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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Convocatória

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 06.06.16

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às 19:54

Quem não deve não teme

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 06.06.16

Como é que um “Município considerado modelo do Norte de Portugal”, “estando entre os nomeados para Município do Ano Portugal 2016, numa classificação organizada pela Universidade do Minho”, sendo um dos “quatro finalistas candidatos ao respectivo galardão, na categoria Norte menos de 20 mil habitantes” pode ter sobre “ele” uma acusação tão grave como a que o Ministério Público, segundo notícia da LUSA, lhe está a imputar?

Com efeito, segundo a LUSA, “o Ministério Público (MP) acusou o actual e o anterior presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar de prevaricação de titular de cargo político e de abuso de poder, por alegado favorecimento de uma empresa num concurso público”.

Imagino que nos cafés do Concelho aguiarense o tema esteja na “ordem do dia”. E haja teses e antíteses para todos os gostos. Mas quase todas serão meras palavras de circunstância, de defesa e de ataque, de suspeita e certeza, de deleite e angústia. Aqui e ali essas palavras sairão à socapa, não vão as paredes ouvi-las.

Deixando à justiça o que é da justiça, vou aqui expressar apenas duas ideias:

A primeira é uma simples e dolorosa constatação: fazendo jus ao provérbio “dinheiro público é como água benta: todos lhe põem a mão”, a corrupção é o “modus vivendi” de cada vez mais gente neste país; uma calamidade crescente e sufocante. O dinheiro dos contribuintes é desenfreadamente desbaratado em contratos lesivos onde intervêm sejam as Câmaras, seja o Governo e seus departamentos.

A segunda resulta de uma interpretação: Li atentamente a posição pública assumida pelo atual presidente, Alberto Machado, sobre o assunto.

Analisando o que diz, fica no ar a ideia que a sua assinatura nos documentos contratuais não terá sido voluntária. Alega, primeiro, que o fez durante as férias do seu antecessor; depois, que terá agido sem “delegação de poderes” para o efeito, e que essa função não estava sob a alçada do seu pelouro. Alega, por fim que, desde a sua investidura como Presidente da Câmara, nunca contratualizou com a referida empresa. Chega isto? Claro que não. Mas já explica alguma coisa.

A procissão vai ainda no adro. Que é como quem diz: “ até prova em contrário os visados são ainda inocentes”. Porém, as suspeitas já estão a fazer o seu caminho. Talvez por isso, Alberto Machado veio a terreiro em sua defesa. Quem sabe se os outros visados farão o mesmo. Julgo que, sendo a acusação do Ministério Público passível de contraditório, só ficariam a ganhar com tais explicações, pois “quem não deve não teme”.

 

 CR

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às 10:25


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