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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Edite Ferreira - o Avelino

por cunha ribeiro, Terça-feira, 14.02.12
                                               
 AVELINO (RESINEIRO)
 
O Avelino era um homem alto, possante, de quem trabalhava a terra.
Conhecia-o da casa dos meus tios, onde trabalhava muitas vezes! Sempre arregaçado e descalço, mais parecia, que o inverno não lhe metia medo. Nessa altura os invernos eram muito mais rigorosos!
Quem o queria ver, era carregar e descarregar, camiões de batatas, para o senhor José Dias, quer chovesse, quer nevasse.
No tempo da castanha, era uma azáfama, pois as castanhas e as nozes, tinham de estar a tempo no porto de Leixões, para embarcarem para o Brasil. Diziam os mais velhos, que tinham de chegar ao Brasil, antes do Natal. Pois eles adoravam as nossas castanhas e nozes.
Mais tarde, começou a ficar doente, ou pelo frio e chuva que apanhou, ou que sabe alguma doença genética. Antigamente, ninguém sabia de nada! Talvez,  nem o próprio médico.
Comecei a vê-lo de muletas, sem uma perna, mais tarde sem as duas. Deslocava-se de rastos para o comboio. Era o seu transporte da Parada para Vila Pouca, onde ia mendigar uns trocados, para a sua sobrevivência. Pois os familiares não tinham posses, para as suas carências.
A ultima vez que o vi, estava todo contente, porque as pessoas de Vila Pouca estavam a tentar arranjar dinheiro, para lhe comprarem uma carreira de rodas, para melhor se transportar, pois andava de gatas.
Para subir para o comboio, era com a ajuda de alguns passageiros, que saíssem ou entrassem, ou então contava com o caridoso do revisor.
Mais tarde, quando passei por Parada, perguntei por ele e disseram-me que tinha falecido! Tenho a impressão, sem ter a sua cadeira de rodas, que era a coisa que mais ansiava, naquela altura da sua vida.
Um homem grande, com uma vida tão curta!
Às vezes penso, se foi a vida que lhe fugiu, ou ele fugiu da vida madrasta que teve.
Para nascer, também é preciso ter sorte.
 
                         EDITE

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às 23:31

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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1 comentário

De cunha ribeiro a 14.02.2012 às 23:36



 Dona Edite:


 Obrigado pelo tocante retrato do Avelino que eu não sabia ter o apelido de Resineiro.
Parabéns.

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