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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Domingos Dias- o imortal

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 06.04.12

 Soube que nas Pedras salgadas há JÁ uma rua com o nome do Presidente da Câmara de Vila Pouca, Domingos Dias.

 Para mim isto é brincar com o sentido profundo  da TOPONÍMIA.

Enquanto o indivíduo existe com um corpo visível à face da terra, o seu nome  e ele próprio são indissociáveis, navegam juntos na espuma dos dias . É por isso que quando passamos ali por Belém, e vemos um homem magro, de fato e gravata, a sair do Palácio, apontamos:  lá vai  o “ Cavaco Silva” . Ora, Cavaco Silva é justamente o nome que, se o dono dele aceitasse, teria a Ponte Vasco da Gama, em Lisboa. Não aceitou e fez bem. Assenta melhor o nome Vasco da Gama, por ser um herói português que a história inscreveu na galeria das pessoas notáveis.

 Há em Portugal uma miríade de ruas e praças com o nome “ Sá Carneiro”.  Ainda bem que há, porque depois daquele acidente inexplicável que o levou, nunca mais encontraríamos alguém com aquele corpo franzino, e aquela inteligência  emocional e política, a quem chamar “Sá Carneiro”. Assim, quando ouvimos ou vemos o seu nome ligado a uma rua, lembramos aquele mesmo corpo, ou imagem, tal como era antes da morte.

Se Sá Carneiro ainda andasse por aí ( e atendendo à falta que faz,  é pena que já não ande), não seria lógico, nem faria sentido, vermos tantas ruas e praças por esse país além com o seu nome. Mas como não anda faz todo o sentido.

O nome de um indivíduo ainda vivo, e sobretudo ainda em idade de exercer uma actividade, ou profissão, não deveria saltar para a tabuleta de uma Rua, Avenida, ou Praça. Atribuir nomes de pessoas a ruas, ou avenidas, ou outra obra pública qualquer, ainda em vida,  poderá considerar-se, na minha visão do problema, uma apropriação ilícita de um bem público, e mesmo  uma usurpação de poder.

 A TOPONÍMIA, como justa homenagem a pessoas que se destacaram pelo seu mérito público, não se destina certamente a promover um indivíduo, de forma a que tenha privilégios materiais com tal promoção. Destina-se antes a preservar do esquecimento que a morte provoca, a sua memória.

 A TOPONÍMIA é pois uma espécie de agradecimento público pelo que determinada pessoa fez pela comunidade, e não pelo que fez por si próprio ou pela sua família ( sem com isto querer inferir que no caso concreto de Domingos Dias haja qualquer benefício ilícito para si ou sua família, note-se).

 Há mesmo quem diga que a atribuição de nomes de pessoas ainda vivas poderá configurar uma modalidade de corrupção. Pela minha parte não iria tão longe.

 No Brasil, a localidade  onde Sarney, ex-presidente brasileiro, nasceu, quase toda a família tinha nomes de rua. O povo, que sempre soube chamar os bois pelos nomes, baptizou-a, com alguma piada, de SARNEILÂNDIA.

 Em Portugal, julgo que ainda não se chegou aí, mas por este caminho, lá se chegará.

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às 21:28

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