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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A JUVENTUDE AINDA QUE TARDE

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 30.12.15

A partir de julho de 1952, quando acabei de pagar a dívida da minha passagem, passei a forçar a minha liberdade. Meus tios que não deixavam comprar nada, ir a um cinema ou teatro, a todo o momento jogavam na minha cara a dívida que eu tinha que pagar. Eu sempre gostei muito de trabalhar em silêncio, não ficar a falar com ninguém da minha vida. A minha vida só a mim diz respeito. Por isso, paguei tudo e pedi ao tio João que não falasse com ninguém. Comecei a comprar roupas, a sair da rotina, a comprar um livro, ir a um cinema, o que era mais importante comecei a namorar. Com isso, comecei uma guerra com meus tios e saí de casa deles, fui morar com um colega em Copacabana. Dividíamos o aluguer de um quarto. Mas passados alguns meses, o meu irmão precisava alugar uma casa, resolvi ir morar com ele e pagava metade do aluguer.

Comprei um titulo de Sócio da Beneficência Portuguesa, tinha direito a médicos, remédios, internações, cirurgias, até asilo, por toda a vida. Hoje é muito triste ver tudo sucatado e a Beneficência falida, não tem mais nada. Hoje temos que pagar um Plano de Saúde, pois a Saúde Pública está uma vergonha.

Em julho de 1954, o Diretor Geral da firma, um alemão muito meu amigo, transferiu-me para o aeroporto Santos Dumont, como garçom, para um restaurante novo que a firma havia inaugurado. Ali, consegui juntar um bom dinheiro. Em 1960, comprei uma loja no mercado, onde a partir de janeiro de 1962, passei a trabalhar de sociedade com meu irmão. Ele conhecia os lavradores, mas não tinha como comprar a loja. Em 1969, com a morte de um lavrador que nos fornecia mercadoria, a situação ficou complicada, eu resolvi sair do mercado e fui trabalhar para a Varig, onde comecei em 15 de abril de 1969, com supervisor de compras. Naquele  tempo a Varig era uma potência.

Em 1975, com a inauguração do Aeroporto Internacional, fiz uma prova e passei para supervisor de pista.

Pedi demissão na Varig. Mas não pude ser admitido na Arsa, administradora do aeroporto, por causa de um convênio com a Varig, que não podiam ser admitidos antes de seis meses, todos os que pedissem demissão. Tive oportunidade de voltar para a Varig, mas não quis. Conheci um empresário Paulista, levou-me duas semanas para São Paulo para conhecer a indústria e depois passei a representante no Rio de Janeiro, onde trabalhei até 2008.

Quando fui a Portugal em 2008, enquanto eu estava lá, morreu o principal dono da Indústria. Quando cheguei de volta, tinha assumido um filho, que queria fazer modificações. Resolvi encerrar e pedi a minha aposentadoria.

A minha ida para o mercado em 1962 sepultou a minha vontade de fazer uma faculdade. Além de não dispor de tempo para estudar, passei a viver num ambiente onde só o dinheiro tem vez. No meio dos negociantes do mercado “um burro carregado de joias é um doutor”. Era uma ignorância total. Consegui comprar o terreno e construir minha casa, não posso me queixar. Mas intelectualmente perdi tudo. Eu casei em 1963, tenho dois filhos, os dois estão bem empregados, o mais novo já está há 24 anos nesse emprego, mas nenhum fez faculdade.

Houve um tempo que me sentia muito frustrado por não conseguir um diploma. Hoje, me conformei, não falo de orgulho, mas conheço mais do que muitos com diploma. O importante é ser feliz. Vou fazer 83 anos, quase mais nada espero da vida. Sou muito feliz pela época em que vivo. Vim do nada e hoje posso escrever num computador.

 

Agostinho Gomes Ribeiro

 

 

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às 21:16

O ANO NOVO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 30.12.15

Atrás de nós está a ficar o cansativo ano de 2015. Foram 365 dias de convivência. Não foi aquilo que esperávamos, mas foi aquilo que  Deus permitiu. Aliás, tenho que agradecer ao ano que se vai, pois manteve a minha vida quando tantos a perderam e outros estão a sofrer nos leitos dos hospitais. Cada ano que termina é um pedaço que leva do nosso já curto caminho. De ano em ano, lá se foram 83 que não voltam jamais. O ano de 2015, como todos os outros que já se foram, dentro de alguns instantes será lançado no imenso areal dos séculos, onde permanecerá esquecido para sempre. Adeus 2015, não me destes nada de extraordinário, apenas mantivestes  a minha vida, permitistes que eu revesse a minha  aldeia, o meu País, encontrasse os grandes amigos que por lá arranjei. Basta isso para sentir saudades de ti.

Á minha frente já surge o ano de 2016. Será recebido com fogos e com festas como foram todos os outros. Não sabemos nada a seu respeito, nem o que trazes escondido em seu bojo. Tudo para nós serão surpresas e novidades. Sabemos que serás o ano olímpico para a cidade do Rio de Janeiro, que terás 366 dias, pois será um Ano Bissexto. Tudo em nossa vida vai mudar. Nova data, novos calendários, novas agendas, em cada página mensagens de otimismo. Na medida em que os dias forem passando, a gente vai se conhecendo. Certamente, teremos bons e maus momentos, mas teremos muito tempo para conviver.

 Sabemos que muitos vão nascer e outros tantos vão morrer durante o ano. É a marcha detentora do tempo que não perdoa. Esperamos que aqueles que nascerem sejam fruto do amor entre as pessoas, os que morrerem seja para o encontro definitivo com Deus. Esperamos um ano de progresso e de paz para toda a humanidade, que não haja ódio e nem rancor, que não aconteçam assassinatos e nem atentados terroristas.

Que os homens se olhem como irmãos, não como inimigos, que nossa Terra Mãe seja amada e preservada. Que a esperança seja a caravela que impulsiona a nossa vida, rumo ao amor, tendo  Deus como Timoneiro.

Feliz Ano Novo. Adeus 2015 e Bem Vindo 2016.  

 

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 21:06

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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