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viveiro em 1987


JOÃO FERREIRA - O Zé Bonito

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.12
                                                                       
João Ferreira   UMA LENDA PARADENSE -  "ZÉ BONITO"
 
 Devido a não existir qualquer família  deste homem, ele  deve ser recordado de vez em quando, pela comunidade Paradense.
 ZÉ BONITO ( o sobrenome é alcunha). Nasceu em Parada, no ano de 1937. Era filho da senhora Rosalina. Tinha mais três irmãos, que já foram, em tempos, referenciados neste BLOG. Estatura mediana. De uma família humilde, honesto e muito educado. Teve duas fases na sua vida. 1ª.Fase: nasceu e viveu em Parada, cerca de 30 anos. Com uma vida cheia de dificuldades, como era normal naquele tempo, viveu honestamente  à custa do suor do seu trabalho, que nem sempre era remunerado.
Nas décadas de 50/60, o Zé Bonito, fazia parte da nossa equipa de futebol da aldeia. Jogador de pouca técnica, mas de raça e valentia, era imprescindível na equipa.
Jogava a  BEK DIREITO, (como se chamava na altura). Recebia instruções antes dos jogos, para jogar com garra, do primeiro ao último minuto e ele cumpria na íntegra. Pelo lado dele, ninguém passava, ou só passava a bola, ou só o adversário. Quando a bola chegava aos pés dele, chutava para o lado para onde estivesse virado. Acertar, acertava sempre, ou na bola ou no ............ Os adversários temiam-no, porque ele jogava de chancos. Era viril no jogo, mas nunca partiu nenhuma perna a ninguém. Era daqueles que antes quebrar que torcer, à boa maneira trasmontana. Obedecia sempre aos colegas da equipa, para ele estava sempre tudo bem.
2ª.Fase: - Um dia o Zé Bonito rumou a Chaves, julgo que por intermédio da família Rito, desde então a  vida dele modificou-se para melhor. Começou por trabalhar numa Quinta pertencente ao senhor Secundino, marido da dona Idalina Rito. Nada lhe faltava, era consciente do seu trabalho, bem educado e responsável. Depois a quinta foi urbanizada e ele foi trabalhar para um patrão, passado um tempo foi para outro, todos os patrões gostavam dele, por ser sério, honesto e trabalhador.
Gostava de beber o seu copito e de vez em quando a bebida fazia-lhe mal. Quando estava com ela, a reacção era cantar e rir. Aos fins de semana, a maior alegria dele, era montar na sua bicicleta (a jinga), como ele lhe chamava e percorrer alguns quilómetros pelas aldeias vizinhas, visitar amigos e beber o seu copito.
Passava todos os dias à minha porta, mas só chamava se estivesse um pouco pingueiro. Quando ia a minha casa era uma alegria para os dois e passávamos algum tempo a recordar a vida passada na aldeia.
Esteve sempre ligado à família Rito. Por esta família foi sempre bem tratado, nada lhe faltava, andava sempre com boas roupas, muito limpinho, bem comido e bem bebido.
Até que um dia tive a triste notícia do seu falecimento. Paz à sua alma.
 
JOÃO FERREIRA

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às 23:56

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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4 comentários

De cunha ribeiro a 09.02.2012 às 00:08



 Texto lindíssimo do nosso João Ferreira. Graças a este belo naco de prosa, Fiquei a conhecer muito melhor  mais um filho da terra - o ZÉ BONITO.
Obrigado, amigo João Ferreira

De joaodeparada a 09.02.2012 às 17:55

Amigo, João Ferreira gostei muito do texto sobre o Zé Bonito, lembro bem dele como dos irmãos Avelino, Jacó e o Menino de Ouro como eram conhecidos, o Menino De Ouro era assim chamado pelos mimos que a sua mãe Rosalina lhe fazia já que era omais novo e ficava muito zangada com a canalha quando  se metia com ele, gostaria que também falases alguma coisa sobre eles principalmente o Avelino.
Um grande abraço a todos.
João de Parada ( Ribeiro)

De João Ferreira a 14.02.2012 às 22:19

Amigo João
Obrigado pelo reconhecimento do texto.
Sobre o Avelino (Resineiro), devido ao pouco tempo que residi em Parada, em pormenor, eu não sei esclarecer.
Sobre ele, a minha mulher alguma coisa vai informar, em breve.
Cumprimentos à família.
Um abraço.
João Ferreira

De João Queiroga a 09.02.2012 às 19:10

Este belo texto do Sr. João Ferreira sobre a figura do Zé Bonito, trouxe-me à lembrança todo o imaginário da minha infância quando, sobretudo por ocasião da festa de S. Pedro, eu passava alguns dias em casa da minha tia Jorgina e do meu tio Zé Penato, onde ao tempo trabalhava, quem haveria pois, de ser?!... O Zé Bonito!...
Para os meus pouco mais de 10 anos de idade, por aí, o Zé Bonito era asssim uma figura marcante, quase lendária, simultâneamente rude e carinhoso, sempre alegre e brincalhão!...
Nunca mais esqueci um espisódio sintomático da sua personalidade que peço licença para, nesta oportunidade, aqui partilhar em homenagem à sua memória;
Naqueles dias de Verão fazia imenso calor e eu era, durante a noite, literalmente comido pelos mosquitos!... Um dia, o Zé assegurou-me que dormisse descansado que ele se ia encarregar de os matar a todos!...
Quando acordei, de manhâ, tinha estranhamente encostado à minha cama um estadulho, um enorme foeiro!...
Mal cheguei à cozinha já o Zé me esperava para saber como se tinham então portado os mosquitos?!...
Só então percebi!...
É que ele, na falta de melhor solução, disse, tinha-se encarregue de os correr a todos à estadulhada!...
Já lá vão 50 anos!....
E eu curvo-me com profundo respeito.

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