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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O LUGAR DO MEDO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 22.02.17

A natureza colocou em cada um de nós, dois mecanismos de defesa, a Dor e o Medo. Se não tivéssemos esses dois elementos, deixaríamos de  andar alerta e viver em estado de atenção. Todos nós somos vulneráveis ao medo e à dor. Quando qualquer um dos dois ataca o nosso sistema emocional, ficamos descontrolados diante das circunstâncias.

A dor é muito comum em todas as fases da vida. Existe a dor instantânea e a dor crônica. A dor instantânea funciona no organismo como um sistema de alerta de que alguma coisa não está caminhando bem dentro de nós. Toda e qualquer dor, precisa ser investigada, e ser descoberto  motivo pelo qual ela apareceu. Existem também as dores psicológicas, provocadas  pelos remorsos, ao fazermos algo errado ou fora do contexto da realidade. Quase sempre uma dor psicológica, dá origem a uma dor física. Qualquer ser vivo, está sujeito à dor física, porém a dor mental, é típica do ser humano.

O medo quando nos ameaça de modo exagerado, pode virar “pânico”. Uma pessoa dominada pelo pânico, é uma pessoa doente. Hoje existem muitas doenças provocadas pelos medos, principalmente a “depressão”, um flagelo do mundo moderno. A “depressão” está sendo apontada pela Organização Mundial da Saúde, como a maior epidemia do século XXI. As maiores incidências do medo, surgem com o desenvolvimento da criança. Os pais devem fazer o possível para evitarem a formação de uma criança medrosa.

O medo está presente em todo o mundo, mas não existe um medo Universal. Existem vários tipos de medo, mas o que mais preocupa é o medo  da solidão e do abandono. Nós somos seres agregados, ficar sozinho ou viver solitário, causa desespero. Algumas pessoas colocam a Morte, como  o medo Universal. No entanto, a Morte não tem a mesma repercussão em  toda a humanidade. Em várias culturas, a morte está ligada à existência humana. Em outras culturas é a passagem para outra forma de vida. Muitas crenças afirmam que ninguém  morre totalmente, apenas o corpo deixa de ser aquilo que é.

Encontramos muita imaturidade em relação ao medo. Muitos Pais criam seus filhos em estado de medo. A criança  precisa aprender desde cedo, o que é o medo e onde ele está. Eu, particularmente, não tenho medo da morte, só espero que quando ela vier me buscar não me encontre. Todos têm medo do próprio medo. A  coragem não é ausência de medo, mas o poder de enfrenta-lo. Todo aquele que passou dos 40, se ao levantar de manhã, não sentir uma dor em qualquer parte do corpo, é porque morreu durante a noite.

   

Deus abençoe a todos

         

Agostinho Gomes Ribeiro 

 

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às 21:56

A NOSSA TERRA

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 22.02.17

“A nossa Terra que é sinal de consciência, não aprendeu a conviver. São tantos reinos, cada um querendo tudo, e as multidões, caminham a sofrer. Lutar pelo progresso e pela Paz, é um compromisso de todos nós.”

Sabemos que esta Terra em que vivemos não é propriedade de ninguém, ela pertence exclusivamente a Deus. Mas na prática, ninguém pensa assim. Muitos usam a Terra como uma simples propriedade, exploram comercialmente seus recursos naturais, numa especulação desenfreada. É um gesto criminoso usar aquilo que pertence a todos, como que sendo somente sua. Praticam desmatamentos, alterando as condições do clima no Planeta, procuram metais preciosos contaminando os rios e os córregos.

Algumas pessoas se apoderam de grandes glebas de terra impoluta, surgem assim os grandes latifundiários improdutivos. Enquanto uns poucos são proprietários de 98% das terras, milhões estão privados de um pedaço, onde possam plantar e colher. Por isso, surgiu no Brasil o Movimento dos Sem Terra, clamando por uma justa reforma agrária. O governo  começou a fazer doações, mas as pessoas vendiam e voltavam a reclamar outro local. Com isso, esse Movimento passou a criar problemas e a invadir terras produtivas. Hoje é um Movimento “parasita”, que vive nas costas  dos governos. Até os Índios, donos virtuais de todas as terras estão sendo confinados em pequenas glebas, e não raro estão sendo expulsos de suas terras.

São Francisco de Assis,  agradecia a Deus pela Terra em que vivemos e a chamava de “Mãe Terra”, que nos abriga e sustenta, produz frutos, legumes e cereais, essenciais à nossa alimentação. A Terra é a “Casa Comum” de bilhões de vidas, por isso exige ser amada e respeitada. Além disso, a Terra é muito inteligente. Se enterrarmos nela qualquer corpo físico, ela o reduz a pó. Mas se enterramos um grão de qualquer semente, ela  o faz germinar e produzir segundo sua espécie.

Se o São Francisco de Assis, vivesse nos dias atuais, com seu grande amor pela natureza, certamente ficaria revoltado diante das agressões que o Planeta Terra, sofre por todos os lugares.

    

Deus abençoe a todos

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:53

Aldeias Gêmeas de Aguiar

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 22.02.17

As aldeias aguiarenses de Freiria e Montenegrelo são uma espécie de casal que contraiu matrimónio com separação de bens. Não sei se também de pessoas, mas julgo que não. Desde tempos imemoriais que são vizinhas e aparentemente se dão muito bem. 

Habituei-me a distinguir estas duas simpáticas povoações aguiarenses, quando, em pequeno, lá ia à missa. Talvez por se tratar de uma lufada de ar fresco na nossa rotina em Soutelo, tendo de ouvir há anos o Padre Amaro, gostávamos de ir àquela missa. Na véspera já combinávamos:

- Amanhã, vamos à missa a Montenegrelo? 

- Vamos!

Não tínhamos missa em Parada, e, por qualquer razão, deixámos de ir a Soutelo, e passámos frequentar a missa de Montenegrelo e da Freiria. Celebrava-as o Padre Agostinho de Telões.

O caminho era penoso. Quase três quilómetros  sempre a subir e às curvas.  Mas não nos custava nada. Até à Abelheira , mesmo os mais velhos se safavam bem. O pior vinha a seguir, entre a Esculca e os soutos de Montenegrelo. O caminho afunilava entre bouças, e era quase sempre a subir.

- Isto agora sobe mais que na Cruz! ( Dizia uma)

- Nem Cristo no Calvário subiu tanto! ( Comparava outra)

- Eu cá não me queixo. ( bazofiava um terceiro)

Ninguém se queixava mesmo. Era obrigação, era obrigação. Minha mãe, sempre assertiva, tinha a certeza absoluta que só assim chegaríamos ao paraíso:

- Somos obrigados a ir à missa a uma légua de distância! (Afirmava, convicta)

Sabia lá quanto era uma légua. Mas tinha a certeza que era longe. E que era para cumprir com zelo católico.

Bebia as convicções e os dogmas no famoso livro " Missão abreviada" do Padre Manuel do Couto, que leu e releu vezes sem fim.

Quando a missa era em Montenegrelo, poupávamos quase um quilómetro à caminhada. Que a capela era mesmo à entrada da aldeia, junto à escola primária. A instrução, na mentalidade da época, estava a léguas da fé. Por isso, uma só escola servia as duas aldeias, enquanto capelas, havia duas.

Por maioria de razão, assim era em Parada do Corgo, uma única aldeia, com duas capelas, confirmando a grande religiosidade do povo de outros tempos.

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às 09:59

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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