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viveiro em 1987


MEMÓRIAS

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 16.10.09

 

A ABELHEIRA
 
Ele há sítios que só numa aldeia podem existir. São aqueles lugares que se aninharam na nossa memória, e que tempo nenhum consegue apagar.
Um desses sítios é a “Abelheira”.
Eis um nome que eu pronunciava como outro qualquer. Foi preciso que o tempo passasse para perceber que os nomes dos sítios transbordam de significado. Como este ( da Abelheira) que me faz relembrar o espaço onde, pelas ventanias do Outono, caíam muitas e magníficas castanhas.
 Mas se era um lugar de tanta castanha porque se chamava “Abelheira”!?
Abelheira teria que ser, isso sim, um sítio de muitas abelhas. Agora castanhas!
E com efeito, assim era. Nas solarengas encostas da Abelheira não havia apenas castanhas. (Ou, para ser mais preciso, nos arredores da Abelheira). É que o Sr. José da Chã, para além de bom carpinteiro e de exímio dador de injecções, também se entregava com enorme carinho à apicultura. E tinha por ali uns cortiços. E, à volta deles, enxames de abelhas esvoaçavam, na prodigiosa procura do doce dourado.
E que magnífico mel saía dali!
Ainda hoje o vejo escorrer do favo para a tigela. E sinto aquela doçura a deslizar na minha garganta! ( O sr Zé da Chã não era egoísta, e lá em casa, todos os anos havia mel oferecido por ele).
 Mas a Abelheira vem, por vezes, à minha memória por outra razão - As castanhas.
 
E quando a memória fala comigo do fundo da minha infância recorda-me esse tempo maravilhoso em que, no meio da ventania vinda de Braga, subia o velho caminho para Montenegrelo, até alcançar o Souto da Abelheira.
O vento soprava forte. E tinha razão p`ra soprar. É que, nas largas copas dos castanheiros, os ouriços gemiam de dor. Era a altura do parto. Sempre em Novembro. Os lobos uivavam na serra. A chuva caía em bátegas puxadas pelas fortes rajadas do vento.
Do ventre rasgado de inchados ouriços saíam sorridentes castanhas que eu apanhava num sopro. É que em poucos segundos, ficava um trapo devido às fortes descargas de água, em cima das costas. E guarda chuva nem vê-lo, pois já tinha voado, desfeito nas asas do vento. 
 
( continua)

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