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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Retrato Impressionista de Parada do Corgo

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 30.10.14

 

As restantes aldeias do concelho aguiarense poderão ser melhores ou piores, mas igual a Parada do Corgo não há nenhuma.

Da minha longa aprendizagem como cidadão nascido, crescido e atento à evolução de Parada do Corgo, devo dizer com toda a vibração da  minha alma , mas também com toda a distância e frieza de espírito que, hoje, Parada  é uma aldeia onde é difícil coexistir com a sinceridade e com a amizade. Falar ou escrever sobre Parada de Aguiar é um exercício que obriga a ser tão ágil como o trapezista e mais safado que o palhaço de circo.

Fica então o leitor  prevenido para o risco que correremos os dois ao ler estas linhas. Se as quiser interpretar à sua maneira poderá errar na leitura e o que eu quis dizer poderá perder-se na falsidade da sua interpretação.  Se tentar chegar onde eu quis alcançará a mensagem profunda  que é, essa sim, a verdadeira.

Parada, aquela de que vou falar, é uma comunidade de grupos que ora se unem no interesse, ora se dividem na intriga.  Julgo que já ninguém ousa contradizer este facto - em Parada do Corgo houve , de facto, um fortíssimo espírito comunitátio cujo símblo maior foi o seu rebanho comum - a viseira. A pastorícia comum,  as desfolhadas,  as malhadas e outras formas de estar em comunidade morreram e levaram com elas o espírito comunitário e fraterno das gentes. O que resta de comunitário na aldeia reduziu-se ao tamanho do grupo e do subgrupo. O que vemos hoje em Parada são grupelhos de amigos que se entretêm a correr atrás do interesse individual e depois comum do seu grupo. Quanto mais se pode distribuir dentro do grupo mais coeso se torna.  Os grupos que partilham os poderes, por pequenos que sejam, fazem tudo por tudo para não ser perturbados, ou obrigados a alterar comportamentos. Quem não partilha tais comportamentos ou atitudes é obrigado a formar o seu grupo, e  lutar, como pode, contra aqueles. Mas dentro do grupo que se revolta, ainda existem os que lutam com frontalidade, e há os que tentam os caminhos da maciez persuasiva. Entre os dois lados, à volta, e no meio, vão existindo os que nunca atravessam a ponte. 

Parada, apesar disso, lá vai sobrevivendo. Vai valendo para o efeito o sentimento de pertença à terra. Não fora isso e a aldeia perderia ainda mais a identidade, e algumas raízes secavam de vez. Apesar de tudo ainda temos em abundância água fresca,  que ainda nasce na serra pura, mas já muito próximo dos gazes da auto-estrada;

Parada é um paradoxo civilizado:

Uma aldeia fraterna:

 A melhor escola de todo o concelho é paradense mas quem a desfruta é de fora. É como se a nossa mulher nos traísse e nós ficássemos de braços cruzados sem reação. Os paradenses que se sentem bem com o destino dado à sua escola ou são liberais, ou são  cornos. A expressão é dura mas é realista. Imagine o leitor que é dono de uma quinta e quem a explora e habita sem pagar nada  é o rendeiro. Entretanto você vai existindo numa espelunca. Meu caro, é isto que se passa. Não adianta argumentar que  assim a escola está restaurada, mais bonita, patati, patatá.  Esse lugar onde gerações de paradenses aprenderam a escrever e a ler é hoje um cemitério de memórias, onde nem uma flor se pode levar.   É certo que agora nenhum paradense precisa da sua escola para aprender a usar a caneta. Mas dar-lhe-ia jeito pra outras finalidades. Por exemplo, para não haver necessidade de reunir o povo na rua, ou o Conselho Diretivo no restaurante. Ainda bem que o dinheiro sobra para o Conselho Diretivo reunir no restaurante.  Embora pareça que o povo se está nas tintas por viver privado da escola, a verdade é que essa abdicação lhe deve custar a engolir.  É que está ali um edifício belo e moderno e não lhes serve de nada. Ninguém contesta a evidência de a Escola de Parada do Corgo ter sido restaurada por iniciativa e à custa da Câmara Municipal, mas isso não lhe conferia o direito de a retirar aos paradenses. Foi recuperada, valorizada, embelezada? E isso que importa se os portões se fecharam?  Que fique ao menos a ideia que os paradenses são um povo solidário e fraterno, que oferece os seus melhores aposentos às gentes de fora, completamente de graça.

Uma aldeia histórica:

Existe em Parada um magnífico fontenário  restaurado há pouco, mas ninguém sabe  em que ano ou em que século o fizeram, nem querem saber;  existe  um santuário,  medieval, mas votado ao abandono;  existem vários moinhos, mas ninguém os recupera, ninguém  os tira da sua agoniante ruína. 

 

Uma aldeia educada

 

Os paradenses, aqueles que vão partilhando o poder, são educados, portam-se bem, mas desprezam quem não concorda com eles, quem não lhes diz: "fizeste muito bem, continua , é assim mesmo, faz o que puderes aos  amigos, eu sou teu amigo mas não te importes, põe-me de parte, não faças caso de mim, despreza-me que eu sou masoquista".

 

Uma aldeia economicamente forte e com futuro

Finalmente, Parada é uma aldeia muito rica e produtiva:  em pastorícia e pecuária é muito forte.  Mas de há uns tempos a esta parte a sua grande riqueza passou a ser a energia eólica. Estranha-se que sendo o vento a fonte de tanta riqueza, em vez de a espalhar por todos os paradenses, a junte nuns sítios ( poucos) e a varra de outros (muitos).

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 20:02

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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3 comentários

De joaodeparada a 30.10.2014 às 20:28

Muito boa noite a todos,
O meu comentário de hoje, é sobre Felicidade,fiquei feliz,porque fiquei feliz?
Porque passado um ano das eleições da Junta de Freguesias,ou será Junta das Famílias sei lá não sei não é que depois de ter ajudado,eu e muitos mais termos trocado 6 por meia dúzia ou por por menos que isso recebi uma visita,sim amigos uma visita inesperada,imaginem a minha Felicidade depois de um ano receber essa tão esperada visita,obrigado pela visita.
João Ribeiro

De cunha ribeiro a 30.10.2014 às 21:07

Mas que raio de visita, foi essa?!

De joaodeparada a 30.10.2014 às 21:12

Calma que que depois você vai saber kkkkkkkkkkkkkkkkkk
João Ribeiro

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