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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Agostinho Rodrigues

por cunha ribeiro, Sábado, 25.02.12

 

Agostinho E Manuela Casal«LEMBRANÇAS DO PASSADO»

 

Na década de 60, 3 rapazolas de Parada de Aguiar, de seu nome JOAQUIM MAGALHÃES (BALDEIRO), seu primo JOSÉ MANUEL e AGOSTINHO, certo dia, como o Joaquim tinha em Raiz do Monte um namorico, desafiou-nos para eu e o José Manuel irmos com ele fazer uma visita à sua donzela. Combinou-se qual o domingo que havíamos de ir. Como o amigo Joaquim tinha comprado uma bicicleta de corrida há pouco tempo e querendo fazer um bonito perante a sua admiradora, queria ir de bicicleta. Mas; eu e o José Manuel não tínhamos bicicleta. Então como havíamos de fazer. Eu pedi a bicicleta ao Sr. António Coutinho e o José Manuel ao tio dele Sr. Alfredo. Depois, num belo domingo à tarde lá nos aparautamos com a melhor farpela e lá fomos nós serra acima com a bicicleta à mão e às costas conforme o caminho até ao Viveiro. Ao chegar aí, apanhamos o estradão que dava até ao Alto da Presa, descemos até Raiz do Monte. Chegados aí, fomos para o bailarico. O Joaquim com o seu namorico, eu e o José Manuel, íamo-nos desenrascando com aquilo que nos vinha à mão. Felizmente não foi chita.

As horas passaram-se num abrir e fechar de olhos. Quando damos por conta, já estava a anoitecer. E quem nos havia de dizer que o nosso amigo Joaquim queria vir embora. Pois estava tão entusiasmado com o bailarico e nos braços da sua moçoila que nem se lembrava de mais nada.

A nossa sorte foi uma irmã do Armando Ricote, cunhado do Joaquim, que nos chamou para ir a casa dela comer um salpicão, convencendo-o que nós tínhamos razão e que estava na hora de regressarmos a casa, porque se estava a fazer tarde.

 Pusemo-nos então a caminho de Vila Pouca para irmos ao cinema, conforme já tínhamos combinado. Tudo correu bem até chegarmos a Guilhado. A partir daí, o Joaquim, amanda-se com uma velocidade por ali abaixo que nós comentamos: este gajo é maluco! Com a velocidade que leva, não vai chegar a Vila Pouca.

 Nós, entretanto, cá atrás, vindo com mais atenção e, sempre a reparar se o víamos, lá chegamos a Vila Pouca. Ao chegarmos, fomos logo directos ao café do Joaquim que, geralmente, era o ponto de encontro da rapaziada. Procuramos por tudo quanto é sítio mas o outro Joaquim, nada. Que é que nós pensamos - só podia ter ficado para trás estampado, ou foi embora para casa. Decidimos voltar atrás até Guilhado, chamando por ele - mas o Joaquim tinha-se evaporado.

 Voltamos a Vila Pouca, procuramos novamente - mas nada. Então decidimos vir a Parada e o José Manuel, foi bater à porta da tia Palmira, mãe do Joaquim, perguntar se ele estava em casa. A tia Palmira muito admirada, logo disse: então ele não foi contigo! Ele ainda não veio.

 Voltamos novamente a Vila Pouca, procuramos por todo o lado. Fomos novamente a Guilhado, chamávamos por ele, mas nada. Já estávamos cansados de tanto andar e procurar, decidimos vir embora para casa mas muito preocupados com a desculpa que havíamos de dar caso ele não aparecesse.

Quando vínhamos já a caminho de casa e, ao chegarmos ao toiral, aparece-nos o Joaquim com a bicicleta às costas. Nós, quando o vimos, queríamos-lhe bater de zangados que estávamos. Foi então quando ele disse: "estou todo partido, cheio de sangue e ainda me quereis bater? " Aí pedimos para ele se chegar mais para o lado da luz do candeeiro para nos certificarmos do que ele estava a dizer. Foi quando nós vimos que ele de fato estava a falar verdade. Pois estava todo cheio de sangue, com a roupa toda esfarrapada e a bicicleta toda partida. Soubemos então o que tinha acontecido: "  Numa daquelas curvas manhosas logo a seguir a Guilhado, o Joaquim foi a direito, galgou a parede, bateu num carvalho, partindo a bicicleta, do qual resultou ficar desmaiado tempo indefinido lá no meio da boiça".

 Entretanto, a nossa fúria passou, e logo nos prontificamos para o levar à farmácia, dado o estado em que se encontrava o amigo Joaquim. Mas, ele armado em cabeça dura, recusou-se a fazer aquilo que nós queríamos fazer – dizendo-nos "que era mais velho que nós e sabia muito bem o que estava a fazer." Mas, pelos vistos não sabia não, porque ao outro dia de manhã, quando a mãe o foi chamar para ir trabalhar, o Joaquim estava com a cara toda inchada, e com tantas dores, que foi preciso chamar o médico para tratar dele, estando bastante tempo sem poder trabalhar.

 Moral da história: um dia que estava previsto ser cheio de alegria ia-se transformando em tragédia. Felizmente, acabou tudo em bem e ainda estamos os 3 vivos.

 Daqui lhes envio um grande abraço e, se lerem isto, que se riam um bocadinho dos tempos passados. Pois é sempre bom revivermos os tempos de juventude.

A todos os Paradenses, um grande abraço.

 

Agostinho Rodrigues

 

 

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às 15:55

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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2 comentários

De cunha ribeiro a 25.02.2012 às 16:18



  Bela história esta, Agostinho. Cheia de peripécias e de suspense.

De João Ferreira a 26.02.2012 às 00:23

Amigo Agostimho
Essa história verdadeira, são memórias que nunca mais esquecem.
Mas o joaquim, com medo de outra igual, e com a bicicleta feita num oito, deve ter esquecido a moça.
È bom que cada um de nós, vá recordando um bocadinho do passado.
Um abraço
João Ferreira

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