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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O MUNDO DOS CONTRASTES

por Francisco Gomes, Domingo, 14.02.16

Não sei se existe no mundo um País como o Brasil. Em quatro dias esquece todos os dramas, que não são poucos e oferece ao mundo tantas imagens de alegria, prazer, gozo e felicidade. Não podemos nos comparar em qualidade de vida a uma Noruega, Suécia, Suíça, Finlândia e outros modelos de desenvolvimento, sem mazelas, com todas as questões resolvidas. No entanto,  estes países também não se comparam ao Brasil em festas  coletivas como o Carnaval e outras, desafiando a teoria dos psicólogos, psicanalistas e psiquiatras.

Antigamente se dizia que o carnaval era o “ópio” do  povo. Não é fácil entender que qualquer motivação leve o povo à euforia, embalado por músicas e danças. Levam para a rua verdadeiras multidões, milhões de foliões, alguns mascarados outros ao natural, pulam, cantam e dançam sem se preocuparem com  os problemas que os esperam.

Olhando a Passarela dos Desfiles, quantos carros alegóricos, samba no pé, corpos seminus, “perfeitos” graças às malhações e aos anabolizantes. É preocupante o que estes desfiles estão a fazer com homens e mulheres que querem aparecer em suas escolas.

Eu acompanho os desfiles pela Televisão. Tiro minhas conclusões daquilo que vejo. Nunca participei de um desfile e nem tampouco fui ao Sambódromo ver qualquer desfile. Não sou contra de quem gosta, eu realmente também gosto de apreciar. No entanto, fico a meditar como se explica que esta festa coletiva, aconteça num País com tantas dificuldades. Esse mistério continua a desafiar quem estuda este fenômeno.

Na quarta feira de cinzas, enquanto revia os desfiles, o maior espetáculo da terra, deixando muitos turistas espantados, uma nota chamou a minha atenção. Via que muitas crianças participavam dos desfiles, mas, segundo a nota, nenhuma tinha menos de sete anos, conforme a resolução do Juizado da Infância e Juventude.

Logo a seguir veio um noticiário, que me deixou espantado. Um menino fardado, ao lado dos destroços de um carro na Síria. A legenda dizia ser um soldado do Exército Islâmico, com a mão direita levantada, segurava um detonador. Acabara de  gritar “Allahu Akbar” (Deus é grande) e explodira o carro que conduzia prisioneiros. A idade deste menino, quatro anos. Cheguei à conclusão que o mundo é cheio de contrastes.

   

Deus abençoe a todos

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro 

 

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às 21:35

O BRASIL PERDEU FEIO

por Francisco Gomes, Domingo, 14.02.16

Há muito tempo que o Brasil vem perdendo feio. Perdeu para construir doze estádios, verdadeiros elefantes brancos, que hoje estão fechados sendo comidos pelo tempo. Estas construções foram umas afrontas à sociedade, porque foi gasto dinheiro que hoje está a fazer falta. Perdeu feio quando a FIFA foi isenta de impostos, quando deveria pagar mais de 500 milhões. Perdeu feio e continua a perder para a corrupção, pois os orçamentos da Copa eram e um bilhão e meio e foram gastos mais de oito bilhões.

Perdeu feio, quando em pleno Maracanã levou de 7x1 para a Alemanha. Isto foi muito ruim,  pois se o Brasil ganhasse a Copa, ninguém ia saber de nada, tudo seria engolido pelas festas. O povo já estava insatisfeito, mas mesmo assim, mais de 50 milhões de eleitores, venderam o voto por uma Bolsa Família. O Brasil voltou a perder feio, pois o governo eleito parou o País, desvalorizou a moeda, aumentou a inflação e o desemprego. Hoje querem o “impedimento” do Presidente, mas como, se o País já teve loteado o Segundo e o Terceiro Escalão, pelos deputados e senadores, para colocarem seus afilhados. Esses mesmo que irão votar o impedimento.

Perdeu feio, quando o governo iniciou o segundo mandato, foram votadas medidas impopulares, pedaladas, mentiras,  só falam em aumentar os impostos. Quer mais dinheiro para os corruptos levar. Durante o ano de 2015 foi um perder constante. A corrupção na Petrobrás está violenta. Metade do pessoal do PT está preso ou sendo investigado. O País está a perder para o Mosquito, para a Dengue, para  Zica, para a Microencefalia.

Iniciamos 2016, o Brasil continua a perder feio perde para a violência, traficantes, roubo de cargas, assaltos a caixas  eletrónicas, todos têm medo  de serem assaltados nas ruas. Perde para a Inflação, para o desemprego, perde na Educação, os professores em greve e as Universidades sem dinheiro. Perde para a saúde, hospitais fechados, filas enormes de pessoas doentes. 50 milhões de jovens em idade  escolar fora das salas de aula. Perde feio para o desenvolvimento cientifico, saneamento básico, água para as cidades e planeamentos urbanos. Perde feio para o transporte público, os projetos não saem do papel. Maquina Administrativa muito pesada. Ninguém fiscaliza ninguém, o roubo está descarado. A Justiça está a fazer vista grossa e ouvidos moucos. Só vai para a cadeia o pobre e o preto.

Estamos próximos de perder o trem da história que seria o Impeachment, mas não virá, pois quem poderia decreta-lo, já está vendido, a sua consciência já se evaporou. Diante disso, não sabemos onde o Brasil vai parar.

   

Deus abençoe a todos

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro  

 

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às 21:27

A Essência de um Orçamento do Estado

por cunha ribeiro, Domingo, 14.02.16

TODOS OS O ORÇAMENTOS DE ESTADO DEPOIS DA APROVAÇÃO DE BRUXELAS SÃO UMA ESPÉCIE DE:

PLANOS DE EMAGRECIMENTO COMPULSIVO (PEC)

 

Recordam-se do famigerado PEC? O plano económico-financeiro do governo de Sócrates que, com todas as letras, se chamava: Programa de Estabilidade e Crescimento? O tal que visava colocar os portugueses que trabalham por conta de outrem na ordem, congelando-lhes os salários, e obrigando-os a pagar mais impostos, para que as contas públicas fossem decentes e aceitáveis aos olhos da “Corte” que se acastelou em Bruxelas?

Mas o que era, então, esse tal de PEC? Para um leigo em matéria de siglas, como eu, o PEC não passava de um PLANO DE EMAGRECIMENTO COMPULSIVO.

Que podia explicar-se assim: Primeiro: – Tratava-se de um PLANO “inventado” pelos ricos, para continuarem a viver à custa dos pobres; Segundo:   – era um Plano de EMAGRECIMENTO, porque os pobres foram obrigados a “fugir” do super-mercado e a desligar a arca frigorífica, visto os seus vencimentos terem sofrido um arrefecimento súbito, ou congelando por tempo indeterminado. Com a agravante de uma espécie impostos com outro nome lhes subtraírem uns bons “cifrões” ao salário destinados a derreter em cocktails de ricos; Terceiro: – era COMPULSIVO porque os pobres deste desgraçado país não tiveram outro remédio senão cumprir o diabo do Plano.

Os Orçamentos de Estado aprovados por Bruxelas são, portanto, PECS como os de Sócrates.

 

Cunha Ribeiro

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às 19:22

Inteligência e Bondade

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 11.02.16

Falar de inteligência não é tão simples como fazer uma redacção sobre a Primavera. A inteligência é vária e escorregadia como conceito. O que para uns é erótico, para outros é pornográfico. O que para uns é espontâneo, para outros é espalhafatoso. Os limites entre a ponderação e a chatice; a determinação e a teimosia; a sensualidade e a vulgaridade são tão ténues como o limite entre inteligência e esperteza por exemplo. Depende tudo do nosso ponto de vista, e o conceito de inteligência também.  A Inteligência depende dos nossos referenciais familiares, do nosso nível de instrução, das nossas habilidades e limitações. Depende dos livros que lemos, dos filmes a que assistimos, dos professores que tivemos, da escola que frequentamos, da fé e valores que nos foram ensinados e de que forma foram ensinados. Depende da nossa própria natureza; daquela nossa porção que não dependeu de nada nem de ninguém.

Mas o que define a inteligência? O que caracteriza alguém realmente inteligente? Lembro-me de ouvir falar na inteligência como uma capacidade intelectual associada à lógica, ao bom raciocínio matemático. Inteligente era quem se dava bem com os números. Este pensamento está equivocado? Não e sim. Lidar bem com os números é realmente um indício de inteligência, mas muitas outras habilidades denotam inteligência, como por exemplo ter bom ouvido musical, expressar-se bem e ter a noção de espaço. Hoje sabemos que existem vários tipos de inteligência, mas esse será assuno de um próximo texto.

Há dias deparei com um pensamento de um escritor português com o qual me identifiquei de imediato. Dizia que acima da inteligência humana está a bondade.

Infelizmente, o nosso quotidiano desmente a todas as horas e em todos os sítios em que haja homens  a hierarquia proposta pelo escritor. A inteligência usufrui na sociedade um estatuto superior à bondade.

Fulano exporta, não se sabe para onde, milhões, vindos não se sabe de onde, foge ao fisco, compra um bairrro ou quarteirão numa Vila ou cidade qualquer, e lá estamos nós a admirá-lo e a elogiá-lo, enquanto nos esfarrapamos na conquista da sua "amizade", mesmo que dissimulemos  na nossa admiração uma ponta (às vezes com rabo grande) de inveja.

Sicrano  paga os seus impostos, cumpre as suas obrigações, trabalha no duro, ajuda com o pouco que sobra a sua família. os seus vizinhos e amigos, aqui del rei que é um trouxa ou um otário. Se o seu altruísmo ainda vai mais além, não se importando com o seu próprio bem estar em benefício do próximo, então, além de trouxa e otário é também um pobre coitado.

Estamos num tempo em que a chico-espertice tomou conta do mundo e anda por aí a poluir o ambiente luso, esse resto de Portugal que ainda vai resistindo à invasão da barbárie endinheirada, vinda de todos os cantos do mundo e de alguns recantos do próprio país.

Estamos num tempo em que os seres mais admirados e respeitados têm muito dinheiro em bancos sem nome, muitos negócios com entidades sem crédito, e muitos amigos na Assembleia.

Estamos num tempo em que a ganância se inseminou no útero das criaturas, e já circula no sangue dos homens, para os engolir e devastar.

 

 

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às 08:29

UMA FAMÍLIA PAROQUIAL

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 10.02.16

Uma família Paroquial é composta de pessoas que participam de uma Comunidade, Igreja. Geralmente, são compostas de duas categorias: os Clientes e os Sócios.

Os Clientes são aqueles que consideram a Igreja um tipo de mercado que tem tudo. Pedem os serviços que precisam como vão pagar, exigem preferência no atendimento. Os  serviços normalmente pedidos são Batizados, Casamentos, Festas de Aniversário, como Bodas de Prata ou ouro, Missas festivas de 15 anos ou de finados, sétimo dia. Tudo o que é material, é exigido à risca. Discutem preços, pedem parcelamentos, pesquisam locais mais baratos, exigem preferência e rapidez. Porque pagam os preços combinados, fazem uma porção de exigências. As Missas devem ser rápidas, não poderá haver sermão, pois o Padre pode falar alguma coisa que desagrade aos convidados, os cantos devem ser mínimos. Se não sair como foi combinado, falam mal da Igreja, criticam o Padre, arrasam a Comunidade. Tudo é ridicularizado.

Os Sócios ao contrário, são pessoas que consideram a Igreja como a segunda casa e a comunidade como uma grande família. Defendem os princípios morais e religiosos, promovem as festas e se colocam à disposição para ajudar no que for preciso. O Padre é o responsável, mas não é o dono da Igreja. Ele deve ser ouvido, consultado, afinal suas palavras são sempre de estímulo à comunidade. Os Sócios ajudam a Igreja pagando seus tributos paroquiais, procuram viver intensamente os Mandamentos da Santa Igreja.

Embora o Padre seja a autoridade máxima, quem administra a Igreja é a comunidade. São pessoas participantes das várias Pastorais e Ministérios Leigos. É eleito a cada três anos um Conselho de Pastoral que dirige e administra a Igreja. Tem ainda a Assembleia Geral, que é composta de duas pessoas de cada Pastoral e Ministério, que se reúnem duas vezes por ano, para fiscalizar a atuação do Conselho Administrativo.

Atualmente tenho duas funções, participo da Assembleia como membro da Pastoral Social, pelo trabalho na Farmácia da Comunidade e ainda como Ministro Leigo, da Consolação e da Esperança, pelo trabalho no Cemitério, dois dias por mês. É muito fácil descobrir numa comunidade, quem é Cliente e quem é Sócio.

   

Deus abençoe a todos

      

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:39

NÃO É NADA DISSO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 10.02.16

Existem muitas coisas que para serem entendidas, basta apenas um pouco de lógica. O Brasil enfrenta uma das maiores crises económicas da sua história. A economia estagnou e o País parou. Todos colocam a culpa na economia mundial. Mas na América do Sul, o Brasil é o único País em crise, sem contar a Venezuela que já parou há muito tempo. Logo não pode ser culpada a crise internacional. A China também é apontada como vilã responsável pela desgraça brasileira, isto porque nós, ao longo dos anos, permitimos que nossa economia se torne dependente do que acontece por lá.

Um professor de economia da Universidade de Coimbra publicou um livro sobre a situação do Brasil e porque os brasileiros vivem a culpar os estrangeiros pelos seus fracassos. Chegam ao ponto de culpar a colonização portuguesa pelo atraso do povo. O Brasil, apesar de proclamar sua independência em 1822, desde 1808 ele era independente, têm mais de duzentos anos de País livre. No Brasil o estrangeiro sempre é culpado porque não conseguimos vencer o trauma da nossa incompetência e confessar o nosso atraso. A colonização portuguesa, foi de fato a responsável por este imenso território de dimensões continentais, que o Brasil recebeu. Um outro País deixaria que se formassem no mínimo quatro países dentro deste território. Basta olhar o mapa da América do Sul e constatar a quantidade de países que a colonização espanhola deixou formar. 

Talvez o atraso do brasileiro seja pelo imenso continente que recebeu e não estava preparado para isso. Em 1982 um sociólogo americano Nathaniel Left, publicou um livro sobre o Subdesenvolvimento do Brasil, que é crônico. Isto gerou a falta de patriotismo, daí os roubos e os saques ás instituições públicas, provam a falta de ética e de amor pela terra. Apontou também o aumento de religiões que tornam as pessoas mais atrasadas.

As dez maiores fortunas do Brasil, cinco são Pastores e donos de Igrejas. Exploram a ignorância do povo, cobram dízimos absurdos, sem nada oferecer em troca. Estes Pastores são proprietários de mansões, frotas de carros, iates e até aviões. Colocam tudo em nome das Igrejas, para não pagarem impostos ao País. Nos Estados Unidos, estes homens estariam na cadeia como sonegadores. No Brasil, o povo os elege para o Congresso Nacional. O povo atrasado paga rigorosamente os seus dízimos, como sendo para Deus, mas quem ficam ricos são eles.

      

Deus abençoe a todos

         

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:34

Agostinho Rodrigues

por cunha ribeiro, Sábado, 06.02.16

   “ PARADENSES QUE PARTIRAM PARA O BRASIL QUE NUNCA MAIS VOLTARAM A PARADA “

 

Começando pelo fundo da nossa aldeia – embora sendo eu ainda um pequeno petiz, ainda tenho certas recordações das suas feições e as famílias de que faziam parte. E, deste modo: começo por falar no ERNESTO PINTO SILVA, que era filho da senhora Emília Silva. Quando partiu para o Brasil, já era casado. Não sei se foi com a esposa ou se foi ele primeiro e depois a esposa. O certo é que depois de ter saído de Parada – nunca mais visitou a mesma,- acabando por ter falecido num trágico acidente de viação como foi de conhecimento público.

Também, bem perto deste, partiu o seu vizinho ABÍLIO (BALDEIRO), filho da senhora Marquinhas, deixando Parada a caminho do Brasil, onde já estava a sua irmã Adélia, casada com António Ribeiro, falecido há bem pouco tempo e, irmão do nosso ilustre escritor Agostinho Ribeiro, sem nunca mais ter visitado a aldeia que o viu nascer.

A seguir, mais três primos deste com os seguintes nomes, AGOSTINHO FARIA, irmão do falecido Domingos Faria, bem como os seus primos, DOMINGOS E LUISA, filhos do senhor Bernardino e Joaquina. Saíram de Parada e nunca mais voltaram à sua terra Natal. Terá sido porque constituíram família e, daí que, a vida nunca mais se tenha proporcionado para que tal tivesse acontecido? Ou os sonhos imaginados enquanto jovens não lhes tivessem sorrido para que surgisse esse efeito? Fosse como fosse – o certo é que nunca mais voltaram a visitar a aldeia que os viu partir.

Mais acima, da Praça da Cruz-Carreira, em tempos conhecida pelo lugar das mentiras – outro jovem Paradense, de nome ZECA MOUTINHO, filho do senhor Antoninho Moutinho e da senhora Laurinda Freitas, também partiu para terras de Vera Cruz em procura de um melhor futuro de vida como todos os outros e, por lá ficou sem nunca mais ter visitado a família e a terra onde nasceu. Outro primo deste, de seu nome DAVID PINTO MOUTINHO, irmão do Rogério, Maria Adelaide e Otília, filhos do senhor José Pinto e senhora Jorgina Moutinho, também fez como todos os outros já mencionados. Por lá se acomodou sem nunca mais ter visitado a aldeia e a família.

Todos estes Paradenses que partiram cheios de sonhos na aventura de procurarem um nível de vida melhor - tanto para eles como para os seus familiares teriam sido atingidos? Ou será que a vida tenha sido madrasta e nunca lhes ter sido possível satisfazer o ensejo a que se propuseram. Deixo aqui a pergunta para quem saiba algo mais sob este assunto – nomeadamente familiares destes Paradenses que se disponham a contarem algo mais destes jovens expeditos que à época já eram muito à frente.

Quero deixar aqui bem explícito que - ao estar aqui a nomear o nome destes Paradenses que nasceram e foram criados em Parada, mais não é do que relembrar o nome dos mesmos, visto muitos deles terem saído de Parada há mais de 60 e muitos anos. O sentido é apenas este.

Termino com um grande abraço para todos os Paradenses e amigos do Blogue de Parada de Aguiar e, quando tiver oportunidade - a história terá continuidade com outros filhos da terra.

Agostinho Rodrigues

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às 18:31

Paulo de Morais

por cunha ribeiro, Sábado, 06.02.16

Por, Francisco Teixeira da Mota, Jurista:

 

Paulo de Morais ficou seguramente desiludido com os resultados da sua candidatura presidencial. Uns meros 2,16% dos votos e um 7.º lugar na lista dos concorrentes a seguir a Tino de Rans não são motivo para regozijo. É certo que o facto de não ter tido bons resultados na candidatura a presidente da República não quer dizer que a sua luta contra a corrupção não seja popular. Poderão os eleitores, mesmo concordando com essa luta, ter optado por votar em figuras mais presidenciáveis.

Mas se neste aspecto Paulo de Morais não tem motivos para festejar, já no campo da Justiça deve estar contente: no passado dia 22 de Janeiro, em plena campanha eleitoral, o tribunal de instrução criminal do Porto decidiu não o levar a julgamento numa queixa-crime apresentada por um ex-autarca.

Num programa da “CMTV, em 2014, Paulo Morais ao falar da nossa fascinante vida política afirmou o seguinte: "É muito estranho quando vemos pessoas como Luís Filipe Menezes a ganhar 4 ou cinco mil euros por mês, não faço ideia quanto ganha o presidente da câmara de Gaia, e a apresentar propriedades de meio milhão ou milhão de euros. Além disso, em Portugal, a juntar à corrupção depois ainda há parolice, que é a vontade de ostentar. Portanto, já não basta serem corruptos ainda são parolos". E mais à frente, ainda disse o seguinte: “Quem anda na vida pública, seja lá quem for e qual o cargo que tenha tem de dar contas da sua vida patrimonial, só não tem que dar contas da sua vida íntima, isso não tem nada a ver. Agora da sua vida patrimonial tem de dar contas. E por isso o caso de Menezes, o caso de Mesquita Machado etc... que acumularam fortunas colossais é inconcebível a menos que eles viessem explicar cabalmente onde é que eles foram buscar o dinheiro. É que o problema não é de inversão do ónus da prova no plano jurídico, é uma questão de probidade”.

O ex-autarca, naturalmente, não gostou e queixou-se criminalmente já que, no seu entender, o outro ex-autarca o havia difamado e no final do inquérito em que foram ouvidas testemunhas e juntos diversos documentos, Luis Filipe Menezes apresentou uma acusação contra Paulo de Morais pelo crime de difamação agravado com publicidade e calúnia. Foi, então, a vez de Paulo de Morais requerer a instrução, isto é, solicitou que um juiz apreciasse a acusação e a prova existente no processo e decidisse se devia ir a julgamento ou não já que entendia não ter praticado qualquer crime.

O juiz de instrução só deve enviar para julgamento os casos em que haja indícios suficientes que são aqueles que, constando do processo, convencem o juiz da culpa do arguido e o fazem prever, com uma razoável probabilidade, que, se for julgado, irá ser condenado. Costuma dizer-se que o juiz deve fazer seguir para julgamento o processo quando cria a convicção que é mais provável uma futura condenação do que a absolvição e deve arquivar o processo, quando sucede o contrário.

Para o tribunal, as afirmações de Paulo de Morais para poderem ser apreciadas em termos legais, tinham de ser enquadradas na realidade. Ora, segundo o tribunal, estava-se perante a manifestação de uma opinião de uma pessoa pública e política sobre outra pessoa igualmente pública e política, isto é, pessoas que saindo do anonimato e aceitando cargos ou lugares públicos se tornam relevantes socialmente em termos de a liberdade de expressão e o direito à informação sobre as mesmas se ampliarem.

Por outro lado, o facto de o ex-autarca Luis Filipe Meneses se ter feito fotografar numa valiosa quinta em Baião para uma revista cor-de-rosa, justificava plenamente a “estranheza” de Paulo de Morais e quanto à expressão “parolice”, o tribunal desde logo considerou que tal expressão não tinha relevância, gravidade ou peso que justificassem a sua criminalização. Isto é, ninguém gostará de ser chamado “parolo”, será desagradável, indelicado ou mesmo grosseiro mas daí a ser crime vai uma enorme distância. Acresce que, como Paulo de Morais tinha afirmado no seu requerimento para a instrução, Luis Filipe Menezes estava “bem habituado e quantas vezes fora protagonista de linguagem truculenta até na praça pública”. Paulo de Morais lembrou que o seu acusador tinha, por exemplo, chamado a José Pacheco Pereira “ a loira do PSD” e quanto a Rui Rio tinha falado do seu “amor pela música pimba”.

Mas, sobretudo, o tribunal entendeu que Paulo de Morais com as suas declarações visava dar cumprimento a uma exigência do Estado de Direito –uma explicação cabal sobre a origem do dinheiro no caso de uma figura pública e política – e não ofender ou por em causa o bom nome e a consideração de Luis Filipe Menezes, mesmo que as expressões utilizadas fossem exageradas ou contivessem imprecisões ou erros.

Para o tribunal não fazia sentido levar Paulo de Morais a julgamento e assim o decidiu. Paulo de Morais ficou triste mas descansado: não foi para Belém mas também não irá para o Aljube.

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às 18:30

Inteligência e Bondade

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 05.02.16

 

Termina assim o próximo texto a publicar no "Notícias de Aguiar"

(....)

 

Estamos num tempo em que a chico-espertice tomou conta do mundo e anda por aí a poluir o ambiente luso, esse resto de Portugal que ainda vai resistindo à invasão da barbárie endinheirada, vinda de todos os cantos do mundo e de alguns recantos do próprio país.

Estamos num tempo em que os seres mais admirados e respeitados têm muito dinheiro em bancos sem nome, muitos negócios com entidades sem crédito, e muitos amigos na Assembleia.

Estamos num tempo em que a ganância se inseminou no útero das criaturas, e já circula no sangue dos homens, para os engolir e devastar.

 

 

Cunha Ribeiro

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às 13:00

A VIDA RESOLVIDA

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 04.02.16

Antigamente os pensamentos eram diferentes, principalmente em relação à formação e organização das famílias. As pessoas só partiam para o casamento quando já tinham a vida resolvida. O homem principalmente, porque era sobre ele que caiam as maiores responsabilidades pela família a ser formada. Eu me lembro que só comecei a pensar em casamento, quando já estava estabelecido e em condições de ter uma casa, pois o “ditado popular”, diz que: “quem casa, quer casa”. Assim quando as pessoas atingiam certo grau de estabilidade, emprego garantido, estudos completos, formação profissional, então, passavam a pensar na constituição familiar. Por isso, as famílias eram mais sólidas e os casamentos mais duradouros.

Hoje diante das liberdades conjugais, acontece a formação de uma família, sem as mínimas condições de garantia. No passado, começava o namoro, eram apenas encontros e estudos de personalidade, descobertas de parte a parte. Sexo, nem pensar. Com a convivência, vinha o noivado, que é um período de reajustamento, entre o namoro e o casamento. As famílias passavam a se conhecerem e a se relacionarem. Os noivos se respeitavam mutuamente, nada além de algumas carícias e beijos. O sexo ficava para a noite de núpcias. Era cultivada entre os noivos certa curiosidade e expectativa em se conhecerem de corpo e alma. A Lua de Mel era aguardada com muita ansiedade, o “enfim sós”. Foi isso mesmo que se deu comigo, só conheci minha esposa por completo, na primeira noite de núpcias. Por isso, o meu casamento durou 49 anos, não durou mais porque a morte se intrometeu entre nós.

Hoje as liberdades são demais. Logo nos primeiros encontros já pensam em sexo. Ainda namorados, com famílias desconhecidas, já passam a viver uma vida sexual intensa. Com isso, os casamentos são raros e muito instáveis. Não existe mais nada entre os noivos que provoque ansiedade. O pior é que do encontro de um homem e uma mulher, pode surgir um novo ser, que não pediu para vir ao mundo, mas que precisa ser acolhido, pois é um ser humano com direito á vida. O problema de uma gravidez indesejada pode acarretar muitos contratempos. Casamentos sem o mínimo planeamento, abortos ou abandono de recém nascidos, como acontece todos os dias.

A sociedade moderna está podre e desmoralizada. Se uma jovem pobre conhece vários homens, é prostituta. Se uma jovem rica conhece vários namorados, está a estudar a situação. Um homem de minhas relações, com 32 anos de idade, já tem filhos com três mulheres diferentes, o pior é que ele não tem qualquer definição na vida. Já estudou em várias faculdades, nunca passa do primeiro ano. Vivem ás custas dos pais, que também não são pessoas de posses. O coitado do velho Pai, aposentado, tem que sustentar filhos de várias mães com o seu mísero salário. O futuro deste homem e de estas crianças é incerto, naturalmente, são mais marginais ou prostitutas que estão a se criar. Por isso eu sou favorável á “vasectomia”, é preciso que certos homens sejam capados.

                                      

Deus abençoe a todos

                                

Agostinho  Gomes  Ribeiro 

 

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às 19:01

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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