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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Passeio amoroso pela Padrela

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 17.02.12

 Vem, dá-me a tua mão. Desçamos os dois, devagar, esta montanha. Sigamos, enamorados, de mãos enlaçadas, as veredas junto ao ribeiro.

 Deixemo-nos ir, serenos, pela ladeira da serra. Aqui e ali haverá socalcos inesperados. Porém, de quando em vez, o monte aplaina suavemente, e deixa-nos ver toda a paisagem à volta.

  Lá longe, na meia serra - vês? - é o “penedo redondo”! Dizem que, em tempos idos, rebolou do cume da serra. E ali ficou, rochedo- fraga, de sentinela, sob o comando da  de "novais".  

 Sentemo-nos. Lancemos um olhar, ao longe, deixemo-nos enebriar pela novidade cromática da natureza. Desnudemos aquelas árvores. Vejamo-las sem folhas, nuas, como nós. Sintamos a sua e a nossa atracção. Que o devaneio com que as vemos seja este sonho que nós sonhamos agora. E a esperança que ele nos traz de haver  realidades sonhadas, e sonhos reais. Sonhemos, pois, o nosso sonho. Tornêmo-lo tão real como aquele canto de ave . Esta realidade que vemos e ouvimos aqui e agora. Há árvores na Primavera vestidas de folhas de Inverno. Aquelas ali, por exemplo, naquele pinhal.

 Vem, vamos descendo, assim, sozinhos, no meio da multidão de seres que nos envolve e encanta. Oiçamos os sons antigos dos xocalhos. Os rebanhos branqueiam lameiros verdes. Manchas castanhas, dispersas, de gado pastam junto ao ribeiro. A água, essa, escorre ligeira,  cantando áreas plangentes alegres outrora, e beija devagarinho lados de  pedras no chão dos regatos.

 Oiçamos e olhemos. Agora, os picôtos, seios virados ao céu feitos de terra e arbusto . Espantemo-nos com este prodígio terrestre da natureza. 

  Ali à frente, o moinho, espera por nós. Abracemo-nos. Façamos o tempo parar.

 

Afonso Valtique

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às 00:14

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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