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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A MORTE E A VIDA

por Francisco Gomes, Segunda-feira, 02.11.15

O dia dois de novembro é mundialmente conhecido e respeitado como o Dia de Finados, o dia dos Mortos. É interessante, como neste dia, a vida reverencia a morte. Nos países onde predomina o Cristianismo, no dia de hoje, os mortos dão um verdadeiro Show.

O Rio de Janeiro tem quinze cemitérios públicos. Um na zona sul, o São João Batista e outro na zona norte, o São Francisco Xavier, também conhecido como "Cajú", numa alusão ao bairro onde é localizado. Os outros treze são nos subúrbios, bairros periféricos do Rio de Janeiro. O Cajú é o maior Cemitério Público da América Latina. É um complexo de cemitérios, tem dois pertencentes a Ordens Religiosas, um terceiro pertencente à Comunidade Israelita. Existem ainda dois Crematórios. No cemitério público e nos crematórios acontecem uma média de quarenta sepultamentos por dia, entre as nove e as dezassete horas.

Durante muitos anos, todos os cemitérios eram administrados pela Santa Casa de Misericórdia, há uns tempos para cá, a Prefeitura afastou a Santa Casa e entregou a várias empresas. Assim, cada uma procura inovar no Dia de Finados , por isso, acontecem uma série de eventos em cada cemitério, para atrair a presença de visitantes. Algumas já trabalham na elaboração dos programas há vários meses. A Igreja Católica participa, celebrando Missas de hora em hora em todos os cemitérios. Muitos deles, programam visitas aos túmulos das principais personalidades ali sepultadas, acompanhadas de professores de história, que explicam a história do Cemitério, sua importância para a sociedade e as personalidades que ali foram sepultadas.

Os Cemitérios São João Batista e São Francisco Xavier são onde descansam o maior número de personalidades, da vida artística, política, esportiva e outros. Muitas pessoas vão ali, somente para visitarem esses túmulos. Não existe ninguém no mundo, que não haja experimentado a morte de um ente querido, por isso, muitas pessoas vão apenas levar flores e acender velas, aos pés de um Cruzeiro, que cada cemitério tem num determinado lugar. Hoje, apenas nos cemitérios dos subúrbios, existem sepultamentos em covas rasas na terra, a maioria são sepultados em gavetas ou carneiros. Existem muitos jazigos perpétuos particulares. Dentro de algum tempo, só será sepultado quem tiver jazigo próprio, o restante será tudo cremado.

É interessante sentir todos este movimento que acontece no dia de finados, a força da morte sobre a vida. Os vendedores de flores, de velas, de pessoas se oferecendo para limpar os jazigos, fazem uma confusão, que mais parece uma feira. É um dia muito marcante na vida de muitas pessoas, que visitam para lembrar e reverenciar os seus entes queridos que ali repousam. É um dia de muita emoção e comoção. Ninguém morre enquanto permanece vivo no nosso coração.

Deus abençoe e receba a todos na sua Luz

                                                                   

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 00:13

O SONHO E O PESADELO

por Francisco Gomes, Segunda-feira, 02.11.15

A noite passada tive um sonho que se transformou em pesadelo. Sonhei que tinha morrido. Algum tempo depois, comecei a exalar mau cheiro, as pessoas correram a sepultar meu corpo. A minha Alma, minha principal identidade, se apressou a ir ao encontro de Deus, para receber os prêmios pela minha atuação neste mundo. Levava um relatório muito bem elaborado,  de tudo o que havia realizado de importante. Por isso, estava convencido de que iria ocupar um dos melhores lugares na eternidade. Afinal, havia participado de centenas de Missas, feito outras tantas comunhões, é verdade que algumas indevidas. Fizera inúmeras peregrinações e romarias, participara de muitas novenas e retiros, rezava todos os dias, ás vezes, até automaticamente, tinha sempre uma atuação destacada na Igreja, fizera várias palestras, procurava ficar sempre em lugares onde todos me vissem e notassem a minha presença. Achava com isso, que Deus iria me receber com todas as honras.

Quando fui levado à presença de Deus, me recebeu com muito amor e carinho. Disse que não precisava apresentar nenhum relatório, pois conhecia tudo a meu respeito e sabia de todas as minhas realizações. Disse que admirava e reconhecia tudo o que fiz. Mas, formulou-me algumas perguntas, que me deixaram arrasado: O que fizestes pelos teus irmãos mais necessitados? O que destes para eles em meu nome? Por acaso, eu não te coloquei no meio deles como meu representante? Quantas vezes fostes Deus para eles? Fiquei apavorado, pois não consegui responder a nenhuma das perguntas que me fez. Realmente, eu nunca fizera nada por ninguém. Eu passara a minha vida a procurar Deus no claustro das igrejas, na sumptuosidade das Basílicas, na majestade das Catedrais, no silêncio dos conventos e mosteiros. Nunca me toquei que aquele mendigo, esfarrapado e fedorento, que me estendia a mão, que eu virava o rosto para não  vê-lo, era Deus. Nunca reparei ver Cristo naquelas crianças famintas e maltrapilhas, que eu chamava de "pivetes". Eu nunca vira Cristo naquela imensa fila de doentes à porta dos hospitais, abandonados em seus leitos ou jogados pelos corredores, sem remédios e sem atenção. Eu nunca reparara o Cristo naqueles velhos abandonados em asilos, como "trastes" velhos, eu nunca olhara Cristo naqueles viciados, que muitas vezes escondem seus dramas nas drogas. Tantas situações que eu procurei evitar para não me comprometer.

Despertei, fiquei aliviado por que era um sonho, mas era a realidade da minha vida. Quantas  vezes eu tenho negado a presença de Deus nos meus irmãos? Deus foi muito generoso comigo, avisou-me em sonhos, quem sonha, tem condições de buscar a realidade, por isso, a partir de agora, não quero mais errar, procurarei usar meus conhecimentos, minha força de vontade, para reverter esta situação. Foi um sonho, mas se fosse a realidade eu estaria completamente perdido. A partir de hoje, quero viver o primeiro e grande Mandamento, amarei a Deus de todo o meu coração, mas o farei na figura do meu irmãos, que é verdadeiramente Deus para mim. Quem vive para amar a Deus na pessoa do nosso irmão é uma criatura realizada.

Deus abençoe a todos

                                                                  

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 00:07

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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