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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O CÂNTARO DE BARRO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 22.03.17

Na aldeia de Parada existem poucas pessoas que se lembrem do Cântaro de Barro Preto. Era a vasilha usada pela maioria das famílias, para buscar água na fonte e guarda-la dentro de casa para seu uso. Nos meus tempos de adolescente, somente o Senhor Joãozinho Chaves, tinha água dentro de casa. Era canalizada de uma mina que tinha junto da Fonte do Neto. O restante das famílias carregava água das fontes da aldeia nos cântaros de barro, onde era mantida para uso diário. As fontes eram: a fonte do Santo, a fonte do Mouro e a Mina do Fundo. Era comum ver mulheres com os cântaros à cabeça, cheios de água, levada para as casas, para consumo das famílias.

Naquele tempo não se falava no fontenário da Cuscarreira. Eu lembro quando foi feita essa obra. A água vinha de Fonte Castanheira e do Regato Porto Cerdeira. Foi construído um Reservatório no Tojal, dali é que ia a água para a Cuscarreira. A Câmara Municipal forneceu os canos, mas as valas até ao alto da serra, quem as cavou foi o povo. Nos meus treze anos de idade, trabalhei muitos dias. Cada dia iam algumas pessoas em rodízio, para cavar as valas. Lembro que um dia, na Corte do Pereira, a vala teria que passar por cima de uma rocha que precisava ser dinamitada. Fizeram o buraco onde foram colocadas três bananas de Dinamite, o rastilho estava rebentado e o fogo não chegou aos explosivos. Ficamos meio dia á espera de um técnico de Vila Pouca, para constatar que era o rastilho rebentado.

 Naquele tempo havia muitas nascentes pela serra, eu conhecia quase todas. A gente fazia pequenas represas para o rebanho beber. Existiam as poças de cima junto da tapada e as poças de baixo, junto do Porto da Bouça. As águas de Fonte Castanheira, que era a melhor fonte da serra, foram desviadas para o Viveiro. Foi uma luta para canalizá-las para a aldeia. As águas dessa fonte juntavam-se ás do Regato Porto Cerdeira, num depósito construído ali.

Lembro o dia que a água jorrou na Cuscarreira, foi um dia de festa. O Empreiteiro da obra foi o Senhor Jeremias, o povo o aplaudiu pela obra. Passados alguns dias, começou a construir a casa no Adro de São Pedro, aproveitou a bondade da aldeia para roubar o terreno do Santo. Essa casa ainda se encontra lá, hoje pertence à Junta da Freguesia.

 Em Parada hoje, todos têm água dentro de casa, poucas pessoas devem se lembrar do “Cântaro de Barro Preto ” , que tantas vezes ia à fonte, até que um dia lá ficava a Asa. A Fonte do Santo, hoje está muito diferente, falta a grande Pia entre a torneira e o Tanque, onde beberiam os animais que subiam ou desciam à rua. Eu sinto saudades dessa Fonte.

    

Deus abençoe a todos

         

Agostinho Gomes  Ribeiro

 

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às 20:59

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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