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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


TUDO SERIA DIFERENTE

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 16.12.15

Hoje dia 16 de dezembro de 2015 se comemora 200 anos de um fato muito importante acontecido entre Brasil e Portugal. O Brasil deixou de ser colónia de Portugal. O Príncipe Regente D. João VI criou o Reino Unido, Brasil Portugal e Algarves. O Brasil e Portugal, bem como todo o Portugal Ultramarino, passaram a formar um Reino Unido, não havia mais colónias.

Nem a Proclamação da Independência do Brasil, em 1822, terminava com este Reino. Esse Reino só foi sepultado, pelo próprio D. João VI, em 1825, quando reconheceu a Independência do Brasil. Poucas pessoas lembram disto, pois a memória é muito curta.

A História da Humanidade narra o que aconteceu não o que poderia ter acontecido. Mas os erros e as paixões dos homens, muitas vezes, levam seus Países, a situações críticas e perigosas. O episódio da Independência do Brasil estava evidente, desde que D. João permitiu que  o filho D. Pedro ficasse como Regente do Brasil, quando ele voltou para Portugal. Era natural colocar a coroa na cabeça do filho, quando tinha a certeza de que muito breve, algum aventureiro o faria. Principalmente naquele tempo, quando por todos os lugares havia lutas pela liberdade, a América do Sul estava se formando e se fragmentando, pois o Brasil sozinho é maior do que todos os outros Países formados neste Continente. Portugal, um País pequeno, limitado, conseguiu manter unido este imenso território, não permitiu que nenhum aventureiro tomasse conta de algum pedaço.

 Em tudo, tanto no Brasil como em Portugal, as condições seriam diferentes, Portugal pertenceria ao Mercosul e a Organização dos Estados Americanos  e o Brasil pertencia à Comunidade Europeia, à Confraria do Euro e a OTAN. Nenhuns dos dois precisariam andar de pires na mão, a mendigar uma ajuda dos Países Ricos.  Nos dias atuais, o Senhor Cavaco Silva seria o Presidente do Reino Unido e a Senhora Dilma Primeiro Ministro do Brasil. Ainda mais quando os dois lutam com problemas financeiros, contra a corrupção e o roubo. Isto são as minhas suposições, mas a realidade, só Deus sabe qual seria.

                           

Deus abençoe a todos

         

Agostinho  Gomes   Ribeiro

 

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às 21:09

A JUVENTUDE QUE NÃO TIVE (segunda parte)

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 16.12.15

Para eu poder vir para o Brasil, precisou o meu cunhado Manuel Alla, o marido da minha irmã por parte de Pai, a Ana, me mandar uma carta de chamada. O meu caso era mais difícil, porque eu era menor de idade. O meu Padrinho tio Firmino é que me ajudou em tudo. Tive que  ir a Vila Real pedir a autorização militar. Consegui essa autorização porque eu havia nascido em 23 de dezembro de 1932, mas o meu Pai me registrou no Civil como nascido em 01 de janeiro de 1933, por isso eu tinha menos um ano. Um casal de Vilela do Tâmega, o Senhor Manuel e Senhora Idalina, vieram a Vila Pouca para assinar no notário o termo de responsabilidade sobre mim. Eu vi esse casal na hora do embarque em Leixões e só voltei a vê-lo no Rio de Janeiro, quando o meu irmão António assinou  o termo liberando o casal.

O  meu tio e primo  João Batista Ribeiro Gonçalves mandara para meu Pai 11.600 escudos para pagar a passagem, arranjar os documentos e comprar alguma roupa. Cheguei no dia 26 de novembro de 1950, eram 20 horas quando desembarquei. Fui para casa do meu tio António, irmão de minha Mãe, que era casado com a Maria Tereza, minha prima, irmã do João. Eles moravam em São Cristóvão, tinham uma casa muito boa e não tinham filhos. Fiquei a morar com eles, mas mais como escravo do que como filho. Dois dias depois fui trabalhar para Copacabana. Era o restaurante Lido, de dia era restaurante e de noite era boate. Eu só podia trabalhar de dia por causa da  idade. Comecei a trabalhar na limpeza no lugar de uma colega doente. Um mês depois o colega voltou e eu fui transferido para a cozinha como lavador de pratos. O primeiro mês de salário foi de 200 cruzeiros.

 Alguns dias depois da minha chegada o tio João me apresentou a divida, era de 14.800 Cruzeiros. O presente que recebi no primeiro Natal que passei no Brasil foi essa divida. Passei a noite toda sem dormir a pensar como pagar essa divida a ganhar esse salário. Eu tinha completado l7 anos. Saía de casa às cinco horas, pegava um bonde para o centro da cidade, dali pegava outro para Copacabana. Chegava às seis e meia para começar ás sete. À noite fazia o mesmo itinerário, saía de Copacabana ás 19 horas e chegava em casa ás 20,30 horas.  Chegava em casa tinha que lavar a louça que a minha tia usava durante o dia. Minha folga era segunda feira, era o dia que mais trabalhava em casa.

 Na boate, à noite, trabalhavam dez garçons. No segundo mês de trabalho eles me pediram para eu arrumar os pratos e talheres de cada um, limpa-los com álcool e coloca-los no salão. Cada garçom me daria vinte cruzeiros a cada sexta feira.  Passei a receber cada sexta feira o que ganhava no mês. Com o salário já tirava mil cruzeiros. Trabalhava muito, mas valia a pena. Em maio de 1951, o Diretor Geral, mandou me pagar o salário de maior, passei a receber 800 cruzeiros por mês. Com isto, chegou em julho de 1952 eu havia liquidado a minha dívida. Pedi ao tio João que não falasse nada para ninguém. A partir de então comecei uma guerra com meus tios pois eles não permitiam que eu comprasse nada. Eu andava com umas roupas que sentia vergonha de mim mesmo, com sapatos furados. Fui registrado como trabalhador de carteira assinada no dia 01 de março de 1952. Fiz esse serviço até julho de 1954, quando fui transferido para o aeroporto, agora como garçom.

                                                               

Deus abençoe a todos

                                                          

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:01

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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