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viveiro em 1987


O PREÇO DO ESFORÇO

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 04.01.10

O PROFESSOR POLIVALENTE

stock photo : Law book library

 

 

A intervenção de Paulo Guinote na TVI, certeira na crítica ao reatado separatismo sindical, e a navegar nas águas tranquilas do bom senso e da objectividade, sugeriu-me esta reflexão que gostaria de partilhar com o leitor.

 

O argumento, em jeito de axioma, que salta da boca de quem está fora do sistema educativo, a respeito da questão mais (e pior) esmiuçada nos tempos que correm ( e nos que já correram...), é o seguinte:

“Se nas empresas há avaliação selectiva, e afunilada, a fim de se premiarem ( pretensamente) os melhores, na Escola também terá de haver…”.

Quem coloca em pé de igualdade o sistema empresarial com o sistema educativo, talvez não se importe de proclamar a exacta igualdade material entre os “alhos" e os "bugalhos”, ou das “lewis” compradas na feira, a vinte euros, com as genuínas, compradas a quase cem.... Ou seja, fazem da lógica gato sapato.

Senão vejamos:

 Numa empresa (como, por exemplo, uma fábrica de queijo) há diversos grupos de trabalhadores que se distinguem uns dos outros por aquilo que fazem. Temos, assim, o grupo dos que recolhem a matéria prima - o leite; o grupo dos que o transformam no seu derivado – o queijo; o dos que colocam este último em embalagens; o grupo que as vai distribuir; e, naturalmente, os grupos dos chefes ,subchefes e directores. E é essa diferença de competências que se vai reflectir nos salários dos trabalhadores. E nos vários escalões salariais dos mesmos. Não há competências iguais,  logo não há  salários iguais. Assim se organizam os escalões remuneratórios numa empresa .

Na Escola ( Sistema edudativo),  não é, nem deverá ser, assim.

E porquê?

Porque na Escola não existe um grupo específico de professores, entre outros, encarregue de recolher o saber ( a matéria prima de que se servem para ensinar). É que esse trabalho, curiosamente, foi previamente feito por eles, todos eles, os professores ( com custos pessoais , e sem retorno remuneratório).

Na Escola, também não há um grupo docente particular que transforme a “matéria prima” ( saber) em “derivados”. Na Escola, ao contrário do que se passa numa empresa, são todos os professores que transformam o seu saber pessoal, no saber colectivo dos seus alunos;

Na Escola, não há um grupo restrito que distribua em “embalagens de saberes e de competências”, o trabalho feito por outros. São os professores – todos eles, repito - que distribuem o seu saber pelas turmas, pelos alunos.

O Professor é alguém que recolhe sementes, as semeia e transforma (em outras sementes).

O professor não é só a raíz, o caule, as folhas , as flores e os frutos – é a totalidade: é a planta.

O professor é um polivalente. Trabalha atrás e à frente. Por isso, o seu estatuto remuneratório deve consistir no tributo dessa totalidade criativa e germinadora que o caracteriza. E deverá ter em conta a sua homogeneidade formativa, científica e pedagógica, sem esquecer o seu enquadramento no contexto socio-profissional de todo o país. E, por via disso, o estatuto docente deve ser integrado nas várias estruturas que formam o tecido laboral português num cotejo equitativo com elas, salvaguardando sempre a especificidade de cada uma.

 O professor é, tal como outros licenciados deste país, um profissional que vai  recolher o saber lá onde ele está, nas origens ( e demora anos nessa busca e nessa recolha); Depois, tem ainda o gigantesco labor de reelaborar essa recolha, através de uma neo- aprendizagem, que será a nova matéria (de ensino ); finalmente, distribui essa reconstrução por quem dela necessita ( os seus alunos).

Não entender isto e ter responsabilidades políticas na avaliação, selecção e organização estatutária dos professores, é como organizar a volta a Portugal em bicicleta, fornecendo  bicicletas a umas equipas, e motos ou triciclos  a outras.

E o resultado?

O mérito e o esforço nao são premiados, e levam os melhores à desmotivaçao.

 

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