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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A Emília, lá em Paris, leu este texto (Olá Emília). Eu quis lê-lo de novo. Nostalgias...

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 18.04.12

 NOSTALGIA 

 

A minha imaginação voltou a Paris cavalgando o pensamento, esse cavalo alado sempre arreado e pronto para a viagem.

A bela cidade que Napoleão coroou de soberbos monumentos, lá estava: imponente, imperial e organizada; limpa e a palpitar de vida; as “térrasses” dos cafés cheias, feericamente enfeitadas, hospedeiras fantásticas de transeuntes regelados do frio siberiano.

A Torre Eiffel parecia grudada ao céu de Paris. Tão alta como bela, aos meus olhos alucinados transfigurou-se num candelabro resplandecente, numa orgia fantástica de luzes.

Os Campos Elísios eram um largo rio que transbordava de gente, fluindo pelas suas “margens”.

O omnipresente “Métrô” engolia aqui e ali, multidões várias de raças , levando-as, enlatadas, pelas tortuosas entranhas da urbe.

Os “Boulevards” formigavam de trânsito, escorriam de gente. Autocarros panorâmicos abarrotavam de curiosos turistas de cachecol a esvoaçar. E o frio gelava os ossos dos menos agasalhados.

Nas fontes geladas do Jardim do “Luxembourg” figuravam cristais multiformes de seres estranhos e surpreendentes .

O colossal “Louvre”, à beira Sena, lembrava a eternidade rija da pedra a olhar o breve fluxo  da água que passa.

E os barcos do Sena, albergues de amores, paixões, alegrias, e dramas, desciam e subiam o rio, fascinados com o sumptuoso passado do “Louvre” cuja  pirâmide de "cristal" parece esforçar-se por desvendar o futuro, quem sabe se reflectido nas águas do Rio Sena.

O “Quartier Latin” palpitava de literatura humanista. Sartre espreitava Minerva em cada esquina dos Boulevards. Rajadas de vento invernal sopravam nas folhas soltas de versos de Victor Hugo.

A Sorbonne, à sombra do  Panthéon, refulgia, sábia, sóbria e secular. E os "bouquinistes" espraivam livros nas margens do Rio, vendendo ilusões ao desbarato.

 No regresso, ao deixar para trás a inigualável cidade Luz, fiquei longamente a pensar em tantas vidas ali sonhadas, e a recordar tantos sonhos ali vividos.

 

Francisco da Cunha Ribeiro ( texto escrito há quase dois anos, numa viajem a Paris)

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às 15:14

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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