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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


AGONIA DE UM AMIGO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 02.08.17

Olho para o meu aparelho telefônico, que agora chamamos de “fixo” e tento me lembrar quando foi a última vez que atendi a uma ligação por ele ou liguei para alguém. Não consigo lembrar, não foi nesta semana, talvez nem na outra, acho que já tem meses que ele não é usado. Lembro que as últimas ligações que atendi, eram de alguém com um discurso treinado, a fim de me vender qualquer coisa.

Fico a olhar para o cantinho da estante onde ele repousa este objeto que se tornou inútil. Recordo quanto ele foi interessante para mim e ao seu lado passei momentos agradáveis. Junto a ele tinha sempre dois livros grandes e grossos, que chamavam de “Catálogos”. Num, procurava-se o assinante pelo nome no outro, pelo endereço. Todos os anos eram substituídos, atualizados. Era sempre uma alegria ver nosso nome nessa lista. O papel usado nesses livros deve ter dado bastante prejuízo às florestas do País.

Na época em que pertencia à Companhia Telefônica Brasileira, CTB, a linha era um problema, todos os dias estavam com defeito, os telefones passavam mais tempo mudos, do que funcionando. Houve um tempo em que quadrilhas roubavam os cabos para venderem o cobre, então é que levava tempo para o telefone voltar a funcionar. Várias regiões da cidade do Rio de Janeiro viviam sem telefone. Tinha um fixo que ficou mudo no dia 27 de setembro de 2007, e só voltou a funcionar no dia 07 de maio de 2015. Mandei a Companhia retirar, não o quis mais. Agora tenho outro fixo, mas sem fios.

Existiam por todos os lados muitos telefones públicos, o mais difícil era encontrar um funcionando quando a gente precisava. Chamavam-nos  de orelhões. Em locais públicos como aeroportos, existiam centrais telefónicas, que permitiam fazer ligações interurbanas e até internacionais, a gente pagava os minutos que usasse. Quando acontecia uma linha cruzada, era uma diversão, a gente ficava calado, acompanhando o que se passava com a vida alheia.

Os dias eram assim, olho mais uma vez para o meu fixo e procuro agradecer o tempo que sempre esteve ao meu lado e os serviços que me dispensou. Se hoje é uma peça inútil, substituído pelo móvel, já teve o seu valor e já me ajudou muito nesta vida. Lembro quando comprei a primeira linha telefônica, paguei em 24 prestações, paguei mais de ametade, antes de instalarem o aparelho. Adeus amigo, fostes companheiro e confidente, durante muito tempo.

     

Deus abençoe a todos

           

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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