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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Agostinho Rodrigues

por cunha ribeiro, Sábado, 06.02.16

   “ PARADENSES QUE PARTIRAM PARA O BRASIL QUE NUNCA MAIS VOLTARAM A PARADA “

 

Começando pelo fundo da nossa aldeia – embora sendo eu ainda um pequeno petiz, ainda tenho certas recordações das suas feições e as famílias de que faziam parte. E, deste modo: começo por falar no ERNESTO PINTO SILVA, que era filho da senhora Emília Silva. Quando partiu para o Brasil, já era casado. Não sei se foi com a esposa ou se foi ele primeiro e depois a esposa. O certo é que depois de ter saído de Parada – nunca mais visitou a mesma,- acabando por ter falecido num trágico acidente de viação como foi de conhecimento público.

Também, bem perto deste, partiu o seu vizinho ABÍLIO (BALDEIRO), filho da senhora Marquinhas, deixando Parada a caminho do Brasil, onde já estava a sua irmã Adélia, casada com António Ribeiro, falecido há bem pouco tempo e, irmão do nosso ilustre escritor Agostinho Ribeiro, sem nunca mais ter visitado a aldeia que o viu nascer.

A seguir, mais três primos deste com os seguintes nomes, AGOSTINHO FARIA, irmão do falecido Domingos Faria, bem como os seus primos, DOMINGOS E LUISA, filhos do senhor Bernardino e Joaquina. Saíram de Parada e nunca mais voltaram à sua terra Natal. Terá sido porque constituíram família e, daí que, a vida nunca mais se tenha proporcionado para que tal tivesse acontecido? Ou os sonhos imaginados enquanto jovens não lhes tivessem sorrido para que surgisse esse efeito? Fosse como fosse – o certo é que nunca mais voltaram a visitar a aldeia que os viu partir.

Mais acima, da Praça da Cruz-Carreira, em tempos conhecida pelo lugar das mentiras – outro jovem Paradense, de nome ZECA MOUTINHO, filho do senhor Antoninho Moutinho e da senhora Laurinda Freitas, também partiu para terras de Vera Cruz em procura de um melhor futuro de vida como todos os outros e, por lá ficou sem nunca mais ter visitado a família e a terra onde nasceu. Outro primo deste, de seu nome DAVID PINTO MOUTINHO, irmão do Rogério, Maria Adelaide e Otília, filhos do senhor José Pinto e senhora Jorgina Moutinho, também fez como todos os outros já mencionados. Por lá se acomodou sem nunca mais ter visitado a aldeia e a família.

Todos estes Paradenses que partiram cheios de sonhos na aventura de procurarem um nível de vida melhor - tanto para eles como para os seus familiares teriam sido atingidos? Ou será que a vida tenha sido madrasta e nunca lhes ter sido possível satisfazer o ensejo a que se propuseram. Deixo aqui a pergunta para quem saiba algo mais sob este assunto – nomeadamente familiares destes Paradenses que se disponham a contarem algo mais destes jovens expeditos que à época já eram muito à frente.

Quero deixar aqui bem explícito que - ao estar aqui a nomear o nome destes Paradenses que nasceram e foram criados em Parada, mais não é do que relembrar o nome dos mesmos, visto muitos deles terem saído de Parada há mais de 60 e muitos anos. O sentido é apenas este.

Termino com um grande abraço para todos os Paradenses e amigos do Blogue de Parada de Aguiar e, quando tiver oportunidade - a história terá continuidade com outros filhos da terra.

Agostinho Rodrigues

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às 18:31

Paulo de Morais

por cunha ribeiro, Sábado, 06.02.16

Por, Francisco Teixeira da Mota, Jurista:

 

Paulo de Morais ficou seguramente desiludido com os resultados da sua candidatura presidencial. Uns meros 2,16% dos votos e um 7.º lugar na lista dos concorrentes a seguir a Tino de Rans não são motivo para regozijo. É certo que o facto de não ter tido bons resultados na candidatura a presidente da República não quer dizer que a sua luta contra a corrupção não seja popular. Poderão os eleitores, mesmo concordando com essa luta, ter optado por votar em figuras mais presidenciáveis.

Mas se neste aspecto Paulo de Morais não tem motivos para festejar, já no campo da Justiça deve estar contente: no passado dia 22 de Janeiro, em plena campanha eleitoral, o tribunal de instrução criminal do Porto decidiu não o levar a julgamento numa queixa-crime apresentada por um ex-autarca.

Num programa da “CMTV, em 2014, Paulo Morais ao falar da nossa fascinante vida política afirmou o seguinte: "É muito estranho quando vemos pessoas como Luís Filipe Menezes a ganhar 4 ou cinco mil euros por mês, não faço ideia quanto ganha o presidente da câmara de Gaia, e a apresentar propriedades de meio milhão ou milhão de euros. Além disso, em Portugal, a juntar à corrupção depois ainda há parolice, que é a vontade de ostentar. Portanto, já não basta serem corruptos ainda são parolos". E mais à frente, ainda disse o seguinte: “Quem anda na vida pública, seja lá quem for e qual o cargo que tenha tem de dar contas da sua vida patrimonial, só não tem que dar contas da sua vida íntima, isso não tem nada a ver. Agora da sua vida patrimonial tem de dar contas. E por isso o caso de Menezes, o caso de Mesquita Machado etc... que acumularam fortunas colossais é inconcebível a menos que eles viessem explicar cabalmente onde é que eles foram buscar o dinheiro. É que o problema não é de inversão do ónus da prova no plano jurídico, é uma questão de probidade”.

O ex-autarca, naturalmente, não gostou e queixou-se criminalmente já que, no seu entender, o outro ex-autarca o havia difamado e no final do inquérito em que foram ouvidas testemunhas e juntos diversos documentos, Luis Filipe Menezes apresentou uma acusação contra Paulo de Morais pelo crime de difamação agravado com publicidade e calúnia. Foi, então, a vez de Paulo de Morais requerer a instrução, isto é, solicitou que um juiz apreciasse a acusação e a prova existente no processo e decidisse se devia ir a julgamento ou não já que entendia não ter praticado qualquer crime.

O juiz de instrução só deve enviar para julgamento os casos em que haja indícios suficientes que são aqueles que, constando do processo, convencem o juiz da culpa do arguido e o fazem prever, com uma razoável probabilidade, que, se for julgado, irá ser condenado. Costuma dizer-se que o juiz deve fazer seguir para julgamento o processo quando cria a convicção que é mais provável uma futura condenação do que a absolvição e deve arquivar o processo, quando sucede o contrário.

Para o tribunal, as afirmações de Paulo de Morais para poderem ser apreciadas em termos legais, tinham de ser enquadradas na realidade. Ora, segundo o tribunal, estava-se perante a manifestação de uma opinião de uma pessoa pública e política sobre outra pessoa igualmente pública e política, isto é, pessoas que saindo do anonimato e aceitando cargos ou lugares públicos se tornam relevantes socialmente em termos de a liberdade de expressão e o direito à informação sobre as mesmas se ampliarem.

Por outro lado, o facto de o ex-autarca Luis Filipe Meneses se ter feito fotografar numa valiosa quinta em Baião para uma revista cor-de-rosa, justificava plenamente a “estranheza” de Paulo de Morais e quanto à expressão “parolice”, o tribunal desde logo considerou que tal expressão não tinha relevância, gravidade ou peso que justificassem a sua criminalização. Isto é, ninguém gostará de ser chamado “parolo”, será desagradável, indelicado ou mesmo grosseiro mas daí a ser crime vai uma enorme distância. Acresce que, como Paulo de Morais tinha afirmado no seu requerimento para a instrução, Luis Filipe Menezes estava “bem habituado e quantas vezes fora protagonista de linguagem truculenta até na praça pública”. Paulo de Morais lembrou que o seu acusador tinha, por exemplo, chamado a José Pacheco Pereira “ a loira do PSD” e quanto a Rui Rio tinha falado do seu “amor pela música pimba”.

Mas, sobretudo, o tribunal entendeu que Paulo de Morais com as suas declarações visava dar cumprimento a uma exigência do Estado de Direito –uma explicação cabal sobre a origem do dinheiro no caso de uma figura pública e política – e não ofender ou por em causa o bom nome e a consideração de Luis Filipe Menezes, mesmo que as expressões utilizadas fossem exageradas ou contivessem imprecisões ou erros.

Para o tribunal não fazia sentido levar Paulo de Morais a julgamento e assim o decidiu. Paulo de Morais ficou triste mas descansado: não foi para Belém mas também não irá para o Aljube.

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às 18:30

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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