai. A verdade é que o meu pai, achando que era melhor eu andar com o cabelo curto, não me "obrigou" deveras a que eu o cortasse como ele queria. Ficou-se pela "sugestão" ou tentativa de persuasão, como era seu timbre. 

 Uma vez - tinha eu uns catorze ou quinze anos - meu pai encontrou-me um maço de tabaco no bolso da minha samarra, e não gostou nada do que viu. Mas, em vez de me dar uma lamparina, e fazer-me fungar, ficou-se por um pequeno e suave sermão, que eu logo, logo esqueci.

Isto são apenas pequenos exemplos. Poder-se-ia ir mais além na escala da gravidade daquilo que separa os ideais de filhos e pais.

 A experiência de vida dos pais é por vezes decisiva na ajuda que dão aos filhos. Mas essa experiência de vida nunca pode estar contaminada pela ditadura da sua vontade em todas as coisas.  A vontade dos pais nem sempre é a vontade dos filhos. E ainda bem que assim é, pois há filhos que,  seja pela instrução, seja pela idoneidade moral que lograram alcançar, vão muito além dos próprios pais.  Em seu benefício próprio, e no próprio benefício dos pais.

 

 Há escolhas que não geram qualquer angústia: são aquelas que fazemos sem a oposição de ninguém. Mas há outras que nos fazem sofrer devido ao conflito gerado na assunção dessas escolhas com quem habitualmente convive connosco: os nossos amigos e familiares.

 

É muito difícil a alguém decidir seja o que for em conflito direto com os melhores amigos e com os próprios pais. A angústia é tanto maior quanto mais importante, ou séria, for a escolha que gerou esse conflito.

 

Tenho para mim que todo aquele que segue determinado caminho em confronto direto com esses dois grupos, só o pode fazer por uma enorme convição sobre a decisão tomada.

 

Não é pelo facto de a maior parte dos amigos e familiares contrariarem as nossas escolhas que nós caímos fatalmente no erro, escolhendo de outro modo. É que ninguém estará em condições de escolher por nós o nosso bem estar pessoal. Se assim fosse, a Liberdade, esse valor fundamental, senão vital, que sustenta  a vida em sociedade, seria extinta com a nossa própria cumplicidade. O caminho dito ou considerado errado pela maioria pode ser o caminho certo, dependendo da personalidade e do carácter de quem o trilha. 

 

Sou inclinado a afirmar que um conselho de amigo, para ser verdadeiramente de Amigo, não deverá ser dado sem termos examinado primeiro todos os prós e os contras da atitude que condenamos. Se um amigo meu me disser " não vás por esse caminho" terá de me explicar muito bem por que acha errado esse camino, sob pena de eu achar que me está a indicar outro caminho,  para lhe não estorvar o dele, ou por outra qualquer razão egoísta.

 

O melhor teste às amizades é tentar medir a vibração causada aos nossos amigos pelo nosso sucesso, ou bem estar. Se vibrar muito é muito amigo. Se vibrar pouco é pouco amigo. Se não vibrar não é amigo. 

 

Será que quando aconselhamos um nosso amigo ou familiar a escolher um caminho diferente do que ele selecionou para si próprio, teremos já feito aquele exercício fundamental de nos colocarmos no no seu lugar? Tentando ver o que o pode fazer mais ou menos feliz? Ou não conseguimos sair de dentro de nós, tendando arrastá-lo para a nossa órbita axiológica, ou seja para o que a nossa cabeça pensa, ou o nosso coração quer? Não estaremos nós a criar um monstro de duas cabeças (e dois corações) com tal atitude?

 

 

 

FCR

 

 

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às 10:55

TEMPO

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 04.09.14

O Tempo é o pior inimigo do homem sem tempo

Não fosse o tempo e aquele teu beijo seria eterno

Aquele olhar ainda hoje te quereria ver só a ti

Aqueles lábios ainda se abririam num sorriso único 

À frente do teu sorriso.

 

O Tempo é o pior inimigo do homem sem tempo

Porque o tempo fez-te envelhecer e não tiveste tempo para viver.

Porque o tempo levou-te pra longe do convívio amigo de teu irmão

Afastou-te dos sábios conselhos de teu pai

E dos doces beijos de tua mãe.

 

O Tempo não é. O tempo foi.

 

A. Valtique

 

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às 00:13

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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