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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Fernando Ribeiro, O Comboio da Minha Memória

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 31.08.11
 
Em memória do velho texas e da linha do Corgo em Chaves - Portugal

 

 

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A saudade e a memória andam quase sempre de braço dado, pois assim seja. Hoje é por aí que vou: Saudade e Memória de um comboio que carinhosamente lhe chamávamos Texas.


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Quase desde bebé  e até que o velho Texas (já a diesel) deixou de existir retenho na memória largas dezenas, talvez centenas, de viagens que fiz por essa linha do corgo fora. Partidas desde Chaves até Parada do Corgo (terra do meu pai) e vice versam, eram frequentes, várias vezes por ano. Até à Régua (e vice-versa), entre algumas, retenho a grande viagem que fiz pela segunda vez com 7 anos de idade. Até Vila Real, algumas viagens semanais durante o tempo de tropa. Tantas, que o Texas quase fazia parte da minha vida das pequenas viagens deste Trás-os-Montes.


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Conhecia de cor as passagens de nível sem guarda, com guarda, as travessias das estradas, onde metia água, onde descansava, onde metia e deixava gente… eu sei lá!


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Foi durante poucos anos, já na sua morte anunciada, o meu despertar ou embalar do sono nas partidas das 5H30 (são da manhã as horas).

 

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Alegrias e desgraças (também as houve) o Texas fazia parte da vida flaviense. Era o nosso Texas, final de linha, que trazia até nós gentes de fora, gentes de cá, militares, mercadorias e até malucos que diziam embarcarem no Porto tipo encomenda para desaguavam em Chaves.


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Pouca-terra-pouca-terra, truz-truz seguido de apitos estridentes a fazer-se anunciar enquanto semeava faúlhas de fogo e fumo espesso por todo o lado, faziam do Texas as delícias de turistas e não só, de um acompanhar a paisagem à varanda e, descidas e subidas em todas as estações… Saudades e memórias de todo um Texas que durante anos a fio fez o transporte, delícias e ligação até (o então) nosso Portugal.


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Ficou velho, velhote, ultrapassado, nem o diesel foi a sua salvação e à boa moda que hoje ainda se pratica, em vez de se modernizar e adaptar aos novos tempos, ditou-se a sua morte e aos poucos,  o encerramento da linha do Corgo. O seu carrasco tem nome e hoje até é Presidente da República que dá pelo nome de Aníbal Cavaco Silva, mas não é o único, pois também o poder local por essa linha do Corgo acima (ou abaixo) não mexeu uma palha para manter e fazer força para modernizar a linha e o comboio, aliado a outros lobbies (que os houve pela certa) dos transportes e transportadores por estrada. Com uma decisão de Lisboa, ainda por cima de Economista que até ensinava na universidades, acabou-se com aquele que está provado ser o melhor meio de transporte de pessoas e mercadorias. Começou aí o desprezo pelo interior  norte transmontano que se viria a repetir noutras linhas com o fecho sucessivo de vários troços até à morte final e noutros encerramentos vitais para o viver democraticamente em igualdade.


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Hoje fala-se em TGV e, por muita crise que haja não se prescinde dele. Ilusões e a mania de parecer-mos e queremos ser grandes, mesmo que esteja provado que é para dar prejuízo e contribuir para a nossa desgraça, mas insiste-se no TGV, talvez para levar a Inês de Medeiros até Paris e outros políticos que tais pagos por todos nós, enquanto que o interior norte, desgraçado, já sem pérolas e anéis nos dedos, cada vez mais é saqueado nos recursos que temos (vêm aí as barragens para sugar e matar o Tâmega) enquanto esquecidos e desprezados em termos de saúde, ensino, cultura,  agricultura e sobretudo, futuro, mesmo que,  aqueles que nos deveriam defender em Lisboa, como a Srª Deputada flaviense (!?) e o Pavão de Castelões,  digam que tudo vai bem no reino da Tamagânia…. com a qual fazem inchar o seu ego e vão vivendo com os dividendos e mordomias do poder à custa dos papalvos da paróquia…


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Pois hoje proponho-vos uma viagem não possível e sem qualquer partida ou regresso pela linha do Corgo acima/abaixo, ou o que resta dela, onde a custo ainda se consegue adivinhar ou rebuscar na memória que por aqui existiu um comboio, onde, com excepção para a estação de Curalha (Tâmega) que graças a um particular amante do Comboio preserva a sua memória, o comboio parece nunca ter existido e o que resta da sua memória está tristemente abandonado à espera que as intempéries acabem de vez com a memória do comboio no concelho de Chaves, nem para a preservação das antigas estações e apeadeiros há ou é demonstrado qualquer interesse. Dizem querer fazer da velha linha uma ciclovia como se a brincar com bicicletas de meia dúzia de adeptos se fizesse a memória de um comboio, quando, ainda é possível, senão termos de volta o comboio (bem  é possível, assim haja interesse e inteligência de Lisboa) pelo menos termos uma linha turística com o velho Texas a carvão de regresso, para fazer a delícia de muita gente. Imaginação e inteligência, pouca que seja, precisa-se!


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Loivos, Oura, Salus, Vidago, Campilho,  Vilarinho das Paranheiras, Vilela do Tâmega (em Moure), Curalha (Tâmega), Fonte Nova e Chaves, um troço de linha que tanto custou a fazer (em tempo e dinheiro) para o Sr. Aníbal numa decisão leviana com desprezo pelas gentes do interior,  tomada comodamente em 1989 desde S.Bento, no palácio do poder em Lisboa dizer: Feche-se!

Nunca esqueço quem nos faz bem, mas também não esqueço que nos faz mal. Mas a seguir a ele (Anibal) outros lhe seguiriam os passos, o último, chama-se Sócrates, para dar mais que razão à bocarra de “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”, principalmente Trás-os-Montes…


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Pois hoje em imagens, fica o que resta da nossa antiga linha do Corgo, os seus apeadeiros e estações (quase todos a caminho da ruína, nem a dignidade e memória do seu passado persiste), e à excepção da estação de Loivos, pois não sei nem nunca soube como lá chegar sem ser por comboio, uma estação, diga-se a verdade (pois tudo leva a crer tal) que foi construída graças a uma boa cunha, pois durante todo o meu tempo de utente da linha (praí 19 anos), o comboio fazia sempre a cerimónia de lá parar, mas nunca vi um único passageiro subir ou descer naquela paragem e, sempre mostrou o seu aspecto de abandono sem alma viva no edifício da estação. Coisas de cunhas, que os políticos tão bem conhecem para os da sua cor e que não são de hoje, pois sempre existiram, mas antes, estava instituída pelo alinhados ao regime, eram (digamos) legais, e hoje, embora oficialmente não exista e se repudie, quem não  tiver cartão do partido e não abanar a bandeirinha (seja qual for a cor), está tramado, é mais um a fazer número de percentagem no desemprego e do desespero.


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Fiquem então com aquilo que resta da memória de um comboio que existiu na linha do Corgo e que tinha fim de linha em Chaves, na estação, onde hoje se faz cultura com rapazes da Venda Nova e concertinas. Não sei porquê, mas preferia o meu velho Texas à cultura que lá se pratica…


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Para terminar. Sei que existe um Museu (armazém) do comboio, é certo, mas para uma cidade que gasta tanto com a imagem, festimagens e outros devaneios, um museu digno do comboio precisa-se, pois a grande maioria dos flavienses (já nem falo dos turistas) nem sequer sabem que existe um armazém do comboio.


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É tudo por hoje, aproveito esta última imagem para enviar uma carta a quem queira entender ou saiba ler aquilo que por aqui se escreve  com votos que passem bem o que resta deste fim-de-semana, pois amanhã  há mais!

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às 12:23

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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