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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A FORÇA DO TALENTO

por Francisco Gomes, Terça-feira, 05.07.16

No tempo de Jesus Cristo, “Talento” era uma medida monetária, equivalente nos dias de hoje, a 26 quilos de ouro. Era uma fábula e poucas pessoas, naquele tempo tinham essa fortuna. Jesus Cristo contou uma “Parábola” sobre “os Talentos” e foi a partir dessa “Parábola” que o talento passou a  designar habilidades ou aptidões das pessoas.

Nós conhecemos muitas pessoas talentosas, do passado, do presente e certamente no futuro irão aparecer outras que revolucionarão o mundo. O talento é sentido em todas as raças e cores. Na literatura, quantos escritores famosos já passaram pelo mundo, nas artes, na pintura, na escultura e na ciência, muitos homens têm colocado o talento que Deus lhes deu a serviço da humanidade. É verdade que também outros têm desenvolvido armas e outras maneiras de prejudicar a vida no planeta.

Não podemos negar que existem muitas pessoas talentosas, na astronomia, recentemente foi colocado um Robô na superfície de um Cometa. Temos talentos na música, no cinema, na culinária, nos desportos e vários segmentos da humanidade. Grandes obras têm aparecido elevando o nome de Deus. Mas também encontramos outros que atribuem ao seu estudo e ao seu esforço o sucesso que conseguem alcançar, não admitem que Deus esteja por detrás do talento de cada um. Vale lembrar aquela expressão tumular de Alexandre Dumas, no romance o Conde de Monte Cristo, ao jovem que, vítima de uma injustiça terrível, dizia não acreditar em mais nada. “Não se preocupe, mesmo que  você não acredite em Deus, Deus sempre vai acreditar em você”

Todas as capacidades humanas inspiradas por Deus, são uma bênção para a humanidade, não seria necessária essa “parábola” de Jesus Cristo para justificar isso. Mas o que Jesus quer nos dizer com suas parábolas, é que ele nos deixou um tesouro de valor incalculável, nas suas Palavras e nos seus ensinamentos. Tesouros que guardamos nos vasos de argila do nosso consciente e que não podem ser guardados só para nós. O Cristão precisa deixar de lado a mesquinhez e multiplicar os Dons que Deus lhes deu e dividi-los entre todos. Porque todo e qualquer talento deve ser colocado ao serviço da humanidade.

Assim, “O Senhor dos Talentos” que nos mandou amar e servir, virá um dia e encontrará muitas vidas renovadas com o nosso esforço e a nossa luta pelo bem comum. Nós devemos amar-nos uns aos outros, com tanta intensidade que chegue a despertar inveja naqueles que não pertencem ao nosso convívio. “Olha como eles se amam”.

      

Deus abençoe a todos

               

Agostinho  Gomes  Ribeiro  

 

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às 21:38

A VIDA É UM GOLPE

por Francisco Gomes, Terça-feira, 05.07.16

No final do ano passado completei 83 anos, no inicio de 2016, pensei em escrever um texto sobre a vida. Desisti. Afinal quem consegue passar dos 80 não pode se queixar da vida, mas no inicio do ano, no   Brasil, começaram a falar tanto em golpe que eu resolvi retomar o texto, considerando que a própria vida já é um golpe, pois em todos os sentidos e sobre vários aspetos, pode-se dizer que desde o nascimento até à morte, a vida é um grande golpe, constituindo ainda uma sequência de golpes menores.

Pensar na vida como um golpe, remete à data do meu nascimento, no dia 23 de dezembro de 1932, mas que só foi levado em consideração, no dia  01 de janeiro de 1933. Isto significa que eu posso festejar o meu aniversário na clandestinidade. A 83 anos do meu nascimento, veio à luz essa discussão inflamada e muitas vezes duvidosa, se é ou não é golpe.

Mas o primeiro golpe foi realmente o meu nascimento, passou a partir daí a fazer um paralelo com a morte, passamos a caminhar lado a  lado, a brincar de esconder um do outro, sabendo que um dia vamos ficar cara a cara e não terá jeito, tenho que entregar os pontos. Mas, segundo dizem as pessoas, a morte é um novo parto, ou então uma viagem para um lugar infinitamente melhor, deixa-nos mais aliviados, mas sempre procuramos driblar esse encontro.

O nascer e o morrer devem ser igualmente frios. Depois de nove messes dentro do carinhoso útero de minha mãe, naquele calor materno, ao nascer e dar de cara com um ambiente  estranho e uma porção de caras desconhecidas, deve dar um frio na barriga. Eu não lembro a hora do meu parto, também não quero saber da hora da minha morte. Só sei que acontecerá um dia, não sei quando,  como e nem onde.

Em filosofia, o principio da vida (Eros), coincide com o momento da morte (Tanatos).  Em cada golpe que acontece connosco, vem o desejo de voltar para o útero materno, sumir da vida, bradar que não pedi para vir para este mundo, reclamar da vida ou que já estamos cansados de viver. Mas não adianta reclamar e nem lamentar, veio para este  mundo, tem que aguentar.

Sofremos  vários golpes que nos trazem muita tristeza, a morte de familiares e amigos,  finalmente um golpe doloroso, a  partida da companheira de tantos anos. Conforta-me a direção da chama da vela, sempre para o alto, para onde espero que tenham ido todos aqueles que já partiram.

   

Deus abençoe a todos

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:32

Quem não se lembra?

por cunha ribeiro, Terça-feira, 05.07.16

Ano de 2009. 

Festa realizada por três povoações da Freguesia de Soutelo de Aguiar: Parada de Aguiar, Fontes e a Sede da Freguesia, Soutelo.

Foi a última grande festa em honra de S. Pedro.

Renovo os parabéns aos mordomos que organizaram brilhantemente esta Festa: João Baptista Machado Ribeiro, Albino Ribeiro e Tiago Pires  (perdoem-me os de Soutelo e Fontes, que não cito por não saber quem foram)

 

s pedro 2.jpg

 Foto de Fernando Ribeiro/ Texto de Francisco Ribeiro

DE S. PEDRO À “FONTE DO MOURO”

 

 

 

No dia da “festa de S.Pedro”, em Parada de Aguiar, depois de bem comidos e bem bebidos, eu e alguns convidados zarpámos da sala de jantar do João ( “Brasileiro” de nome, mas português de gema) e, com as barrigas em arco, rebolamos estrada acima, pela encosta da “Cruz”, até à “Cuscarreira”.

 

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Aí chegados, encostámos as ditas ao balcão da Lígia, enquanto tomámos um saboroso café. Cá fora, na “esplanada”, a Banda de Música do Pontido, alegrava, afinadíssima, os populares que ali estavam; lá dentro, à ilharga de dois ilustres representantes do povo (os Srs. presidentes, da Junta e da Câmara) bebia-se e jogava-se “a sueca”.

 

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Depois de um breve relaxe musical, ziguezagueámos pelas ruas da aldeia, até chegarmos ao ermo da dita, lá onde brota a fresca água da Fonte do Mouro.

Manda a verdade dizer que, quase me arrependi de lá ir, já que, a páginas tantas, a curiosidade de um dos que me acompanhavam me encostou a memória à parede, e indagou:

- Qual é a origem histórica da fonte?

Não tive saída. E confessei a minha rotunda ignorância sobre o assunto.

Já refeito dos exageros do cabrito assado e do vinho da Régua, e também, da triste  figura que fiz, pus-me a remoer o assunto (enquanto fui descorando a vergonha, com a  íntima  convicção de que, ninguém na aldeia teria, afinal, mais airosa saída que a minha):

 

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Será que o nome, “do Mouro”, com que baptizaram a fonte - com larga abóbada em granito a coroar-lhe a frescura, e dois grandes bancos em pedra, a convidar ao namoro - se liga à história do nosso passado mourisco?

Ou, pelo contrário, essa designação não passa de um truque moderno, fazendo “recuar”  as origens da fonte a um passado fantástico, onde as lendas de fadas mouriscas (e as histórias de bruxas e lobisomens) faziam sonhar o povo?

Talvez o Sr. Presidente da Junta se lembre de, no seu programa eleitoral, encontrar uma rubrica que valorize a história e da cultura da(s) nossa(s) aldeia(s), concluída que está a obra prima do seu mandato: “ O Largo da Cruz Carreira”.

 

Francisco Ribeiro

 

 

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às 12:09

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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