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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A Morte à Beira da Vida

por cunha ribeiro, Domingo, 08.12.13

 

 Três vezes a Morte esteve à beira da minha vida.


   Primeira vez: estamos nos anos oitenta. O comboio atravessa, ainda, diariamente, o vale do Corgo. Regresso do trabalho, de carro, à hora de almoço, a caminho de casa. Por milímetros não sou abalroado pelo comboio, na passagem de nível de Parada do Corgo. Chego a casa, atordoado, com o coração completamente "fora das calhas".


 Segunda vez: ainda nos anos oitenta. Rolamos, eu mais três amigos, na direção do Porto, numa carrinha conduzida pelo Zé Manel, meu irmão. Por alturas de Sto Tirso, começa a chover, a estrada, em paralelo,  fica molhada. Numa curva, as rodas de trás começam a deslizar para fora da faixa, e as da frente fogem para a esquerda, galgam a berma, e eis-nos de pernas para o ar, à beira do precipício, com o capot em cima dos mecos de pedra. Íamos quatro. Saíram bem os de trás, um deles com sangue a escorrer da cabeça. O Zé Manel também. Só eu - que seguia ao lado do condutor - fiquei preso no aperto do cinto de segurança, numa desesperada procura da fivela do dito. Esforço vão. Tiraram-me eles de lá. Cá fora todos testemunhámos aquele milagre! A carrinha completamente desfeita, de rodas no ar, e nós prontos para continuar a viagem. Agora de taxi.


 Terceira vez: bem...falta ainda talvez a coragem para contar... Apenas dizer que mais uma vez a morte esteve à beira da (minha) vida.

 

FCR

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às 12:29

NINGUÉM ESTÁ MAIS MORTO QUE O ENTE ESQUECIDO

por cunha ribeiro, Sábado, 13.10.12

"Ninguém  está mais morto do que o esquecido."

 

É muito difícil estar diante de uma pessoa  da nossa família que nos amou, ao longo de toda vida,  e sentirmos que nos vê  e ouve como se fôssemos seres estranhos. Sinto isso sempre que visito aquele que me gerou,  me  alimentou, educou, e ajudou a formar para a vida.

É doloroso olhá-lo e parecer que ele me olha , mas sem que me veja . E mais doloroso ainda, sem que me veja na qualidade de filho. Interrogo-me nesses momentos se ele, na realidade, me vê como um estranho que por acaso  passe à frente da vista. Ou mesmo como uma sombra, um objecto, uma coisa. Interrogo-me porque verdadeiramente o não sei, nem posso saber.

Percebo por isso que os seus amigos o não visitem, pois não aceitam a ideia de não serem reconhecidos por ele. Na amizade há uma grande porção de egoísmo que nos aproxima ou afasta. Por isso  deverá ser  normal que um ser humano velho e doente deixe de ter a presença do amigo, sendo, por assim dizer,“abandonado” e deixado aos cuidados exclusivos da sua família, ou de uma instituição social.

Percebo, mas confesso que me custa admitir tal verdade.

Deixando agora os amigos, há duas formas de encarar a relação familiar com os entes queridos no estado acima descrito.

Há quem assuma tal relação como um sacrifício devido, por ser um dever social.. E há quem a assuma como uma necessidade sentida, por ser um acto emocional.

 

( cont.)

 

FCR

 

 

 

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às 15:10

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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