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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA A PENSAR COMO EU

por cunha ribeiro, Domingo, 28.03.10

Ou quase... como eu. É que eu não seria tão complacente e compreensivo em relação ao que ganham as vedetas do futebol... Mas, enfim, subscrevo quase todo o texto de J.A. Saraiva. Por isso ele aqui vai para quem o quiser ler: 

O que ganha o país com este homem?
26 March 10 10:01 AM

Os jornais revelaram recentemente os principescos vencimentos de alguns gestores de empresas.

Sempre achei miserabilistas as posições daqueles que mostram grande indignação perante os ordenados chorudos – posições que, por vezes, denunciam uma certa inveja.

Assim, nunca alinhei no coro dos que se revoltam contra o que ganham Mourinho, Cristiano Ronaldo & companhia.

A verdade é que Ronaldo,  Mourinho e poucos mais são praticamente únicos no mundo.

Muito pouca gente (ou ninguém) no planeta consegue fazer o que eles fazem.

E isso torna-os insubstituíveis e tem um valor.

 

Diferente, porém, é o caso de alguns gestores cujos ordenados e prémios foram divulgados.

José Penedos será único e insubstituível? Rui Pedro Soares será único e insubstituível?

A favor dos seus robustos ordenados, há quem alinhe vários argumentos:

1. Os vencimentos que recebem são inferiores àqueles que se praticam a nível internacional no respectivo sector;

2. Estes gestores contribuem para os elevados lucros das suas empresas, devendo ser premiados por isso;

3. Se não lhes pagarem bem, as empresas arriscam-se a perdê-los.

 

Ora, nenhum destes argumentos é válido.

Vejamos:

1. A maioria destes quadros de que estamos a falar não chegaria a ocupar na Alemanha, em Inglaterra ou em França os cargos que ocupa aqui. Alguns dos nossos presidentes de empresas não seriam mais do que chefes de secção no estrangeiro. Além disso, o nível de vida na maioria desses países é muitíssimo superior ao nosso, pelo que os ordenados não são comparáveis: a vida em Lisboa é duas ou três vezes mais barata do que em Berlim, Londres ou Paris;

2. Com raras excepções, as empresas de que estamos a falar teriam os mesmos lucros com estes gestores ou com outros; além de que se pagam prémios de gestão em empresas que dão prejuízo;

3. Estes quadros não representam uma mais-valia para as empresas – as empresas é que representam uma mais-valia para eles. Se alguns deles saíssem, as empresas não perderiam  nada e eles perderiam muito.

 

Acresce que em época de crise, quando se pedem sacrifícios às pessoas, é imoral saber-se que um gestor ganha 5 mil euros (mil contos!) por dia.

Se a igualização é indesejável, o contrário é revoltante: para uma pessoa que trabalha oito horas todos os dias e leva para casa 500 euros ao fim do mês deve custar muito ver, na mesma empresa, pessoas que passam o dia de costa direita receberem todos os meses 70 ou 80 mil euros – e mais um milhão ao fim do ano.

Estas situações geram um clima que funciona como uma panela de pressão – e se arrisca um dia a explodir.

Os contrastes brutais provocam a revolta – e acabam por desmotivar os que se sentem injustiçados.

 

Mas ainda não é este, para mim, o ponto decisivo.

A questão decisiva é a seguinte: que contributo dão à sociedade algumas destas pessoas?

Elas dão à sociedade mais do que recebem – ou, pelo contrário, recebem mais do que dão?

Tenho as mais fundadas dúvidas de que muitos destes administradores que recebem principescos ordenados e prémios dêem mais à sociedade do que recebem.

A maioria deles dá menos.

Ou seja: são pessoas que dão prejuízo à sociedade.

Em lugar de ser a sociedade a dever-lhes o contributo do seu saber, do seu empenho, da sua dedicação, são elas que devem à sociedade um nível de vida artificial, que não está de acordo com o que produzem.

 

Numa linguagem crua, mas verdadeira, estas pessoas são parasitas da sociedade.

Alguns desgraçados (e desgraçadas) que ganham 500 euros por mês, e levam uma vida inteira a trabalhar sem passarem da cepa torta, têm de contribuir para sustentar o nível de vida desses senhores que se passeiam em carros de luxo, vão para hotéis de 6 estrelas, viajam de avião em primeira classe e vivem em casas de cinco ou mais milhões de euros.

Isto é que é chocantemente imoral.

 E nenhum regime o deve aceitar

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