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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A ARMADILHA

por Francisco Gomes, Sábado, 25.06.16

Nos meus tempos de criança lembro-me das “armadilhas” que os caçadores  usavam para caçarem coelhos e perdizes. Armavam estas arapucas que eram proibidas, no meio das plantações, durante a noite, no dia seguinte logo de manhã iam procurar o fruto da sua aventura. Existia uma armadilha muito curiosa, que o caçador usava durante o dia. Era uma caixa de aproximadamente um metro por um metro, era especial para apanhar perdizes. Era totalmente fechada, uma das testeiras era móvel. Era levantada por uma escora, presa a um cordão. O caçador colocava comida dento dela e por uma trilha a certa distância. Ficava escondido um pouco afastado, segurando a ponta do cordão. Quando as aves estavam dentro da caixa para comer, ele puxava o cordão e a portinhola se fechava, pegava as aves vivas. Quase sempre esta artimanha dava certo.

Um dia um caçador armou a arapuca e foi se esconder no meio dos arbustos. Como as perdizes andam aos bandos, ele ficou espantado ao ver um bando de perdizes se aproximando da caixa, eram um total de doze. Onze entraram na caixa para comerem. Ele pensou: vou esperar um pouquinho que entre a última e assim pego as doze. Enquanto esperava, três saíram, ficaram oito lá dentro. Ele se lamentou, mas pensou: fora a comida acabou, mas dentro da caixa ainda tem muita comida. Vou esperar um pouco que as quatro  que estão fora vão entrar. Mas enquanto esperava mais cinco saíram, só ficaram três lá dentro. Lá dentro ainda tem comida, vou esperar que elas entrem de novo. Enquanto isso saíram mais duas, ficou lá dentro somente uma. O caçador ficou paralisado, cheio de remorsos por não haver puxado o cordão  quando tinham onze lá dentro. Enquanto se lamentava, a última também saiu e o bando foi-se embora depois de ter comido a comida da arapuca.

O caçador ficou triste e pesaroso, cheio de vergonha. Ninguém  iria acreditar que ele tivera à sua disposição onze perdizes, e por causa de uma, não apanhou nenhuma. Existe um ditado muito certo: “ quem tudo quer, tudo perde”. É por isso que os maiores mentirosos são os pescadores e os caçadores.

Eu tinha um vizinho que todos os fins de semana saía para pescar, sempre chegava a casa carregando algum peixe. A esposa falava para as amigas que ele era um excelente pescador. Um dia que ele não estava em casa, foi lá o dono da peixaria, cobrar o peixe que ele apanhara no sábado anterior e ficara devendo.

   

Deus abençoe a todos

          

Agostinho Gomes  Ribeiro   

 

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às 17:26

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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