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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


"Farpas" no "Meco" despindo o "Dux"

por cunha ribeiro, Terça-feira, 04.02.14

 

Antes mesmo de morrerem pessoas, como na Praia do Meco, já este pseudo-costume universitário chamado “praxe” me repugnava. Exemplo típico de práticas humilhatórias, há muito que o assunto “praxes” faz parte do meu catálogo de coisas idiotas e desprezíveis. E se agora escrevo sobre isto é porque a revolta decidiu falar mais alto que o desprezo.

A questão colocou-se-me pela primeira vez quando dava os meus primeiros passos académicos na Faculdade de Letras do Porto. Ao ver alguns colegas humildemente vergados ao gozo público de alguns algozes vestidos de preto, logo me preparei para negar, se necessário em legítima defesa ativa, qualquer tentativa humilhatória por parte daquela escumalha. Por sorte, e alguma perícia, nunca fui alvo desses carrascos.

 Algo vai mal no mundo universitário para que esta coisa arrepiante das praxes  ainda aconteça. Não que eu tenha ilusões acerca do mundo universitário, pois conheço suficientemente o mundo em geral.

 Como professor, com experiência q.b., estou convicto que se desinfestássemos algumas turmas daquela meia dúzia de arruaceiros que normalmente as infestam, teríamos melhor ambiente nas salas de aula. Porém, como o “eduquês” não permite tão simples “revolução”, vamos tendo, para mal dos nossos pecados, repetidamente, essa meia dúzia de patifes a ajavardar tudo à sua volta, espalhando as suas patifarias pelos alunos “porosos”, mais permeáveis e fáceis de manipular.

 A praxe, na sua essência, é um reflexo desta realidade. Os “universitários” que praxam ( sugestivamente intitulados  de “duxes”) são aquela meia dúzia de mariolas que já vem de trás, da primária, do básico e do secundário. Ora, são justamente esses rufias - que trazem no sangue um perigoso “coktail” de estupidez e maldade - os grandes carrascos da nossa juventude mais indefesa, ávida de entrar em qualquer trapalhada que lhes arrebite as células desgovernadas.

 A praxe, no seu lado ativo, tem algo de macho e de intelectual.  O praxante parece usar a capa para se auto-afirmar, para se distinguir dos outros. Mas o que é que o distingue, na verdade, dos outros? Mais massa cinzenta parece pouco provável. Só se for, realmente, o facto de  andar encapado.

Para mim, os praxantes não se distinguem dos outros – dos praxados - por serem mais machos e inteligentes que eles. Também é improvável que se destaquem por andarem na rua encapados. A única coisa que os distingue dos outros será talvez andarem “capados”… Capados  de tudo o que de nobre e humano poderá ter nascido com eles.

 

 

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às 15:36

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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