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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O subterfúgio da legalidade

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 24.10.11

 

  O Sr Ministro Macedo abdicou finalmente do seu subsídio de alojamento em Lisboa. Teve o "azar" de já possuir casa em Algés, a quinze minutos do Ministério.

  Sucede porém que , vista a reacção, o Sr Ministro só abdicou do subsídio "abusivo" por não suportar ver o seu nome na imprensa e nos blogues.

  E qual a razão que o Sr Ministro adianta para justificar  abdicação tão tardia? A legalidade da coisa.

  Pois é, Sr Ministro, cá estamos nós perante a velha e controversa questão de perceber se o que é legal será justo. Ou seja, se a lei se deve cumprir em quaisquer circunstâncias, sem uma única consulta aos neurónios, ou se deve merecer suspenção, segundo juízos de justiça e equidade.

  Aparentemente, e segundo o seu próprio juízo das coisas,  o Sr Ministro  vai deixar de cumprir a lei, ao abdicar do subsídio de alojamento que lhe estava a entrar na conta bancária. Para o Sr Ministro, o que é legal é sempre justo, ponto final.

   Pergunta-se então: - Por que é que o Sr Ministro abdicou?

   Eu tenho a resposta: O Sr Ministro abdicou por uma de duas razões ( ou pelas duas ao mesmo tempo): Por pressão do seu Primeiro Ministro, ou por pressão da opinião pública. Se foi por pressão do PM, fico contente, pois verifico que lá em cima ainda haverá uma réstia de ética; se foi por pressão da opinião pública, e decisão autónoma do Sr Ministro Macedo, fico triste, pois  só o empurrão que levou da imprensa e dos blogues levou o demoveu do subsídio indevido.

   Resta de positivo, em toda esta história,  o facto de ter havido alguma vergonha na cara. Não lhe parece, Sr. Ministro?

  O Sr. saberá que é muito fácil  defender-se com o argumento da legalidade. Mas poderá tal legalidade encobrir uma benesse injustificável, sobretudo nos tempos que correm? Não será o seu privilégio um enriquecimento ilícito? Ou se achar que é lícito, como julgo que acha, não o acha injusto?

   O que o Sr invoca em sua defesa, Sr Ministro - a legalidade e legitimidade do subsídio que o tramou - é prática diária neste deste país, há muito tempo. E não apenas na esfera governamental. O Sr. Ministro quer um exemplo? Olhe, os juros a taxa especial para certos grupos corporativos, como o da CGD; O Sr., já que é Ministro, deve saber que os funcionários da CGD quando querem comprar uma casa,  pedem o dinheiro ao  patrão. E este, do cimo da sua patronal bondade lá lhes faz um excelente desconto, por serem seus empregados, e lhes ficarem gratos pelo favor.

  Ora, embora isto exceda todos os limites do senso comum, não deixa ser legal e regulamentar, Sr Ministro! Mas será justo?

  Perguntem a quem pede dinheiro à CGD e não é lá de casa... 

 

CR

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às 14:56

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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1 comentário

De Produtos Naturais a 24.10.2011 às 17:01

Os primeiros que deveriam dar o exemplo são os primeiros que não fazem. Mas a culpa não é só dos ministros, é também da legislação que existe nestes casos. E seguirmos o exemplo da Suécia onde os Ministros pertencem à classe média e são honestos e humildes como o resto da sociedade da sua classe social? já faria bem mudar este panorama.

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