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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


DESFABULAÇÕES

por cunha ribeiro, Terça-feira, 17.11.15

Francisco Assis

 

 Andava, Francisco, num vai e vem “enfadonho” entre Lisboa e Bruxelas, quando, a dada altura (mil pés, talvez), entre uma nuvem de pensamentos e uma corrente de sentimentos, lhe aconteceu uma ideia: “ Por que não aproveitar a derrota do PS nas eleições para me tornar, finalmente, o grande líder da direita deste partido”? E vai daí, abre a boca à retórica e espalha  brasas na televisão.

Desta ilustre figura assalta-me a imagem de um homem atarantado, com uma reprimida vontade de dar à sola, refugiado entre colegas, a tentar escapar à fúria dos felgueirenses. Muitos se devem recordar da aparente coragem apenas guiada pela ambição pessoal. Que triste figura que fez! Depois, em 2011, surpreendeu-me a indiferença do mesmo perante o despesismo parlamentar, nomeadamente com a sua intolerável defesa da compra de viaturas topo de gama para os representantes do seu partido, ou com a do número de deputados. Embora, no hemiciclo, este último seja o assunto que mais afina as opiniões pelo diapasão de Assis.

Não adianta muito apregoar que Francisco é um político com tanta sede de trono como o bêbado de vinho; esse é um facto mais que notório. Mas vale sempre a pena lembrá-lo com a clara noção de que ser ambicioso não é pecado nenhum, e pode nem ser defeito, se sob a capa da ambição encarnar pelo menos algum substrato. O certo é que no seu currículo o vazio domina, e no Parlamento Europeu, onde se diz que trabalha, há um preocupante desconhecimento do substrato de Assis.

Acontece, porém, que ele, F. A., é um militante P.S. que se acha capaz de liderar o partido. E a recente derrota do seu partido nas eleições, em vez de o deixar infeliz, tonificou-lhe o velho sonho de liderança. António Costa, malabarista, que trai e atrai com a mesma perícia, é que não está para aturar concorrências, e, embora derrotado nas eleições, percebeu que podia continuar a mandar no PS, bastando ensaiar um duplo salto “mortal” à esquerda. E foi o que fez. Ou antes, é o que está a tentar fazer, que a procissão vai ainda no adro. Devo confessar, no entanto, que, entre um líder que se propõe emendar as maldades que a direita infligiu a uma vasta classe de pessoas e bens, e um candidato à liderança que apenas aponta encantatórias sereias, prefiro naturalmente o primeiro. Torço com todas as forças pelo primeiro.

Num momento em que os salários deviam estar na Idade Moderna e regressaram à Idade Média, julgo que esta é a única posição que o bom senso deverá sustentar. Seja o Bom Senso de esquerda seja o de direita. É que, na última década, enquanto políticos, banqueiros, e empresários afins foram vivendo no fausto, construindo mansões, e gastando milhões,  os seus lacaios da classe média empobreceram, faliram, ou emigraram, porque só eles carregaram a albarda do ajustamento.

A fome, a miséria, e a escravatura já foram lugares-comuns na Europa Ocidental. Com tempo, democracia, paz e trabalho deixou de o ser. Houve evolução. Assis parece não querer abraçar uma política virada para o progresso, para a transformação e melhoria da qualidade de vida dos portugueses. Ou, então, julga suficiente uma evolução a passo de caracol. Ora, se temos um líder do mesmo partido que se prontifica a evoluir rapidamente, superando a rapidez do “coelho”, por que diabo iríamos nós optar pelo penoso arrastar do caracol?

 

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às 11:05

Ecos de um Nome

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 16.11.15

 

- Nós vamos ao "Bataclan", e tu, queres vir?

Sábado, 17 de setembro de 1977. Estamos os seis num sétimo andar próximo de "Porte Maillot", em Paris.. Pela primeira vez, oiço pronunciar um nome que, por trágicos motivos, anda agora nas bocas do Mundo.

Chegara minutos antes, vindo de Portugal, depois de um "desembarque" algo embaraçado em "Charenton", de uma corrida de taxi até "Clichy", e de um percurso final num velho peugeot.

O António, de Gouvães, viera de Lyon visitar os primos. Viera com ele o João de Soutelo que ali vivia e trabalhava também. Com minha irmã estava a Maria, sua amiga de infância, e o Abílio que fora gozar uns dias de férias.

- Ao "Bataclan"? Bem... hoje, como estou um pouco cansado, será melhor ficar por aqui. Vão vocês.

Não me importava de ir, pois estava na idade das curvas. Mas achei de bom senso mostrar aos mais velhos que não tinha ido para Paris apenas tocar viola. Desculpei-me, pois, com o "cansaço", e eles lá foram, julgando que a minha vontade era aquela.

Uma semana depois, sábado à noite, fui conhecer o " Bataclan".  O Abílio voltara para Coimbra. O António e o amigo João  haviam regressado a Lyon. A Deolinda e a Maria, então solteiras, fizeram questão de ser cicerones e testemunhas do meu baptismo noturno. E eu, com muita cautela, fui conhecer os cantos à casa.

A mesma casa onde, quatro décadas depois, dezenas de jovens se despediram da vida sob a batuta cruel do terrorismo.

A.V.

 

 

 

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às 19:07

O SER OU NÃO SER‏

por Francisco Gomes, Domingo, 15.11.15

Ao longo da historia da humanidade, um tema sempre se faz presente, o ser rico e o ser pobre. Mas a existência de um, está intimamente ligada à existência do outro. Só vão existir ricos se existirem pobres, ou vice versa. Se prega muito a igualdade, mas não passa de uma "utopia", sempre foi assim, desde que o mundo e mundo. O rico existe em função do pobre, não será destruindo o rico que se acabará com a pobreza. ​No mundo de hoje, é muito difícil as pessoas se desapegarem dos bens materiais. Muitas vezes sabem o valor daquilo que têm e procuram guarda-lo a sete chaves. Eu sinto isso na própria pele, pois as pessoas, muitas vezes, possuem medicamentos que não usam mais, mas como custam muito dinheiro, ficam com eles guardados até perderem a validade, depois que não valem mais nada, levam-nos à Igreja. Outro dia, uma Senhora me chamou e me deu uma caixa de medicamentos caros, vencidos em março passado. Quando eu lhe disse que não valiam mais nada, ela me disse que Deus não sabe ver a validade das coisas. Por isso que as pessoas são por demais agarradas aos seus bens materiais. Depois, a riqueza traduz um estilo de vida diferente. Muitas pessoas que são ricas e por qualquer motivo ficam pobres, procuram manter as falsas aparências. Como também um pobre que consegue ficar rico, fica como que perdido no "mundo da lua" e vive a meter os pés pelas mãos. Qualquer pessoa que tente camuflar a riqueza, fingir que é pobre, não consegue, pois até a fiscalização de rendas a descobre. O que mais encontramos são pessoas sendo incomodadas por sonegação fiscal. Sempre foi e sempre será muito difícil renunciar aos bens materiais, afinal, o dinheiro é a verdadeira mola mestra que movimenta o mundo. Jesus Cristo foi muito claro quando afirmou: "como e difícil um rico ir para o Céu". Mas a caridade é uma virtude que nos leva ao desprendimento e à renuncia, não só os bens materiais, como também de posições sociais, que muitas vezes são nulas e só interessam a quem usa. Ninguém pode pensar  somente em si mesmo, precisamos olhar à nossa volta e sentir as necessidades e a miséria que existem por aí. O apego exagerado ao dinheiro e a ganância de ter cada vez mais é um passo para a desgraça. Ajudar aqueles que precisam é um dever e obrigação de todos nós. É dando que se recebe, como nos diz São Francisco de Assis. Como vivemos numa sociedade que privilegia o dinheiro e o poder, muitas vezes nos furtamos em ajudar, mandamos que vão trabalhar, só que não dizemos onde e nem em quê. Uma pessoa escrava do dinheiro é uma pessoa doente e infeliz. O povo afirma que o dinheiro não trás felicidade, mas ajuda o infeliz a viver melhor. Não existe maior infelicidade do que não ter dinheiro para nada. Mas quem se propõe a ajudar, precisa ter cuidado, pois existem muitos aproveitadores. Encontro pessoas nas filas a pedirem remédios, dirigindo o carro do ano, aqueles que menos precisam, são os mais exigentes. Todos os dias travo uma luta contra isso. Mas não será por esse motivo que vamos negar ajuda. As pessoas podem nos enganar, mas jamais enganam a Deus.

Deus abençoe a todos

Agostinho  Gomes  Ribeiro  

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às 21:53

Paris

por cunha ribeiro, Domingo, 15.11.15

Paris de outrora

Como eras calma,

Nos "Champs Élysées"

Ou em "Pont de l`Alma"

 

Paris dos abraços

Da alegria sã

Das juras de amor

No teu "Bataclan"

 

Paris de outrora

Como  mudaste!

Já não tens sossego

Porque o mataste?

 

A.V.

 

 

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às 21:41

A FAMÍLIA RIBEIRO

por Francisco Gomes, Sábado, 14.11.15

A família Ribeiro,  em outros tempos, foi uma das maiores famílias de Parada. Não sabemos quando teve sua origem. Não conheci os meus Avos Paternos, soube apenas que se chamavam António Joaquim Ribeiro e Teresa de Jesus Lourenço. Meu Pai contava que seu Pai tinha uma porção de Primos. De um desses primos surgiu a família do Sr. João Pico. Meu Pai falava muito num Luís Pico e num Agostinho Pico. Foi em homenagem a esse, que ganhei o nome Agostinho. Pico foi um apelido dado a um "artista" no uso dessa ferramenta, na preparação de pedras. A família do Sr. João Pico também eram Ribeiros.

+A família  Ribeiro que eu conheci, começava com minha Tia Maria da Gloria  Lourenço Ribeiro. A Tia Maria da Gloria era a única  Lourenço, porque naquele tempo, só o filho mais velho levava o sobrenome da Mãe. Não conheci o marido da Tia Maria da Gloria. Quando comecei a me considerar gente, ela morava com o neto Abílio Ribeiro. Pouco tempo depois teve um derrame cerebral e passou muitos anos presa de paralisia total numa cama. Sabia que tinha três filhos que estavam no Brasil, o Sr. José Ribeiro, o Pai do Abílio, o Sr. João Ribeiro e o Sr. Joaquim Ribeiro. Eu vim conhecer estas pessoas no Brasil. A Tia Maria da Gloria faleceu no dia seis de janeiro de 1947, quando tinha 96 anos de idade.

A seguir, tinha a minha Tia Adelina de Jesus Ribeiro. Ela era a Mãe do Sr. Alfredo Ribeiro, que também esteve no Brasil, mas não é da minha lembrança. O Sr. Alfredo Ribeiro teve um filho do primeiro casamento, o Sr. Manuel Fiscal, cuja esposa, D. Virgínia, ainda vive em Chaves, tem três filhos dos quais somente conheço o Fernando. O Sr. Manuel Fiscal morreu em Montalegre, não lembro a data. O Sr. Alfredo casou a segunda vez com a Sra. Carminda, teve mais três filhos, O Hermínio, o José e o Manuel. Os três já faleceram.  

Aqui no Brasil não conheci o marido da Tia Adelina. Ela faleceu com 94 anos, não sei a data, pois já estava no Brasil. Veio a seguir o meu Pai, Albino António Ribeiro. Tinha do primeiro casamento três filhos, a Ana, o Germano e o António, não lembro o nome da primeira esposa de meu Pai. Ele ficou viúvo no Brasil. Ali deixou os três filhos, foi para Parada e casou com minha Mãe, que era mais nova que meu Pai 27 anos. Nascemos oito irmãos, dos quais apenas três ainda vivem. O meu Pai faleceu no dia 22 de julho de 1962, quando tinha 92 anos. A minha Mãe faleceu no dia dois de março de 1989, com 91 anos. Por ultimo veio a minha Tia e Madrinha, Laurinda de Jesus Ribeiro. Ela era casada com o Sr. Manuel Gonçalves, de Reguengo, Afonsim. Eu não o conheci. Tinha quatro filhos, dois, o Francisco e a Maria Teresa, vim conhecer no Brasil. O João e o Albino, conheci ainda em Parada, mas também vieram para o Brasil. A Tia Laurinda veio para o Brasil em 1949, na companhia da  minha Tia Alcina, que era casada com o João. Junto veio também o filho mais velho da Tia Alcina, o João. Um ano depois, a tia Laurinda e o neto João voltaram para Parada. Eu vim para o Brasil no mesmo ano que ela voltou a Parada.

Quando chegou o tempo de servir o exercito, o João foi para Macau. A Tia Laurinda voltou para o Brasil, onde faleceu no dia quatro de julho de 1963, com  92 anos de idade.  Cada uma destas minhas Tias têm historia vivida por cada um de seus filhos, que eu vou escrever, na medida do possível.

A família Ribeiro é muito grande e muito complexa, mas eu lembro de muitas historias e procurarei conta-las.

Deus abençoe a todos                                                                        

 

Agostinho  Gomes   Ribeiro

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às 21:31

Mudem já a Constituição

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 13.11.15

Já que no campo perdeu, a coligação de direita tem todo o direito de ganhar na secretaria. Reveja-se pois a Constituição. É certo que não houve falhas de arbitragem, nem golos fora de jogo, mas ganhou a esquerda. E a esquerda não pode, nem deve ganhar. Reveja-se , pois, imediatamente, a Constituição.

Ninguém reclamou os resultados eleitorais, nem na província, nem no litoral: Mas que interessa lá isso!  Reveja-se  rapidamente a constituição! É a direita que deve, que tem de ganhar. Porquê?  Porque a direita é de direita, e não pode perder. A esquerda somou mais votos e a coligação de direita, menos? Mas isso é "lana caprina", importante, importante é a direita ganhar. Revejam, pois, imediatamente, a Constituição, que a direita não pode perder. Portugal tem dono - patrão, percebem? -  não são os portugueses que mandam, é a coligação de direita, é Passos Coelho. A esquerda e a Constituição estão de acordo que é António Costa e os outros que devem mandar no país? Tudo bem,  não matamos ninguém por causa disso, mas mudemos depressa a Constituição.

Ah! E não condenem Ricardo Salgado, coitado do homem! Revejam a Constituição.

 

CR

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às 19:44

Caminhos de Pedra

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 12.11.15

 A Motorizada

Ela estava sossegadinha,  a um canto, no armazém ( antes, quinteiro) de meu pai. Era seu dono o Ti João Ricote, que, no Inverno pedira a meu pai  o favor de a arrumar, resguardando-a assim da geada.

Havia horas em que  o Abílio parecia invadido por pulgas, tal era a agitação. Irrequieto, sempre à cata de qualquer distração, de uma coisa que o pudesse entreter. Naquele dia, àquela hora, só estava ele e eu dentro de casa. Olhou para a máquina e, sem resistir ao impulso da descoberta, alçou a perna e sentou-se. Mexeu num lado e no outro, depois com a mão e com o pé, com o direito e o esquerdo.. e ... VRRRUMMM! VRRUMMMM! a mota começou a cantar.

E o Abílio, aflito, quis reverter a experiência, acabar depressa com o barulho, não fosse a máquina andar, ou algum vizinho  ouvir e contar. Mexeu num lado, mexeu  noutro, mas quê, não havia meio da geringonça parar ... A estúpida continuava a cantar ... E o Abílio  começou a chorar...

 

AV

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às 18:04

O nosso conterrâneo José Luís Ferreira a mostrar serviço

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 12.11.15

QUERO AQUI MANIFESTAR A MINHA CONCORDÂNCIA E APREÇO POR ESTE PROJETO DE LEI DO PARTIDO PELO QUAL JOSÉ LUÍS FERREIRA É DEPUTADO.

FCR

 

_______________________________________________________________________________

 

PROJETO DE LEI Nº 16/XIII/1ª ESTIPULA O NÚMERO MÁXIMO DE ALUNOS POR TURMA Nota justificativa A excelência da escola pública e o ensino de qualidade, a que todos têm direito nos termos da Constituição da República Portuguesa, têm sido postos em causa por uma política errática que vê a educação como uma despesa e não como um investimento fundamental ao desenvolvimento sustentável do país. Face a esta visão, a redução do investimento na educação tem sido uma realidade progressiva e têm criado condições mais difíceis para as aprendizagens na escola pública, designadamente através do aumento do número de alunos por turma que o Governo PSD/CDS determinou. A par desta realidade, tem-se assistido a um profundo desrespeito pelos docentes, vítimas de um amplo processo de despedimento pelo Governo PSD/CDS, e vítimas também, entre outros fatores, de diretrizes que lhes atribuem uma dimensão absurda de funções administrativas, retirando-lhes obrigatoriamente tempo precioso para se dedicarem à sua função de docência. Segundo a OCDE quer a dignificação dos professores, nomeadamente por via da valorização salarial, quer a redução do número de alunos por turma são fatores que contribuem para a melhoria do ensino e para o sucesso educativo. Ora, aquilo a que se tem assistido nos últimos anos é, justamente, ao trilhar de um caminho inverso que, portanto, desqualifica a escola pública. A ânsia do PSD/CDS de fragilizarem as funções sociais do Estado, preferindo, na área da educação, financiar escolas privadas em 2 detrimento do investimento na escola pública, não é minimamente aceitável e deve ser denunciada. Através do presente Projeto de Lei, o PEV pretende intervir especificamente sobre a matéria no número de alunos por turma, propondo a sua redução, suportando essa proposta fundamentalmente na realidade vivida e relatada pelas comunidades escolares em Portugal. O relato constante da vivência em escolas, onde as turmas são caracterizadas como sobrelotadas, demonstra uma realidade distanciada dos requisitos necessários para boas condições de aprendizagem. Turmas de 30 alunos traduzem uma maior dificuldade para o docente no cumprimento das suas funções, uma maior dificuldade de gesto de tempo, de atenção dedicada a cada aluno e, logo, de um acompanhamento mais aproximado e eficaz dos alunos, com reflexo no desempenho dos estudantes, assim como um desgaste inquestionável para esses docentes. É o processo de aprendizagem que é fragilizado e a Assembleia da República não pode ficar indiferente a esta realidade. Quando falamos de educação e dos seus resultados, falamos necessariamente das potencialidades de desenvolvimento do país. Investir no ensino público de qualidade é investir num futuro promissor e qualificado para o país. O contrário significa comprometer o seu potencial e desqualificar o país. Procurando contribuir para melhores condições de aprendizagem, para uma maior adequação da relação do número de docente/alunos, para respostas pedagógicas mais ativas, individualizadas e diversificadas, o Grupo Parlamentar Os Verdes propõe a redução legal do número máximo de alunos por turma e, nesse sentido, apresenta, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o seguinte Projeto de Lei: Artigo 1º Objeto A presente lei estipula o número máximo de alunos por turma, de modo a proporcionar boas condições de aprendizagem. 3 Artigo 2º Âmbito A presente lei abrange a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário, dos estabelecimentos e agrupamentos de ensino público, bem como do ensino particular e cooperativo com contrato de associação. Artigo 3º Educação pré-escolar 1-Na educação pré-escolar as turmas são constituídas por um número máximo de 18 crianças. 2-Quando se tratar de um grupo homogéneo de crianças de 3 anos de idade, o número de crianças por turma não poderá ser superior a 15. 3-As turmas que integrem crianças com necessidades educativas especiais são constituídas por um número máximo de 14, não podendo incluir mais de 2 crianças nestas condições. Artigo 4º 1º ciclo do ensino básico 1-As turmas do 1º ao 4º ano de escolaridade são constituídas por um máximo de 19 alunos. 2-As turmas que incluam alunos de 2 ou mais anos de escolaridade são constituídas por um máximo de 15 alunos. 3-As turmas que integrem crianças com necessidades educativas especiais são constituídas por um máximo de 14 alunos, não podendo incluir mais de 2 crianças nestas condições. 4 Artigo 5º 2º e 3º ciclos do ensino básico 1-As turmas do 5º ao 9º ano de escolaridade são constituídas por um número máximo de 20 alunos. 2-As turmas que integrem crianças ou jovens com necessidades educativas especiais são constituídas por um máximo de 15 alunos, não podendo incluir mais de 2 alunos nestas condições. Artigo 6º Ensino secundário 1-Nos cursos científico-humanísticos e nos cursos de ensino artístico especializado, as turmas são constituídas por um máximo de 21 alunos. 2-Nos cursos profissionais, as turmas são constituídas por um máximo de 19 alunos. 2-As turmas que integrem jovens com necessidades educativas especiais são constituídas por um máximo de 16 alunos, no caso do número 1 do presente artigo, ou por um máximo de 15 alunos, no caso do número 2 do presente artigo, não podendo incluir mais de 2 alunos nestas condições. Artigo 7º Cumprimento 1-Compete aos órgãos de direção, de administração e de gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino assegurar o cumprimento das normas constantes da presente lei. 5 2-Sempre que, por motivo fundamentado e a título excecional, se verificar constituição de turmas que ultrapassem os números estabelecidos na presente lei, é necessário parecer vinculativo do conselho pedagógico. 3-Compete à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares homologar a constituição das turmas no âmbito da rede de oferta educativa e formativa. Artigo 8º Entrada em vigor e aplicação A presente lei entra em vigor após a sua publicação, visando a sua aplicação no ano letivo que se inicia imediatamente a seguir à sua entrada em vigor. Assembleia da República, Palácio de S. Bento, 3 de novembro de 2015 Os Deputados Heloísa Apolónia José Luís Ferreira

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às 15:46

TUDO NOS PERTENCE‏

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 11.11.15

Um dos maiores enigmas que a humanidade vive, que até hoje a ciência nada descobriu, é o mistério do Ser Humano. Cada corpo que circula pelo universo da vida, é único e envolvido num mistério insondável. O Criador ao fazer o primeiro Homem, eliminou a forma, para que nenhum seja feito desse modo. Porém, ao ver o homem tão solitário, Deus perguntou se ele queria uma mulher, uma companheira. O homem desconhecendo o produto, deixou nas mãos dele a solução do problema. Então Deus mandou que o homem dormisse, para que não pudesse ver a criação da mulher. O homem caiu num sono profundo. Deus ao ver o homem dormir, disse: "dorme, coitado, será a última vez que  vais dormir sossegado". Deus então, ao entregar ao homem a primeira mulher, "foi pela primeira vez tocada a Marcha Nupcial". A partir de então, a história do homem e da mulher passou a ser independente e conjugada. Tudo o que cada um realiza é independente e da inteira responsabilidade de cada um.

Nós somos os donos de tudo o que produzimos, dos arranhões, das contusões que contraímos, das cicatrizes internas ou externas que arranjamos, do nosso nervosismo, das repreensões que recebemos, das broncas e censuras, dos elogios, do nosso namoro, do estudo que empreendemos, de tudo o que se passa dentro de nos. Somos os donos dos nossos membros, dos nossos joelhos, cotovelos, do nosso estomago, das nossas hérnias, das pedras dos nossos rins, da nossa hepatite, até da adrenalina por havermos escapado a um assalto, ou sobrevivido a um acidente.

Nós somos os responsáveis pelo que sonhamos, pelo que realizamos, pelo que comemos, pelos quilos a mais que ganhamos, pelo nosso colesterol, glicemia, pelos nossos olhos, nossos ouvidos, nossos lábios, até pelos beijos que distribuímos a esmo. O nosso corpo é dirigido pelo nosso cérebro, que é responsável pelos nossos atos e ações. Nos nossos olhos estão represadas as lágrimas que vertemos diante da alegria e da tristeza, dependendo dos momentos alegres ou tristes.

Nascemos livres para sempre agir com liberdade, só damos valor aquilo que nos interessa. Escolhemos tudo, até com quem queremos dividir o sexo. Muitos chegam até a vender seu corpo, mas jamais alguém chegou a compra-lo. Somos os donos legítimos, vitalícios, intransferíveis de tudo o que é nosso. Através do nosso corpo, podemos exercer nossas vontades, atender aos nossos instintos, aceitar ou rejeitar qualquer situação. Se rejeitamos é o nosso corpo que vai se privar. Tudo, concreto ou abstrato, vem de dentro de nós, do nosso subconsciente.

Nós somos livres, o corpo é nosso, mas não podemos profana-lo, não podemos esquecer que nos foi emprestado por Deus, que somos Imagem e Semelhança Dele. Que somos Templo do Espirito Santo. Profanando o nosso corpo é uma ofensa a Deus, que nos deu para ser usado, mas não para ser abusado. Quem abusa de seu próprio corpo está sujeito às penas da lei. Quem não se ama a si mesmo, jamais pode pensar em amar os outros. O nosso corpo  é um gerador de vida, privada e comunitária. Tudo o que é nosso deve ser preservado e usado para amar o nosso próximo.

Na vida ou na morte, todos os corpos são iguais e todos têm o mesmo destino, o seio de Deus, de onde recebemos a liberdade para viver. Será eternamente feliz aquele que devolver a Deus o seu corpo preservado de toda a maldade. Aquele desapegado de tudo, que ao morrer, a morte leva exclusivamente a sua vida.

                                                             

Deus abençoe a todos

                                                         

Agostinho  Gomes   Ribeiro

 

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às 22:04

SÓ QUERIA ENTENDER

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 11.11.15

Acontecem tantas coisas nesta vida, que a gente não consegue explicar. por que elas acontecem. Desde jovem, escutava dizer que ha duas coisas no mundo, que ninguem pode entender, ser Padre e ir para o inferno, ser Cirurgião e morrer. Mas existem ainda, muitas outras coisas, que são feitas abertamente sem haver necessidade. Por exemplo:  os homens matarem-se uns aos outros, por que, se todos morrem e ninguem fica para semente. Subir nas arvores para derrubar os frutos, para que, se todos caiem quando ficam maduros. Os homens chegarem a perder a cabeça por causa das mulheres, para que, não seria melhor esperar que elas percam a cabeça por causa dos homens. Tem ainda muitas outras coisas que não conseguimos entender, a gente ficar bebado, bebendo apenas pequenos tragos de bebida. A gente molhar-se todo, com uma chuva miudinha que ninguem sente cair. Ficar impressionado com as lagrimas das mulheres, elas choram sem  terem motivos.

          Escrevi todas estas coisas, para tentar explicar um fenomeno que frequentemente acontece no Rio de Janeiro. São as passeatas de mulheres, pleiteando a legalização do aborto, que no Brasil e proibido. O que vemos, são pessoas a pedirem liberdade para sofrer. Quando e feito um aborto, quem sofre e a mulher, quem expõe o corpo a infecções fatais, e a mulher. Quem vai ter problemas psicologicos com o remorso, e a mulher. Com o aborto legalizado ou clandestino é sempre a mulher a sacrificada. Haverá alguma lei que possa aliviar os sofrimentos da mulher? Se as mulheres pensam que vão fazer abortos, gratuitamente, na rede pública de saúde, podem tirar o cavalo da chuva. A saúde pública está completamente sucateada. Não consigo entender estas passeatas, em que as mulheres se propõem a ser objetos de prazer dos homens.

Não seria mais civilizado evitar do que matar. Na farmácia da igreja que eu ajudo, diariamente elimino várias caixas de anticoncecionais que perdem a validade e ninguém procura. Sinceramente, quando vejo estas mulheres em passeatas, exibindo faixas com a legalização do aborto, eu penso numa manada de reses, a caminho do matadouro. O corpo é da mulher, mas a vida que têm dentro é outra vida independente, que ela não tem o direito de tirar.

Nos Estados Unidos tem um medico que ficou rico a fazer abortos. Agora, cheio de remorsos por tantas vidas que destruiu, deu toda a sua fortuna para organismos que lutam contra o aborto. Todos aqueles que fazem abortos, e todos aqueles que lutam pela sua legalização, é uma pena que não tivessem sido abortados, assim não estavam mais aqui para perturbar. Muitos países, principalmente da Europa, já fecharam suas escolas por falta de crianças. Esquecem que o direito à vida desde a sua conceção é um direito universal. Um lar  sem crianças é um jardim sem flores. A vida não se resume na vida material. A consciência é muito pesada para quem faz os abortos.

Nada, nesta vida, vale mais que a vida.

                                                                       

Deus abençoe a todos

                                                                   

Agostinho Gomes  Ribeiro 

 

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às 21:42

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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