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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


SINAIS DOS TEMPOS

por Fer.Ribeiro, Sábado, 01.08.09

 

.

 

SINAIS DOS TEMPOS

 

  

Duas aldeias do concelho unem-se num abraço civilizado

 

 

Longe vão os tempos em que ir de Parada a Montenegrelo obrigava a calçar as galochas, a pegar no sacho ou na bengala, e a trepar as ladeiras da “Esculca” e da “Abelheira”, para, só meia hora depois, Montenegrelo aparecer.

 

Agora , homens e mulheres de Parada, já podeis guardar as galochas e encostar alegremente sachos e bengalas.

 

Agora, no vosso carro ou à boleia , atravessai o largo de S.Pedro ( mas devagar, por causa das crianças que lá andam a brincar!) e entrai na moderna estrada que liga Parada a Montenegrelo, deslizando suavemente num esponjoso tapete de alcatrão que se estende , ao lado do rio corgo, até à “rebolfa”. Aí, a moderna estrada desenha uma inesperada  e surpreendente curva à direita; depois vai subindo majestosamente por uma encosta de soberbos carvalhais. Se levais comida, bebida e manta, descei do carro ( mas deixai alguém alerta para, se vier outro carro, procurar algures um sítio onde possam cruzar os dois, e voltar a estacionar.) , estendei a manta e regalai-vos à sombra do ramalhal.

 

Bebei uns copos e perguntai à brisa que passa porque razão se critica aqui e acolá tão grande benfeitoria para estas duas aldeias tão unidas e tão fraternas. E porque será que esses profetas da desgraça não vêem com os mesmos olhos nem pensam com a mesma cabeça daqueles que vêem claramente e pensam inteligentemente.

 

Será que esses maledicentes ainda não viram os grandes benefícios que a nova estrada traz para a aldeia ? Então não vêem que sem esta estrada não podiam ir confortavelmente de carro à missa a Montenegrelo, sem ter que percorrer todos aqueles infindáveis quilómetros que os obrigavam a passar por Vila Pouca?

 

E não repararam ainda que os vossos filhos podem agora fazer belas casas mesmo junto do rio, onde os terrenos, talvez por falta de água,  não dão milho nem batatas, e deixar de se preocupar com o restauro das casas onde nasceram?

 

E não venham agora dizer que se tivessem escolhido fazer esta estrada  para o lado de Zimão , que era muito melhor. Zimão nada tem a ver com Parada; nenhum filho de Parada casou com alguém de Zimão; ou será que casou? Ninguém em Parada tem primos ou primas em Zimão. Ou será que tem?

 

Agora Montenegrelo sim: se precisamos de carne, onde vamos? A Montenegrelo! Se precisamos de  médico, onde temos que ir? A Montenegrelo !; E os impostos, onde os pagamos? Em Montenegrelo!

 

E muito mais se poderia dizer sobre os benefícios da estrada para Montenegrelo.

 

Por isso, quem anda a dizer mal desta estrada, seria melhor pensar um pouco que seja, para não dizer disparates. E esses teimosos detractores bem podem ver que nenhuma das pessoas que decidiram fazer esta estrada nasceu ontem. E que a decisão só revela uma verdade incontestável: que essas pessoas são muito inteligentes e não iam fazer uma estrada destas só porque lhes deu na real gana. Antes da estrada se decidir, queimaram-se muitos neurónios a pensar. E portanto se os neurónios se queimaram é porque os havia em abundância.

 

Eu, que não sei quem planeou esta estrada, apenas me ocorre dizer isto:

 

Ele há gente muito esperta!

                                                 Cunha Ribeiro

 

 

Francisco da Cunha Ribeiro

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 00:06
editado por cunha ribeiro a 14/8/09 às 23:56

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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5 comentários

De Zimão a 12.11.2009 às 15:42

É apenas para informar que há 2 Zé's casados em Zimão, o filho do Sr Domingos e o das K7's.
Com os melhores cumprimentos
Carlos Zimão

De Anónimo a 12.11.2009 às 17:39

Sr CARLOS,

Embora agradeça o seu esclarecimento, devo informá-lo que quando escrevi este texto eu sabia o que o senhor me quis informar.
Mas foi de propósito que eu o fiz.
E sabe porque o fiz: Justamente para realçar esse facto e sobretudo o seguinte: Se foi feita uma estrada para Montenegrelo, porque não a fazer para Zimão?
Espero que o tenha esclarecido.

Um abraço, e mande sempre. Estamos cá para nos entendermos.

De Zimão a 13.11.2009 às 09:38

Bom dia Francisco,
Foi com agrado que recebi a sua resposta, mas queria realçar 2 pontos:
1º - Achei que não seria de bom tom excluir ou ignorar os habitantes de Parada casados em Zimão .
2º - Relativamente ao restante conteúdo do texto "SINAIS DO TEMPO", penso que está correcto e concordo perfeitamente consigo.
Importa referir que para ir de Parada a Montenegrelo de carro ou bicicleta, era necessário ir dar a volta a Vila Pouca, entrar numa estrada nacional. O que para um tractor por exemplo nem sempre é a melhor solução. como tal, tenho de admitir que essa nova estrada é de extrema importância.
No que concerne à ligação a Zimão , e convém frisar que não tenho nada contra Parada (até porque sou muito bem recebido sempre que lá vou, geralmente para ir comprar um cabrito... bem bom), creio não haver necessidade de criar uma estrada nova porque já a temos, foi-nos deixada como herança da linha do Corgo.
Um Abraço

Carlos Zimão
PS - Eu tenho primos em Parada.

De cunha ribeiro a 13.11.2009 às 10:36

Caro amigo, Carlos:

Obrigado pela resposta.
Sobre os rapazes de Parada casados em Zimão: é óbvio que quando escrevi o texto, eu já sabia disso. E foi por isso mesmo que eu afirmei o contrário ( ironicamente), para realçar isso mesmo, porque eu sabia que todos sabiam que do Zé Campos e do Zé Freitas. Além disso, também muitos sabem das minhas próprias raízes em Zimão pelo meu lado materno... Portanto eu só quis pôr em paralelo Zimão e Montenegrelo, mais nada. ( Além disso o meu amigo Carlos já imaginou as pessoas que beneficiariam com uma estradinha alcatroadinha entre Parada e Zimão? Até podiam fazer-se casas ali pelos Picôtos. Lugar muito bonito, junto à Natureza...
(Quanto à utilidade da estrada pra Montenegrelo, eu não a discuto. Mas já discuto porque é que não se deu prioridade a uma rua em Parada que iria desobstruir o trânsito, e deixar as ovelhas em Paz...
( às vezes eu perco largos minutos à espera que os rebanhos passem, meu caro amigo...

Finalmente, gostava de saber se você está a viver em Zimão, ou não... E quem são os tais primos.
Um abraço.
Cunha Ribeiro

De Zimão a 16.11.2009 às 10:42

Caro Francisco,

É com muita pena minha que não resido em Zimão, sou mais uma vítima da desertificação do interior do nosso país, por outro lado, felismente, fiquei no nosso país, estou a residir em Lisboa, sempre dá para pelo menos continuar a falar a nossa lingua.
No que concerne à minha família em Parada, não me é muito fácil identificálos porque nunca tive a oportunidade de ter uma grande convivencia, mas vamos lá tentar:
A Sra Inês (ex. mulher do "comprendes" é prima da minha mãe, sei que neste momento está em França com as suas filhas (já casadas), mas continua ligada a Parada e até comprou uma casa no centro da aldeia.
O Manuel (irmão da Inês), penso que está num lar de idosos.
Tem ainda mais 2 irmâs em França que eu nunca vi.
Relativamente a sí, não sei se o conheço e também não sei se me conhece, de qualquer forma, posso identificar-me, suo o Carlos, filho da Madalena e Manuel que tinham um Café em Zimão, era o Café Corgo, entre o rio Corgo e a estação de Zimão.
Com os melhores Cumprimentos
Carlos Zimão

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