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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


RECORDANDO O PASSADO

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 02.02.17

Deus é muito bom que nos dá esta memória fantástica e nos força a relatar  acontecimentos vividos na nossa infância, que guardo vivos na lembrança. Factos da Segunda Grande Guerra e de após Guerra. Eu era um adolescente quando tudo aconteceu, mas me lembra como se fosse hoje.

O volfrâmio (fungstênio), um minério muito usado pelas potências em guerra e que Portugal se  tornou o principal fornecedor. Da noite para o dia, começou como uma febre que paralisou e transformou Portugal.  Ninguém mais plantava e nem colhia. As pessoas somente se preocupavam em cavar buracos á procura do tal volfrâmio. Por todos os lados se viam cavações, nos caminhos, nos campos, nas serras, tudo era revirado de dentro para fora, num piscar de olhos. Faziam um buraco, se aparecessem amostras, dali surgia uma cratera, se não aparecessem, largavam e iam cavar em outro lugar. Quem precisasse usar o caminho, tinha que tapar os buracos.

As pessoas andavam com os bolsos cheios de dinheiro, mas não tinham o que comprar. As mercearias da Vila, de Fontes, de Soutelo e da Carriça ficavam às moscas, pois não tinham nada para vender. Muitas pessoas iam a Vila Real, procurar coisas para comer. Lembro que minha Mãe foi a Vila Real e só conseguiu comprar macarrão, não havia mais nada.

Assim como começou a febre, terminou. Muitos atravessadores ficaram com seus estoques. De repente, foi proibida a circulação do minério. Quem fosse pego com ele, era preso e não havia fiança. O País ficou um caos, a Guerra que havia acabado, é que provocara tudo. Só se viam buracos pelos campos e pessoas sem nada para fazer pelas aldeias. O povo tinha provocado no País, o que a Guerra tinha poupado.

A França que ficara arrasada com a invasão Alemã, agora no comando do General Charles De Gaule, iniciava sua recuperação. Faltava gente para trabalhar, pois muitos homens haviam morrido na Guerra. De Gaule sabendo que em Portugal tinha muita gente à toa, pediu ao Salazar que mandasse pessoas para a França. O Ditador português, com todo o seu orgulho, respondeu que em Portugal não havia ninguém sem trabalho. De Gaule então, pediu ao General Franco que facilitasse a passagem  dos portugueses que quisessem ir para a França.

Nos últimos anos da década de 40 e nos primeiros anos da de 50, muitos portugueses imigraram para a França, Suíça, Brasil. Menos para as Áfricas, para onde o Salazar queria que fossem.

   

Deus abençoe a todos

        

Agostinho Gomes  Ribeiro 

 

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às 20:44

A DIGNIDADE ESTÁ LONGE

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 02.02.17

Cada dia fica mais evidente o ódio entre as pessoas e suas relações. A agressividade através das redes sociais extrapolou os limites do mundo virtual e se instalou sem o mínimo pudor, em nossa vida, fazendo parte do nosso dia a dia. Esse comportamento, raivoso e insensível,  ao sentimento do outro, revela a intolerância, o preconceito e a capacidade do indivíduo ou de certos grupos, aceitarem pacificamente, as convicções alheias.

Não se vislumbra nenhum meio que possa reverter essa perversa realidade. Segundo  um certo dramaturgo, “O homem não vive sem ódio. Quando não tem a quem odiar, odeia a si mesmo. Não está longe o dia, em que ele cortará a sua própria carótida e chupará o seu próprio sangue, virando vampiro de si mesmo”.

Não o bastante deste acontecimento e o fatalismo desta afirmativa, deverá existir alguma maneira de resgatar os princípios básicos da formação humana e do bom convívio social. Não dá para aceitar passivamente a postura egocêntrica de quem tem o olhar voltado unicamente para os seus interesses pessoais.

Muitas nações europeias estão sendo obrigadas a enfrentar o refluxo das ações predatórias, praticadas durante anos em suas antigas colônias. Diante  de atentados terroristas e do fluxo migratório, muitos países tentam fechar suas fronteiras e impedir a entrada dos miseráveis que fogem das guerras civis e de algumas Ditaduras cruéis, apoiadas por esses mesmos países. Até onde chegará o sectarismo que deixa em seu rastro sementes de ódio e revanchismo. Os reflexos das políticas discriminatórias, já despontam no contexto urbano de várias cidades europeias.

No Brasil se vive outra espécie de radicalismo político, estimulado por fanatismos de diversas naturezas, a síndrome da intolerância, tem afastado pessoas próximas e desfeito antigas amizades. Não é possível admitir que  tal postura esteja dentro dos padrões normais de comportamento. Na cidade do Rio de Janeiro, a violência apresenta várias facetas. O projeto  da retomada dos terrenos dominados pelas fações criminosas, está indo por água abaixo. As estatísticas criminosas em 2016 aumentaram muito. Homicídios aumentaram 18%, roubos a pedestres, 48%. Exigimos da Polícia Militar, mais do que ela pode nos dar. Salários atrasados, viaturas sem combustível para rodar, armamento velho e obsoleto, enquanto os marginais apresentam armas modernas de última geração.

    

Deus abençoe a todos

          

Agostinho   Gomes  Ribeiro

 

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às 20:37

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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