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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PICOS DA EUROPA, EM ESPANHA - UMA PROPOSTA DE VIAGEM PARA A NOSSA ASSOCIAÇÃO.

por cunha ribeiro, Domingo, 13.12.09

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às 15:12

UMA VIAGEM IRREPETÍVEL

por cunha ribeiro, Sábado, 10.10.09

 II

 

DE CANGAS DE ONIS A LOURDES

 

Pela manhã, Cangas de Onis reverbera mil cores. O verde naquele lugar tem tonalidades agrestes. Mas com os beijos quentes do sol as mesmas cores aveludam. E sentimo-nos bem, naquele aconchego. Ficaríamos ali para sempre. Mas Lurdes era o próximo passo daquela aventura.
E logo que o sol raiou e beijou o Camping de Onis, F. e eu desarmámos as tendas e arrumámo-las na bagageira repleta do rover. E entrámos.
Eis-nos de novo, na estrada. As curvas mostram-nos o Norte, e depois o Sul. E o Nordeste , e o  Sudoeste. Tudo parece girar à nossa volta.
O Norte cantábrico, pela estrada além, é uma dança alucinante com a natureza. Ora bailamos junto do mar, com as suas ondas; ora dançamos, no cimo  da serra, com as suas fragas; umas vezes rodopiamos numa valsa inebriante; outras vezes, num corridinho fantástico.
Atravessada a fronteira em Hendeye, seguimos até Biarritz. Depois à direita na direcção de Pau.
Caía a tarde, quando uma placa anunciou Lurdes. Saímos da auto-estrada. Poucos quilómetros, depois, lá estava “Lourdes”. Protegida, a Sul, pelas serranias dos Pirinéus, Lurdes parece aninhar-se aos seus pés.
Quase à beira da Santa cidade, a G.:
- Um parque de campismo, ali, à esquerda!
 Verde, sereno, limpo, era o nosso querido  refúgio da noite. O lençol  ideal para o merecido descanso do nosso choffeur, que exclamou:
 - “Aqui, nem os grilinhos me vão acordar.”
 
“Lourdes” e o seu Santuário são sítios de rara beleza.
Aos pés da santa, as águas frias do rio passam ondulantes, apressadas, saudando a cada segundo, a gruta ancestral. São as neves eternas dos Pirinéus que se empurram na ânsia de ali chegarem, peregrinas que são da natureza e da vida. Tudo à volta é virgem e puro. As árvores à beira do rio; as crianças que brincam no Santuário; as pedras brancas; os montes verdes até à brancura dos cumes; a relva fresca das suas encostas.
Quisemos agradecer à Santa a celestial hospitalidade . Por isso subimos o escadario que leva os fiéis à sumptuosa Basílica. E rezámos, ungidos de súbita fé, à virgem menina, implorando inconfessáveis perdões.
Deixámos o Santuário, leves, de alma e de corpo ( A alma esvaziara os pecados; e o corpo, depois daquela levitação, voltou à terra esfomeado).
Fomos subindo até ao centro urbano de “Lourdes”. Os cheiros que, por vezes, escapam dos pratos fumegantes das esplanadas, vão aguçando o apetite. O F. e eu, com a sede a iludir-nos as sensações, deixámo-nos seduzir por umas loiras, de aspecto jovem e fresco, que decoravam as mesas de um restaurante cheio de charme gaulês.
E foram elas, aquelas canecas a escorrerem de espuma, que nos fizeram sentar e jantar, logo ali.
 Os rostos de C. e de G. iluminaram-se, quando pedimos quatro canecas. Chegaram à mesa geladas e efervescentes . E foi um inesquecível regalo, aquela bebida caída do céu; aquele “Steack” grelhado nas brasas do monte; e aqueles nacos esponjosos de  “cammembert”.
 Chegámos ao pino da festa. A G. e a C. falavam, falavam, enquanto regavam, regavam. E a garganta das duas secava, secava. Vieram as últimas duas “cevadas”. Beberam-nas. E regressámos às tendas. Era a hora de acordar do sonho e dormir.
 
( continua)
 
 
 
 
 

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às 18:16

UMA VIAGEM IRREPETÍVEL

por cunha ribeiro, Terça-feira, 06.10.09

 

 I
 
DA PÓVOA A CANGAS DE ONIS
 
  O sol daquela manhã de finais de Julho faiscava no tejadilho do “Rover de prata”. O F. e a G. aparelharam-no de véspera, para iniciar, sem demora, a desejada viagem. Na bagageira repleta, duas lonas dobradas, com esmerado êxito, aguardavam, ansiosas, a sua primeira noite. Estavam ali, novinhas em folha, para resguardar os quatro campistas, da chuva, se a houvesse, ou do frio, caso viesse.
Partimos.
Valença, era, por ora, o nosso destino. Até à fronteira foi um vê se te avias. Ávidos de novidade, o carro voou até às franjas de Vigo.
Serenámos.
A Ria, em Vigo, tem retalhos de cores desiguais a adornar-lhe as margens furtivas. E a sinuosidade da estrada mostrava-nos, de todos os ângulos, aquele milagre cromático.
Avançámos.
 -  E agora, é p`ra  La Corunha? Espanholou o “choffeur”.
 - Pois siga para a Coruña! Concordámos nós, já meio embriagados por aquela beleza , à nossa volta.
E “La Corunha” só foi o próximo destino até à mudança de  planos. (Uma viagem sem plano, é como um filme que nunca se viu, e que nos vai surpreendendo, em cada novo cenário). Queríamos dormir algures nos Picos da Europa, por isso, não podia haver “apeadeiro” na bela cidade galega. “Ficava p`ra outra vez”.
Seguimos. E, já a virar o nariz do “ cavalo de prata” para as bandas do alto maciço, parámos a “besta”, apeámos, e toca a cortar umas lascas, do inevitável chouriço, e a metê-las no pão, ainda cozido na Póvoa.
Aconchegada a barriga, voltámos à estrada.
O crepúsculo do fim da tarde chegou, ao mesmo tempo que nós, a Cangas de Onis ( bem próximo de Covadonga). E lá fomos nós à cata do nosso refúgio da noite.
Ali, à beira da estrada, dezenas de tendas, estendiam seus aconchegos, pelos socalcos de um cerro.
Entrámos.
 Nós os homens montámos os abrigos da noite, um ao lado do outro, enquanto elas se esgueiraram, a desfiar conversas, lá delas, procurando a casa de banho.
Montadas as tendas, lá fomos nós espreitar Cangas de Onis.
 
 
 
 
Uma ponte soberba dos tempos do Império Romano ergueu-se subitamente à nossa frente. Alta, quase em ogiva, ainda imponente e bela. Musgos e líquenes de várias espécies  adornam-na de um colorido fantástico. O homem e a natureza criaram ali uma obra de arte incomum.
- Que maravilha! - Exclamámos, comovidos com tanta beleza.
 Por baixo da ponte, as águas esfregam as fragas. Estas formam  bacias irregulares por onde a corrente se espraia e, depois, escorrega ,à esquerda ou à direita, numa inebriante viagem até ao mar.
Muito à pressa, pois o estômago já reclamava o alimento da noite, fomos comer umas tapas no restaurante mais próximo, e eis-nos já prontos para o descanso lunar.
 Por sobre a verdura fresca da relva do parque, espargia o luar seus raios de prata, enquanto o sono iniciava o seu reino debaixo das tendas de Covadonga.

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às 20:57

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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