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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A JUVENTUDE QUE NÃO TIVE (Primeira Parte)

por Francisco Gomes, Sexta-feira, 11.12.15

 “Como recordação dos 65 anos que cheguei ao Brasil, resolvi escrever este texto.”

 “Que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância perdida, dos tempos que não voltam mais, da minha aldeia tão querida, que não esqueço jamais, das flores das  cerejeiras e da sombra dos carvalhais”.

 Fui uma criança como tantas outras que hoje vivem em Parada, vivi, porém, num tempo muito diferente, no seio de uma família humilde. Em nossa casa faltava tudo, só não faltava o carinho de meus pais e o aconchego de meus irmãos. A vida na lavoura era dura e difícil, a gente trabalhava de sol a sol, não tinha conforto e nem situação. Hoje ao ver os jovens da minha idade que têm tudo, vejo a diferença. Porém, ainda sinto saudades daquele tempo. Comecei a ter noção  da vida por volta dos sete anos.

Aos dezasseis vim para o Brasil, tive um período de nove anos para viver na minha aldeia, as alegrias e tristezas do meu tempo de rapaz.

Desde muito cedo tinha paixão pela leitura, só não tinha o que ler. Recorria a jornais velhos e revistas, às vezes em outro idioma. Guardava uma coleção de recortes de jornais e fotografias que cortava do que encontrava, algumas nem entendia o que eram. Foi por volta dos oito anos que comecei a frequentar a escola, era a plena realização, pois tinha comida e livros para ler. Meus pais nunca me compraram um livro, todo o curso primário eu lia nos livros dos colegas. Quando estava na terceira série, comecei a faltar á escola, minha Mãe não  me deixava ir, porque tinha que guardar as ovelhas. Como a professora começou a sentir a minha falta, denunciou ao Diretor em Vila Pouca. Um oficial ameaçou de prisão a minha Mãe se eu não fosse à escola. Eu fiquei feliz, pois nunca mais faltei á escola.

No encerramento do terceiro ano, durante as férias, fui várias vezes a Soutelo, aprender a ajudar à Missa, com o Padre João. Aprendi, ajudava à Missa em Latim, falava como um tagarela, sem saber o que dizia. Tudo era em Latim e o Padre de costas para o povo.

Em 1956, quando recomecei os estudos, o primeiro ano tinha Latim e foi então que consegui traduzir o que eu rezava nas  missas.

 Fiz o exame da quarta classe em Vila Pouca. Era o único de Parada, tinha alunos de todas as aldeias do Concelho. Começou às oito horas com a prova escrita. Ás catorze horas começava a prova oral, mas só fazia a prova oral quem fosse aprovado na escrita. Ao meio dia, encerrou-se e todos os alunos acompanhados de seus familiares foram almoçar. Eu fiquei sentado num banco, pois não tinha ninguém comigo e nem tinha dinheiro para nada. Ás treze horas saiu a relação dos aprovados. O nome era de acordo com a nota. O primeiro nome da relação era o meu. A única pessoa conhecida foi a professora, que me abraçou a chorar. Foi pagar um lanche para mim e ainda me deu uma nota  de vinte escudos. Na prova oral todos os professores vieram me cumprimentar.

Após os exames, procurei continuar os estudos, tentei até ser Padre, mas não consegui nada. O filho de uma família pobre não tinha a menor  chance. Os quatro anos que passei foi na serra da Padrela e guardar as ovelhas. Ainda consegui trabalhar algum tempo no viveiro e

na Chã de Vales. Mas não havia onde trabalhar e nem onde estudar. Em 1950, vim para o Brasil. Aqui, consegui estudar alguma coisa, pelo menos, já li um bocado de livros.

(Futuramente escreverei a segunda parte de uma Juventude que não tive.)

                                                           

Deus abençoe a todos

                                                       

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

 

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às 21:49

MAIS UMA HISTÓRIA

por Francisco Gomes, Sexta-feira, 11.12.15

A quarta figura da Família Ribeiro, é a minha tia e madrinha Laurinda de Jesus Ribeiro. Ela era casada com o Senhor Manuel António Gonçalves, ele era de Reguengo, Afonsim. Soube que ele tinha propriedades lá, mas vendeu e comprou em Parada. A casa da tia Laurinda era, inicialmente, em frente à Capela do Santo, onde hoje mora a Senhora Ermelinda Pico. Depois passou para aquela casa também de frente, que passou depois a pertencer ao meu tio João, o Guarda.

 A tia Laurinda tinha quatro filhos, o João que era casado com minha tia Alcina, irmã de minha Mãe, o Albino, que era casado com a Idalina, filha do Senhor João Figueira e Senhora Maria da Luz. Estes conheci em Portugal. No Brasil, conheci o Francisco Gonçalves, que era casado com a Maria José, de Mangualde. E a Maria Teresa, casada com o Tio António irmão de minha Mãe. O Tio João veio para o Brasil em 1943, o Albino veio em 1952. O Francisco, tinha duas filhas, a Liane e a Vera, ainda estão vivas no Rio de Janeiro . 

A Maria Teresa não teve filhos. O João teve três filhos, um ainda em Portugal, o João, e dois no Brasil,  o Manuel António e a Maria Augusta.

O Albino teve três filhos, um ainda em Portugal, e dois no Brasil.

( A vida do Tio João, tem um texto próprio).

 Em 1949, o tio João mandou vir para o Brasil a Tia Laurinda, a mãe dele, a tia Alcina e o João. Em 1950, mandou de volta para Portugal a Mãe tia Laurinda, mais o filho João. O Albino faleceu de um choque elétrico, em 1958.

Em 1959, quando o João foi para o exército, mandaram-no para Macau e a tia Laurinda voltou para o Brasil, onde faleceu em 1963, com 92 anos de idade.

Todos os filhos, noras e genros da tia Laurinda já faleceram.  O último foi a mulher do Francisco, no ano passado. Quando o neto João veio de Macau em 1965, veio para o Brasil. Morreu muito novo.

Dos filhos do Albino, faleceu o mais velho.

O filho do Tio João e da tia Alcina, o Manuel António, encontro muito com ele, tem um táxi.

A Maria Augusta, que mora em Teresópolis, desde 2010 não tenho noticias dela. Neste ano houve muitos deslizamentos nas cidades serranas e morreram muitas pessoas, não sei se ela está viva ou morta.

 

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Deus abençoe a todos

                                                 

Agostinho Gomes Ribeiro

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às 21:13

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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