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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Agostinho Rodrigues

por cunha ribeiro, Sábado, 03.03.12

 

«O JOSÉ BONITO E A “CARRIÇA”»

 

Já se falou muito do Zé neste Blogue e da sempre sua boa disposição de rir e fazer rir. De facto o José era possuidor desse dom.

Mas, a história que eu aqui vou narrar passou-se da seguinte forma: certo domingo, eu e o José, tínhamos combinado ir ao cinema a Vila Pouca. Estava tudo acertado para, a seguir à ceia, como se dizia naqueles tempos, nos pormos a caminho.

Mas a certa altura diz o Zé:

-Eu a pé não vou!.

-Então como é que vamos fazer? Respondi eu.

 Diz-me o Zé:

- Vais andando até aos canastros que eu vou buscar a carriça à corte do Ti Manuel Taberneiro.

A carriça era a égua do Sr. Manuel. Tentei desencorajá-lo de ele fazer isso. Como ele estava um pouco animado, não fez caso nenhum do que eu lhe dizia e lá foi ele à corte buscar a dita carriça para irmos a cavalo para Vila Pouca. Se bem o pensou – melhor o fez. Vai daí, entra na corte onde estava a carriça, tira-a cá para fora. Naquele espaço de tempo, o Sr. Manuel apercebendo-se de que algo estranho se estava a passar – grita para a mulher, “ ó Maria!… Estão a roubar a égua!”.

 Põem-se a pé, vêm cá para fora e começam a gritar que os ciganos estavam a roubar a  carriça. O Zé, já com a égua em mão, monta a cavalo nela e põe-se a galope, mas, ao chegar entre as casas do Sr. Antoninho Segurelho e Sr. Palmira Rendeira, ia passando por cima do Sr. Domingos Faria, que, no momento, ia a caminho de casa, e, assustado, gritou – “isto é o diabo ou quê?”.

 Como não podia deixar de ser, o pessoal ali do fundo do povo, ao ouvir gritos – acorreu em auxílio procurando saber do que é que se tratava. Inteirados dos factos, muniram-se de estadulhos, forquilhas e outros objectos e vieram a correr para os canastros para apanhar o ladrão. O Zé em vez de ter vindo logo para baixo, ainda foi dar umas corridas até à capela dos Santos. Quando vinha ter comigo à Cruz, já tinha o cerco montado para ser apanhado nos canastros. Apercebendo-se disso, o Zé larga a carriça, salta para a Eira dos Ferreiros, daí para as braldamilhas, batocos e, só foi parar à ponte do caminho-de-ferro, onde eu fui dar com ele a lavar as botas e as calças no rio por se ter sujado todo ao correr por aquelas lameiras abaixo. Eu, vendo-o correr, fui ao encontro dele. Aí chegado, foi então que ele me pôs ao corrente de tudo o que se tinha passado. Dali até Vila Pouca, foi um fartote de rir com o amigo Zé.

Já em plana cessão de cinema, quando nos lembrávamos da peripécia, ríamos que nem perdidos, ao ponto de levarmos também a rir as pessoas que estavam ao nosso lado, que se riam só por nos verem a rir. O José era de facto uma pessoa muito bem-humorada e bom companheiro da farra.

Lá – onde estás, és sempre recordado como bom companheiro.

Um abraço para todos os Paradenses e amigos deste Blogue.

Agostinho Rodrigues

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às 14:55

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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1 comentário

De cunha ribeiro a 03.03.2012 às 15:18



 Amigo Agostinho,


  Estas a revelar-te um excelente contator de histórias.
 Eu quero mais.

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