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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Vasco Pulido Valente, a brutal verdade do Medo

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 28.02.11

 

o Medo

 

por Ana Mendes da Silva a Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011 às 22:08

" As conversas no Parlamento entre os chefes de partido são de uma absoluta futilidade. As declarações da gente que nos governa não convencem ninguém. Os jornais acabaram por se tornar num repositório de faits-divers. Nos noticiários da televisão não há notícias. Parece que Portugal se tornou uma província particularmente tranquila, que a Europa esqueceu. Mas todos nós sabemos que não é assim. Porquê, então, esta paz podre? Por uma razão muito simples: porque, do Presidente da República ao último militante, o país político anda cheio de medo - medo de ser, por erro ou por acaso, o responsável final pela crise e de atrair sobre si a ira dormente dos portugueses. Remédio para isto? Não abrir a boca sob pretexto algum ou só a abrir para não dizer rigorosamente nada. O dr. Cavaco, que não gosta e despreza Sócrates, gostava de o ver a ele e ao PS pelas costas. Mas tem medo que uma eleição, como explicou sábado no Expresso o dr. Ricardo Salgado, torne as coisas piores (como sucedeu, por exemplo, na Irlanda). E tem medo que o PSD ou o PSD e o CDS não ganhem a maioria absoluta e que a esquerda (incluindo Sócrates) fique ainda em posição de bloquear o presuntivo primeiro-ministro (Pedro Passos Coelho?). E o Presidente também tem medo da velha loucura do PSD, com que não se entende (mesmo desprestigiado e nulo, Pedro Santana Lopes já sugeriu ontem que se trocasse Passos Coelho por Rui Rio). E não tem menos medo que uma desilusão eleitoral se vire contra ele, se ele a convocar sem uma desculpa inatacável e protegido por um eleitorado unânime. Mas se o Presidente está à beira de um ataque de nervos, Sócrates não está melhor. Ele não ignora que uma grande derrota (de resto, mais do que provável) liquidaria o PS por uma geração e que, ele, pessoalmente, deixaria de existir. Não admira que tenha medo de Cavaco, que tenha medo de eleições, que tenha medo de um imbróglio qualquer, dentro ou fora do PS, que o faça tropeçar. Uma soma de medos que se resumem a um: sair daquela cadeira, onde ele duvida que se volte a sentar. E Pedro Passos Coelho? Tem medo que o julguem apressado e medo que o julguem indiferente. Tem medo de avançar e tem medo de continuar parado, deitando pelos povos pérolas de sabedoria. Tem medo do CDS e tem medo de precisar do CDS. E tem principalmente medo que os génios que arranjou não cheguem para endireitar Portugal. O medo vai de ponta a ponta, de Cavaco ao PSD. O medo paralisa. E o medo mete medo.»

 

Vasco Pulido Valente, Público

 

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