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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O CONTROLE FINANCEIRO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 04.11.15

Todos os dias consigo dormir tranquilo, pois não tenho qualquer preocupação com dividas ou problemas financeiros. Graças a Deus consigo pagar em dia as minhas contas e tento economizar aquilo que posso, para ao menos  a cada três anos viajar à minha Parada querida. Até hoje tenho conseguido essa proeza, por isso me considero um milionário. Não me preocupo em ter dinheiro no Banco. Não uso cartão de credito, cheque especial, não compro nada a credito, fujo das prestações, a minha preocupação é pagar em dia todas as minhas contas, fugir de juros, taxas e correões monetárias.

Quando vou ao supermercado fazer minhas compras, levo o dinheiro que posso gastar e não saio deste limite. Faço pesquisas de preços e mesmo que esteja aliviado em meus compromissos, sempre percorro os lugares onde possa comprar melhor e mais barato. Procuro não comprar supérfluos, compro somente o que preciso, não me importo que me chamem de "pão duro". Não entro em restaurantes de luxo, procuro aqueles onde se pode comer melhor e mais barato.

Preocupa-me o pagamento do plano de saúde e da empregada, o restante das contas, coloquei em debito automático no banco. Quando recebo o pagamento já bloqueio a importância relativa às contas, faço de conta que não existe esse  dinheiro. Este controle financeiro eu o consegui depois que minha esposa faleceu, pois antes, sempre apareciam exames ou remédios que eu era obrigado a usar o cheque especial. Já tive cartão de credito, cheque especial, Lis, mas cheguei à conclusão de que tudo era ilusão, pois quando chegavam as faturas é que a porca torcia o rabo. Graças a Deus, consegui acabar com a "ciranda financeira " da minha vida. Foi um sacrifício para sair e manter limpo o nome. Manter em dia as minhas contas, poder viajar à minha terra, me da um status de rico.

Hoje não me  preocupo com as aparências, preocupo-me poder fazer minhas escolhas, viver livre, de cabeça em pé, sem dividas ou preocupações em cima de mim. Não há nada que possa substituir uma boa educação financeira, não há dinheiro que pague a tranquilidade de poder dormir livre de preocupações e de dividas. Sempre aspirei a este controle financeiro, mas as circunstancias não me permitiam, apareciam despesas inevitáveis que a gente tinha que fazer. Mas graças a Deus venci todos os obstáculos.

Hoje o Brasil é um país em crise, porque sempre gastou mais do que arrecadava, a situação está a ficar cada vez pior. Todos criticam o governo mas a maioria procede  igual a ele. Conheço pessoas que conseguiram um "rombo" em suas contas, vivem um abismo financeiro. Compram objetos a prazo e depois não suportam as prestações. O meu vizinho foi obrigado a devolver o carro, pois não aguentou a prestação. Existem pessoas que aparentam luxo e riqueza, mas vivem no misere, atrasam o pagamento de suas contas, suas dividas viram bola de neve, recorrem a agiotas e cada dia mergulham mais em dividas.

Existem quatro situações que por mais que tentemos esconder não conseguimos, são burrice, sabedoria, riqueza e pobreza. Quando o corpo é maior que o cobertor acontecem estas situações.

                                                             

Deus abençoe a todos

                                                         

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 22:05

O PRIMEIRO LUGAR‏

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 04.11.15

"Quem quiser ser o primeiro, seja o servidor de  todos". Muitas vezes, aqueles que se julgam ser os primeiros são os últimos, é isto que nos mostra a filosofia da vida.

Na periferia de Curitiba, capital do Estado do Paraná, existe uma Igreja Católica dedicada a Nossa Senhora dos Pinhais. Esta Igreja foi construída no inicio do seculo passado, em cima de um antigo cemitério de escravos. Como os escravos eram considerados os "últimos" da sociedade, não podiam ser sepultados dentro das cidades, junto dos brancos, por isso eram sepultados em locais afastados, fora das cidades, em campos abertos sem qualquer proteção. Um grupo de pessoas, afim de preservar aquele lugar, construíram muros de proteção em volta do cemitério, depois resolveram construir uma Igreja bem no meio do terreno. No dia da inauguração, em 1905, ficou determinado que todos os dias, às 18 horas, haveria uma missa naquele templo, em memoria de todos aqueles que ali foram sepultados. Um gesto característico em que "os últimos" passaram a ser "os primeiros".

Não podemos negar que o ser humano  alimenta sempre um desejo de ser "o primeiro", isto está na mente de  todas as pessoas e na raiz do progresso da humanidade. Sempre são procurados os meios que nos permitam alcançar os primeiros lugares. O desejo de ser o primeiro, de ser o melhor, acompanha a vida de todas as pessoas, no campo material, intelectual e cientifico e até na espiritualidade, pois lutar pela santidade e superar-se no dia a dia. As Palavras de Jesus Cristo, por vezes, soam como uma condenação a esta tendência de sempre ser o primeiro e o mais importante. Isto apenas nos pede humildade, moderação e renuncia em relação aos irmãos, manter sempre vivos os valores humanos e Cristãos. Por isso, o filosofo francês Nietzsche acusava o Cristianismo de fazer apologia a mediocridade, pois condenava a luta pela supremacia. O Cristianismo não é contra o progresso de ninguém, e pela igualdade, fraternidade. Condena aqueles que para subirem, pisam em cima dos mais humildes. O egocentrismo, os super-homens ou supermulheres, são sempre bem vindos, desde que vivam a humildade.

Hoje existe uma exagerada  exaltação aos vitoriosos, aqueles que atingem os mais altos degraus da fama, e preciso ficar atento que o "Ceu é o limite", ninguém pode subir à custa  dos sacrifícios dos outros, não adianta estar nos mais altos degraus da fama, com a moral toda enfiada na lama. A grande maioria dos políticos, para serem os primeiros, prometem ate o que não podem fazer.

Deus sempre ajudou aqueles que lutam honestamente pelo seu lugar ao sol, mas adverte que aquilo que conseguimos não é só para nos, é para todos aqueles que ajudam na nossa luta, é para o bem de todos. Cada um de nós deve fazer o possível para este mundo ser melhor. A maior de todas as vitorias que podemos alcançar é ser sempre o melhor par Deus e para os irmãos, o resto é passaporte para o inferno.

                                                                     

Deus abençoe a todos

                                                                   

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:54

Vouchers, Roupões, árbitros e aldrabões

por cunha ribeiro, Terça-feira, 03.11.15

Só quem não acompanha o futebol com lentes de ver ao longe é que poderá afirmar que os árbitros não têm sido influenciados, ou mesmo corrompidos pelos três grandes. Com maior persistência por uns do que outros? Concerteza; com maior retorno para os que mais têm apostado na sedução aos juízes?  Também;  mas todos eles com telhas de vidro, mais ou menos visíveis, a fragilizar-lhes a cobertura da honra clubística.

 

CR

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às 18:43

Da «Carta Aberta» do Presidente Alberto Machado aos aguiarenses

por cunha ribeiro, Terça-feira, 03.11.15

Extraio e cito o seguinte parágrafo:

 

«A proximidade às freguesias é claramente um exemplo do que temos vindo a fazer, realizando uma verdadeira descentralização acompanhada de recursos humanos, financeiros e materiais. Auscultamos profundamente os autarcas e dirigentes associativos, dando resposta aos pedidos efetuados com rapidez e eficácia».

 

Dois aspetos:

1º.  A minha leitura da primeira parte do parágrafo citado, quanto aos presidentes de Junta, é esta:  as suas queixas sobre a escassez de meios,  terão neste momento (a meio do mandato deste presidente de Câmara) menor razão para existir.  Será assim? Têm a palavra os presidentes de Junta.

 

2º. No que diz respeito aos dirigentes associativos posso testemunhar que, até ao momento, fomos, de facto, ouvidos por Alberto Machado, e este cumpriu com o que prometeu.

 

CR

 

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às 11:51

DESFABULAÇÕES - Notícias de Aguiar de 03-11-2015

por cunha ribeiro, Terça-feira, 03.11.15

Indigitação popular

 

A quem augura a Portugal o apocalipse, caso venha aí um governo de esquerda liderada pelo Partido Socialista, diria o seguinte: Em que contribuiu a direita, até hoje, para a felicidade da maioria dos portugueses, designadamente da classe média? Não foi ela - a direita – justamente, a grã causadora do retrocesso económico e social em que temos vivido?

Pode o leitor objetar, alegando que não foi só a direita a encostar o país à miséria. Claro que não. Mas sejamos honestos na definição dos conceitos: em sentido lato, a direita não é apenas a que veste “Lacoste”, bebe "D. Perignon", e tece laudas a Cavaco Silva; é também  a que enverga “Hugo Boss”, vai ao "Tavares", e faz a corte a Mário Soares. Ou, para simplificar, a direita tem duas caras: uma vive de aparências, a outra vive de ocultações; a primeira faz-se de honesta e virtuosa, mas é intrujona; a segunda, faz-se amiga do povo mas ama e trata bem as suas elites; a primeira é anti-sacarneirista e social-coelhista; a segunda, é anti-guterrista e social-socrática. Por isso - repito e sublinho -  se estamos falidos não foi por a esquerda (a autêntica) governar o país, nem foi por sermos afoitos na implementação da mudança. Os que nada querem mudar são como aquela respeitosa senhora que preferiu morrer às mãos do seu médico, que a tratou com desleixo, do que ser indelicada com ele, substituindo-o por outro.

 Portugal é um país de caseiros de duas “famílias” de “barões” que vão ocupando o poder com pouca criatividade, e nenhuma verdade. Esses senhores são o PS e o PSD. Os dois têm posto em prática duas políticas gêmeas : a da direita PSD e  a da direita P.S.

Num ato eleitoral, seja ele nacional ou autárquico, sempre que a direita, unipartidária ou coligada, alcança o poder por obra e graça da desunião dos partidos da esquerda, nenhum responsável destes partidos deveria sair à rua sem corar de vergonha. Aliás, Confesso que sempre estranhei este divórcio dos partidos de esquerda quando está em causa uma escolha tão óbvia como a de permitir ou não que o país seja governado pela direita. Digo o país, como poderia dizer a Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, a de Celorico da Beira, ou outra qualquer.

Vem a talhe de foice lembrar o que escrevi, a este propósito, no contexto das últimas autárquicas em Vila Pouca de Aguiar. Recorde-se que os partidos e coligação alegadamente de esquerda (P.S. e CDU) teriam alcançado a maioria caso tivessem tido o bom senso de se coligarem, desalojando a direita (PSD) do poder. Ninguém se sentiu na obrigação de esclarecer por que razão não houve coligação.  Todavia, mesmo que os responsáveis pela estratégia do "antes sós que mal acompanhados" fossem questionados sobre o assunto, aposto que se escudariam no argumento gasto da tradição. A tradição tem, pois, costas largas, e serve para justificar, não o que é racional e compreensível, mas o irracional e incompreensível temor da mudança. Contudo, devo dizer que a questão fundamental subsiste: Se uma coligação pode levar a esquerda ao poder por que razão se oferece de bandeja esse poder à direita?

António Costa, "surfando" a onda do revanchismo intrapartidário que usurpou o poder no interior do P.S., e por isso merece a reprovação ética de quem vê a política sob o plano da moralidade, e não da cobiça, considerando a nova realidade política, não deixa de merecer o meu aplauso pelo que está a conseguir fazer nos bastidores da denominada esquerda radical. É certo que ainda é cedo para sabermos se o puzzle vai ser bem montado, e se os resultados dessa montagem irão ser bons para o país.

CR

 

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às 10:56

O Filme

por cunha ribeiro, Terça-feira, 03.11.15

No dia de Todos os Santos, a tristeza toma conta de nós, invade-nos como a humidade em dias de nevoeiro. E foi tomado por tal tristeza que fui levar flores à campa de meus familiares. Lembrei-me então que aquele era o tempo em que meu pai ia todos os anos à Feira dos Santos, a Chaves, onde ficava, uma noite,  em casa do primo e amigo, Manuel Fiscal.

Um ano, já não me lembro qual, fui com ele. Depois de jantarmos, enquanto os primos mais velhos passearam pelas ruas a  petiscar aqui e ali,  e a ver guarda-chuvas, e demais bugigangas, nós os mais novos (eu e o Fernando, co-autor deste Blog) preferimos dar umas tacadas, no "snooker".

Mas o melhor viria depois – à meia noite, havia cinema. Tínhamos uns quinze ou dezasseis anos, e o filme que íamos ver destinava-se a “maiores de dezoito”. “Nenhum problema”- disse o meu primo - “ já somos espigadotes, dá pra passar”.

O título " Garganta funda" sugeria caminhos profundos e apertados entre ravinas, e um enredo com cavaleiros, caravanas, heróis, bandidos, assaltos de pistola em punho, "saloons" e um abnegado “cheriff” a tentar pôr ordem na “cowboyada” .

Entrámos, como previra meu primo, sem problema nenhum. A sala, completamente cheia, assistiu atenta e regalada a um dos filmes pornográficos mais famosos da época.

A.V.

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às 09:45

A MORTE E A VIDA

por Francisco Gomes, Segunda-feira, 02.11.15

O dia dois de novembro é mundialmente conhecido e respeitado como o Dia de Finados, o dia dos Mortos. É interessante, como neste dia, a vida reverencia a morte. Nos países onde predomina o Cristianismo, no dia de hoje, os mortos dão um verdadeiro Show.

O Rio de Janeiro tem quinze cemitérios públicos. Um na zona sul, o São João Batista e outro na zona norte, o São Francisco Xavier, também conhecido como "Cajú", numa alusão ao bairro onde é localizado. Os outros treze são nos subúrbios, bairros periféricos do Rio de Janeiro. O Cajú é o maior Cemitério Público da América Latina. É um complexo de cemitérios, tem dois pertencentes a Ordens Religiosas, um terceiro pertencente à Comunidade Israelita. Existem ainda dois Crematórios. No cemitério público e nos crematórios acontecem uma média de quarenta sepultamentos por dia, entre as nove e as dezassete horas.

Durante muitos anos, todos os cemitérios eram administrados pela Santa Casa de Misericórdia, há uns tempos para cá, a Prefeitura afastou a Santa Casa e entregou a várias empresas. Assim, cada uma procura inovar no Dia de Finados , por isso, acontecem uma série de eventos em cada cemitério, para atrair a presença de visitantes. Algumas já trabalham na elaboração dos programas há vários meses. A Igreja Católica participa, celebrando Missas de hora em hora em todos os cemitérios. Muitos deles, programam visitas aos túmulos das principais personalidades ali sepultadas, acompanhadas de professores de história, que explicam a história do Cemitério, sua importância para a sociedade e as personalidades que ali foram sepultadas.

Os Cemitérios São João Batista e São Francisco Xavier são onde descansam o maior número de personalidades, da vida artística, política, esportiva e outros. Muitas pessoas vão ali, somente para visitarem esses túmulos. Não existe ninguém no mundo, que não haja experimentado a morte de um ente querido, por isso, muitas pessoas vão apenas levar flores e acender velas, aos pés de um Cruzeiro, que cada cemitério tem num determinado lugar. Hoje, apenas nos cemitérios dos subúrbios, existem sepultamentos em covas rasas na terra, a maioria são sepultados em gavetas ou carneiros. Existem muitos jazigos perpétuos particulares. Dentro de algum tempo, só será sepultado quem tiver jazigo próprio, o restante será tudo cremado.

É interessante sentir todos este movimento que acontece no dia de finados, a força da morte sobre a vida. Os vendedores de flores, de velas, de pessoas se oferecendo para limpar os jazigos, fazem uma confusão, que mais parece uma feira. É um dia muito marcante na vida de muitas pessoas, que visitam para lembrar e reverenciar os seus entes queridos que ali repousam. É um dia de muita emoção e comoção. Ninguém morre enquanto permanece vivo no nosso coração.

Deus abençoe e receba a todos na sua Luz

                                                                   

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 00:13

O SONHO E O PESADELO

por Francisco Gomes, Segunda-feira, 02.11.15

A noite passada tive um sonho que se transformou em pesadelo. Sonhei que tinha morrido. Algum tempo depois, comecei a exalar mau cheiro, as pessoas correram a sepultar meu corpo. A minha Alma, minha principal identidade, se apressou a ir ao encontro de Deus, para receber os prêmios pela minha atuação neste mundo. Levava um relatório muito bem elaborado,  de tudo o que havia realizado de importante. Por isso, estava convencido de que iria ocupar um dos melhores lugares na eternidade. Afinal, havia participado de centenas de Missas, feito outras tantas comunhões, é verdade que algumas indevidas. Fizera inúmeras peregrinações e romarias, participara de muitas novenas e retiros, rezava todos os dias, ás vezes, até automaticamente, tinha sempre uma atuação destacada na Igreja, fizera várias palestras, procurava ficar sempre em lugares onde todos me vissem e notassem a minha presença. Achava com isso, que Deus iria me receber com todas as honras.

Quando fui levado à presença de Deus, me recebeu com muito amor e carinho. Disse que não precisava apresentar nenhum relatório, pois conhecia tudo a meu respeito e sabia de todas as minhas realizações. Disse que admirava e reconhecia tudo o que fiz. Mas, formulou-me algumas perguntas, que me deixaram arrasado: O que fizestes pelos teus irmãos mais necessitados? O que destes para eles em meu nome? Por acaso, eu não te coloquei no meio deles como meu representante? Quantas vezes fostes Deus para eles? Fiquei apavorado, pois não consegui responder a nenhuma das perguntas que me fez. Realmente, eu nunca fizera nada por ninguém. Eu passara a minha vida a procurar Deus no claustro das igrejas, na sumptuosidade das Basílicas, na majestade das Catedrais, no silêncio dos conventos e mosteiros. Nunca me toquei que aquele mendigo, esfarrapado e fedorento, que me estendia a mão, que eu virava o rosto para não  vê-lo, era Deus. Nunca reparei ver Cristo naquelas crianças famintas e maltrapilhas, que eu chamava de "pivetes". Eu nunca vira Cristo naquela imensa fila de doentes à porta dos hospitais, abandonados em seus leitos ou jogados pelos corredores, sem remédios e sem atenção. Eu nunca reparara o Cristo naqueles velhos abandonados em asilos, como "trastes" velhos, eu nunca olhara Cristo naqueles viciados, que muitas vezes escondem seus dramas nas drogas. Tantas situações que eu procurei evitar para não me comprometer.

Despertei, fiquei aliviado por que era um sonho, mas era a realidade da minha vida. Quantas  vezes eu tenho negado a presença de Deus nos meus irmãos? Deus foi muito generoso comigo, avisou-me em sonhos, quem sonha, tem condições de buscar a realidade, por isso, a partir de agora, não quero mais errar, procurarei usar meus conhecimentos, minha força de vontade, para reverter esta situação. Foi um sonho, mas se fosse a realidade eu estaria completamente perdido. A partir de hoje, quero viver o primeiro e grande Mandamento, amarei a Deus de todo o meu coração, mas o farei na figura do meu irmãos, que é verdadeiramente Deus para mim. Quem vive para amar a Deus na pessoa do nosso irmão é uma criatura realizada.

Deus abençoe a todos

                                                                  

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 00:07

POESIA - Fátima Monteiro

por cunha ribeiro, Domingo, 01.11.15

Não Queiras Mudar-me A Sorte

 

Perdida esta minha esperança
Num rumo desconhecido
As ilusões destroçadas
Já nada mais faz sentido
São frias as madrugadas
O sol ficou no poente
O dia ficou mais triste
Nunca mais eu vi a luz
Desde o dia em que partiste
Agora que já voltaste
Não queiras mudar-me a sorte
Que a saudade não se mede
Já a rosa secou na haste
E eu jurei para mim mesma
Que não mais te quero ver
Nem ouvir a tua voz
Porque me andas a seguir
Será que não repareste?

 

31 .10.2015 Fátima Monteiro

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às 15:01

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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