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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


José Carlos Pacheco Alves - Lembrando ilusões da diáspora por terras de Angola

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 16.01.12
 
O poema que aqui deixamos é quase autobiográfico. Foi escrito em 1984 depois de termos regressado de Angola onde leccionamos durante três anos no Instituto Hoji ya Henda ( Huambo, antiga Nova Lisboa). Antes, já tinhamos passado pela Guiné - Bissau, no ano lectivo de 1979 -80. 
Num tempo em que se fala e se incita os portugueses a emigrar, lembramos aqui os muitos jovens que nos finais dos anos 70, a troco de quase nada, e depois do regresso à pátria de milhares de portugueses, foram superar a falta de professores nas escolas dos países africanos que por nós tinham sido colonizados. O país esqueceu-se, aliás como já é hábito, desses muitos jovens que, embrenhados na revolução dos cravos, imbuídos dum espírito de dádiva, sonhadores, pensavam ser possível, depois do retorno de muitos portugueses, ajudar a construir uma África mais fraterna e mais justa.
Apesar das agruras porque passamos, não esquecemos a experiência adquirida e tudo o que ficou para trás, quando o que se passou teve influência positiva em todos nós. Ficou o sonho , a amizade e a camaradagem com as gentes da Guiné -Bissau e Angola.

Setúbal, 9 de Janeiro de 2012.



SEM RUMO


Da minha aldeia parti um dia
Com amargura e desiludido,
Longe, no horizonte, o sol sorria 
De incontido

Espírito de fogo em natureza
Vagueio agora sem rumo
Imerso na tragédia da beleza
Assim deliro e me consumo

Nos caminhos por onde caminhei
Pesquisei tão disforme grandeza
Que tudo aquilo que sonhei
Apenas ficaram ocasos de pobreza

Seduzido, e sempre com melodia,
Embalado por manhãs de ventura
O que eu apenas queria
Era atingir a fronteira em altura

Ai esta linha do roteiro
Que se quebrou na desilusão!
Entristado, voltei aonde primeiro 
Foi a vida no meu torrão

Setúbal 1984 (J.C.Pacheco Alves)
 

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às 19:33

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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