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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


AMIGOS E IRMÃOS‏

por Francisco Gomes, Sábado, 11.10.14

  Há uma grande diferença entre irmãos e amigos. Amigos nós os escolhemos, irmãos são impostos pelas circunstâncias. É mais comum um perfeito relacionamento entre amigos, do que entre irmãos. Não deveria ser assim, afinal, irmãos têm o mesmo sangue e as mesmas raízes familiares. Muitas vezes são os próprios Pais os responsáveis pelas diferenças. Involuntariamente, eles semeiam a indiferença entre os filhos, quando manifestam mais amor e mais atenção a uns do que a outros. Esta indiferença, muitas vezes, perdura por toda a vida. Temos muitos exemplos de irmãos que não se visitam e nem se falam, vivem como estranhos.

O primeiro crime de que temos notícia no mundo aconteceu entre irmãos. O ciúme e a indiferença falaram mais alto.

Temos um exemplo, os Árabes e os Judeus, são irmãos por parte de Pai, no entanto, vivem em constantes  conflitos. Todos conhecem a história de  Árabes e Judeus: Sara, mulher de Abraão, era estéril. Para que a posteridade de Abraão continuasse, ela pediu ao marido que escolhesse uma escrava, para com ela ter um filho para lhe dar descendência. Abraão escolheu a escrava Agar, com ela teve o filho Ismael. Passado algum tempo, Sara obteve as graças de Deus e teve o filho Isaac. Sara então, exigiu que Abraão expulsasse de suas terras, a escrava Agar e o filho Ismael, pois a descendência viria por meio de Isaac.

Abraão então levou o filho e sua mãe até ao outro lado do Rio Jordão, onde os abandonou à própria sorte. Passaram por ali uns pastores nômades que os acolheram. De Ismael, surgiu o primeiro povo árabe, os Ismaelitas. De Isaac, continuou o povo judeu. Assim, os árabes e judeus cresceram como inimigos, embora sejam filhos do mesmo Pai.

Foi da parte dos judeus, que surgiu Jesus Cristo, o fundador do Cristianismo. Foi da parte dos árabes que surgiu Maomé, o fundador do Maometismo ou Islamismo, numa referência ao Islã, o livro sagrado dos árabes.

A partir do  ano 71 do primeiro milênio, os romanos conquistaram em definitivo a Palestina e os judeus se espalharam pelo mundo. Quem crucificou Jesus Cristo, foram os romanos, mas quem sofreu a "estigma" do fato, foram os judeus. Por isso, foram muito perseguidos na Europa, principalmente pela Santa Inquisição, nos séculos XV e XVI.

No século XX, durante a Segunda Guerra Mundial, a perseguição aos judeus foi intensa. Milhões foram queimados em fornos crematórios ou exilados em campos de concentração na Polônia e na Alemanha. Foi o chamado "Holocausto". Ao terminar a guerra, em 1948, o mundo se conscientizou que os judeus precisavam ter uma Pátria. As Nações Unidas criaram então o Estado de Israel, nas terras que antigamente pertenceram aos judeus. Os árabes que durante muito tempo ocuparam aquelas terras, não aceitaram a presença dos judeus, acharam-nos intrusos. Até hoje as lutas e guerras estão a acontecer.

Abraão é considerado o Primeiro Patriarca Judeu. Ele é o Pai das três Religiões Monoteístas que existem no mundo. É Abrão para o Judaísmo. É Abraão para o Cristianismo. É Ibraim para o Islamismo.

Dois irmãos vivem em constante ódio uns pelos outros. Que Deus, o Pai de todos lhes aponte a paz e lhes mostre o caminho da compreensão.

                                                       

Deus abençoe a todos

                                                   

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 23:25

Agostinho Rodrigues vai atrás no tempo relatando-nos um exemplo típico de migração paradense - para a Panasqueira

por cunha ribeiro, Sábado, 11.10.14

    “ A HISTÓRIA DE UMA FAMÍLIA NASCIDA E CRIADA EM PARADA DE AGUIAR “

 

A história que aqui vou narrar, foi-me contada por ANTÓNIO FONTELA, de Raiz do Monte, casado com minha prima Natividade, residentes em Juncal do Campo – Castelo Branco.

Esta família, trata-se nem mais nem menos do casal ALBERTINO DOS SANTOS E SOUSA e MARIA DE LURDES DA SILVA PINTO. Esta família, como tantas outras em Parada, começaram por se dedicarem à agricultura, mas com o aumento da família, que chegou a atingir os doze filhos e, esta prática da agricultura, já não ser nada rentável para o sustento do agregado familiar, o Ti Albertino pensou e resolveu arranjar outro trabalho, de onde pudesse tirar melhor proveito para o sustento da família. Vai daí, deslocou-se às minas de Jales pedir trabalho onde lhe foi concedido. Mas, a caminhada era um desgaste antes e depois do horário de trabalho. Pois as ditas minas localizavam-se do outro lado da encosta da serra com passagem pelo viveiro. A distância era cerca de quatro quilómetros (4Km) mas, a inclinação era tal que representava muito mais.

O que valia ao Ti Albertino, era: antes de chegar às minas, passava pela aldeia de Raiz do Monte. Nessa aldeia, existia muita gente amiga e colegas de trabalho do Ti Albertino, que o convidavam a beber um copo para ganhar coragem a subir a serra. Esta faceta de vida, repetiu-se todos os dias durante três longos anos.

Certo dia, um dos colegas de trabalho de outra aldeia chamada Moreira, teve um problema com o chefe das minas de Jales. Despediu-se e foi trabalhar para as minas da Panasqueira. Já a trabalhar nas minas da Panasqueira e, falando com o chefe de pessoal – Sr. António Rodrigues, disse-lhe que nas minas de Jales, trabalhava ali muita gente especializada que poderia trazer se o Sr. António estivesse interessado, visto nas minas da Panasqueira haver falta de pessoal. O Sr. António, como estava com falta de pessoal, deu permissão para que este arranjasse os que pudesse. Então, o ex-colega do Ti Albertino, deslocou-se a Jales e, quando regressou às minas da Panasqueira, levava consigo dois autocarros de homens. Depois, muitos outros os seguiram, quer de comboio, quer em outros meios.

Tudo isto porque nas minas de Campos de Jales se auferia a jorna de 32$00 (trinta e dois escudos dia) e, o Sr. Alvares da aldeia de Moreira, oferecia 44$00 dia, casa, água, luz, lenha e outras regalias que em Jales não possuíam. Por isso foi fácil convencer os operários a deslocarem-se para a região das minas da Panasqueira.

Foi neste enlaço que o Sr. Albertino, também veio experimentar mais uma aventura na sua vida. Não importava o sacrifício. O que importava era dar uma vida mais digna à sua família. Pois esta já contava com 10 filhos e a mãe de sua esposa, Emília Silva com 72 anos de idade. Na sua vinda veio sozinho para ver no que ia dar. Como as coisas começaram a correr bem, passados uns tempos mandou ir toda a sua família.

Foi já na Panasqueira que nasceu a sua filha mais nova. Viveram todos em companhia até à década de 70, vindo a falecer o Sr. Albertino e depois sua sogra Emília. Nessa altura, faleceram também dois filhos do casal. Um de acidente de moto, outro de acidente de trabalho. Como consequência desta perda, ficou a mãe, Maria de Lurdes como chefe da família. A esta foi dada uma pequena reforma que mal dava para os gastos da família. Mas, economizando aqui e ali, lá ia conseguindo viver com alguma dignidade. Os filhos foram formando novas famílias, vindo ela a ficar o resto dos seus dias com a filha mais nova, que tem o nome de Fátima, mas que todos conhecem por Nina.

A D. Maria de Lurdes, veio a falecer na década de 2000. Todos os que faleceram, os seus restos mortais, encontram-se sepultados no cemitério de São Jorge da Beira, freguesia das Minas da Panasqueira. Os restantes filhos, netos e bisnetos, encontram-se em diversas partes de Portugal e do Estrangeiro.

Esta a história que o António Fontela quis divulgar, porque além de ter convivido e trabalhado com o Ti Albertino, sempre teve grande admiração pela sua compreensão e, espírito de camaradagem para com todos quantos com ele trabalhou. Que Deus tenha a alma de todos em bom descanso.

Agostinho Rodrigues

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às 21:51

Antoine

por cunha ribeiro, Sábado, 11.10.14

 

-  Tiens, “Antoine”! Il arrive, ton ami.

“Antoine” era português dos pés à cabeça. E, para compor o ramalhete, usava bigode. Tinha uma namorada com a qual vivia na Banlieue de Paris. Loira, olhos claros, silhueta perfeita. Frequentávamos os dois a Alliance Française, perto de Montparnasse. Um dia lembrou-se de me convidar ao estúdio onde morava com uma finalidade:

- Vais conhecer a amiga da minha namorada. Uma bela italiana do Sul. Morena, olhos negros, corpo escultural.

Não me esquecera. No dia e hora marcados, lá estava eu, ansioso, algo nervoso, até.

- Deixa-te de salamaleques. Olhos nos olhos, e canta-lhe o fado vadio.

Pois sim. Mal entrei na sala e deparei com o olhar faiscante da napolitana… fiquei sem jeito, e em vez de me sentar no sofá, ao seu lado, cumprimentei-a, virei-me num segundo para o meu amigo, dei um passo sem nexo, abalroei uma mesa, e espalhei-me ao comprido no chão. Havia um bolo e champanhe em cima da mesa. Por ironia, o bolo caiu ao chão e desfez-se, e a garrafa deu várias voltas, bateu no sofá, e ficou como antes, intacta.

A cena pintou-me a cara da cor da vergonha. Mas lá me safei como pude, sentando-me prudentemente, agora sim, à beira da jovem italiana, com um cálice cheio de um líquido efervescente na mão.

O bolo foi – ele todo – da pá da vassoura para o caixote do lixo. Felizmente havia biscoitos. E champanhe … bastante champanhe… Cada cálice a mais no meu estômago era um peso a menos na minha cabeça. A agilidade mental crescia, e, afoito, ia soltando a mão pelo entremeio da cabeleira sedosa da napolitana. Esta, algo animada também, esqueceu-se que era napolitana e católica, e deu livre curso às carícias. Às minhas e às dela.

Beijara-a eu se pudesse. Porém, o catolicismo napolitano acordara, e ela rechaçou-me, com suavidade, as três tentativas que fiz para a beijar. Ficou uma promessa:

-  Demain … ( combináramos os quatro um passeio no Rio Sena) … je t`en promets …

 

 A. Valtique

 

 

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às 19:18

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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