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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Família Reis Dias, Parada de Aguiar

por cunha ribeiro, Terça-feira, 21.06.11

Enquanto a Tia Maria Rei revela estar nos seus trinta... o marido, António Augusto é homem pra setenta e muitos... Já os "catraios", Cândida, Manuel e Deolinda, estavam, então, a despontar...

 

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às 15:00

A VEIGUINHA

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 12.04.10

Sempre que passo o viaduto de Vila Pouca de Aguiar, e começo a subir a montanha sobranceira à aldeia de Parada de Aguiar, tenho o irresistível gesto de olhar uma fraga ali à direita a poucas centenas de metros. Olhando com atenção, desta nova perspectiva que a Autoestrada nos dá, aquela fraga parece um rugoso mamilo que o criador ali terá colocado sabe-se lá com que fim. E o cerro que o antecede e sustenta, um seio da terra que ali ficou para sempre.

Aquela fraga é afinal, uma espécie de bandeira a assinalar um sítio que a aldeia não poderá deixar esquecer.

Chama-se VEIGUINHA, e foi aí que os jovens, que vivem hoje entre os  quarenta e sessenta, se divertiram sadia e ecologicamente, pontapeando bolas que o tempo levou, deixando em quem escreve estas linhas algumas saudades desse tempo irrepetível da nossa vida que tem o belo nome de juventude.

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às 22:06

HERÓIS DA TERRA

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 09.04.10

O HERÓI EMIGRANTE

 

O emigrante português de entre os cinquenta e setenta anos bem pode ser considerado o herói  lusitano do século vinte.

Foi ele que dobrou a esquina do vinte e cinco de Abril de mangas arregaçadas, nos chantiers de Paris e “d`ailleurs” , sem tempo para colher cravos vermelhos.

Foi ele que deixou de roer  côdeas no Minho e pedras em Trás-Os-Montes e se lançou nos caminhos  tortuosos de assalto à Europa.

Foi ele que se instalou em bairros de lata feitos à pressa  para edificar arranha céus nas grandes cidades como Paris, sem ter tido tempo de ouvir a “Grândola Vila Morena”, nem  Zeca Afonso.

Foi ele que encheu o país de moeda estrangeira, deu de comer a muitas famílias, e fez casa nova na aldeia.

Foi ele, na sua inteligente simplicidade de  analfabeto, que fez os seus filhos  doutores.

Foi ele que se reformou longe da terra natal, para onde sonhou regressar, mas nela não pode viver porque o amor dos filhos lhes é superior.

É ele que um dia há-de morrer, sem saber ainda onde fixar a sua residência final.

Foi ele, é e será para sempre o grande herói português do século vinte.

 

 

 

 

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às 21:55

O QUE FARIA EM PARIS?

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 29.03.10

 

Não faria!

Deixaria que Paris fizesse  por mim,

O que, aliás,

Sempre fez.


Como

Aquela dádiva,

De estremecida emoção,

Que sempre senti

Ao tocar-lhe no rosto.

 

Ou o afecto

Com que  me envolve,

De intenso “glamour”.

 

A doce surpresa

Com que me espanta  

Pela eterna novidade

Das suas ruas

Das praças

E monumentos.


A fantástica orgia de luzes

Que me ofusca

E cativa o olhar.


O enleio maternal

Que me enleva no sonho.

 

E o espasmo universal e cosmopolita

Que me enche a alma,

De ilusões

Que se tocam

Cheiram

E vêem

 

Mas nunca são

Aquilo que são,

Pois não vão além 

De um golpe de asa

Que lança o seu vôo

No ar límpido 

De uma quimera.

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às 15:25

O MEDO DE DIZER O QUE SE PENSA

por cunha ribeiro, Domingo, 21.03.10

 

Tenho um amigo que diz: “ os políticos são como os melões, para sabermos se são bons, temos que os experimentar”.

Devo dizer que não subscrevo nem um atomozinho deste princípio.

Eu acho que os bons melões já dizem por fora o que têm por dentro. E até é frequente apalpá-los primeiro para sabermos se vale a pena meter-lhes a faca.

Não gosto nada de ter de votar em pessoas de quem não conheço nem uma linha de pensamento.

São pessoas que se não comprometem com nada, pois nunca disseram (escreveram) nada que os possa comprometer. Podem falsear as nossas expectativas e no entanto afirmarem que são coerentes.  Esquecem elas que, para haver coerência, também devem existir, quanto à mesma pessoa, pelo menos, duas ideias ou actos que se sucedem no tempo . E depois verificar a tal coerência.

Sucede, porém, que a maioria dos candidatos políticos, não têm ideias à vista, porque não as expressaram em nenhum lado. E isso deixa o votante perdido. E no dia em que ele for  entregar o seu voto na  urna, é como se fosse ao balcão do café entregar uma  sequência de cruzes inscritas ao deus dará num casual boletim de totoloto.

Mas, poderá alguém objectar: “ mesmo assim podemos ser enganados. Nem sempre a teoria logra alcançar um casamento feliz com a prática”.

Sem dúvida, mas será preferível fazer um casamento à pressa, por procuração, ou fazê-lo preceder de um namoro, mesmo que curto, para que quer os nubentes, quer os convivas saibam o que está a acontecer e dêem à cerimónia maior solenidade e, por conseguinte, maior verdade?

 

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às 12:55

EM AGOSTO HAVERÁ CONVÍVIO DA NOSSA ASSOCIAÇÃO

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 15.03.10

 

  Precisamos  que os nossos associados  estejam em peso numa reunião a efectuar no mês de  AGOSTO, em Parada. E que tragam mais gente para aderir ao PRAZER DA MEMÓRIA.

Iremos eleger os órgãos representativos da ASSOCIAÇÃO.

E, no fim, muita festa, muita música,  muitos "comícios", muitos bebícios...

Venham daí as sugestões!

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às 20:47

SANDRINE, A NOSSA QUADRAGÉSIMA QUINTA ASSOCIADA

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 15.03.10

 

 Diz que tem boas recordações de Parada de Aguiar. O marido é natural de ROUSSAS ( ver imagem ), uma belíssima aldeia do pitoresco concelho de Melgaço. Vive em França, nos arredores de Paris. Chama-se SANDRINE. É filha da Inês, que também emigrou para Paris há cerca de duas ou três (?) décadas.

A SANDRINE quer aderir à nossa associação " O PRAZER DA MEMÓRIA".  Aí está, pois, a nossa 45ª associada.

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às 20:14

Singela homenagem à família "Clara"

por cunha ribeiro, Sábado, 06.03.10

 

Acabo de saber que faleceu o Sr João Clara.

Embora não tenha deste paradense uma imagem segura e suficientemente completa, não deixo de  poder recordar o homem discreto e bastante reservado que sempre me pareceu.

Mas há uma imagem estranha que eu tenho ao evocar o marido da Sra Juliana: vejo-o de sachola ao ombro, algures no caminho da Fonte do Neto.

E já agora aproveito para lembrar um dos irmãos do Sr João: chamava-se ( julgo que já faleceu, em Fortunho) Manuel Clara. Era uma das pessoas da aldeia que frequentava a velha casa onde nasci. A sua mulher, Aurora, ia, de vez em quando, cozer o pão no forno que havia lá na cozinha, junto à lareira. O filho, o Vicente ( não sei se  o seu verdadeiro nome  era este) era, tal como o pai, bastante pequeno. Vi-o há dias no Ferreirinho... E o tempo apenas lhe modicou o rosto. No resto, quanto ao aspecto físico, pouco mudou. 

Quanto à restante família: lembro o Ti Bernardino Clara, que morou no Lameiro, e a cada passo, o via numa fotografia com os meus pais, tirada durante um passeio ao S. Bento da Porta Aberta (muito em uso na época. Infelizmente, na altura, a Câmara não tinha dinheiro para viagens... e novos ou velhos nunca passeavam de graça...). 

Dos outros irmãos tenho uma vaguíssima ideia, muito, mas muito, difusa.

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às 22:35

Pessoas de Parada de Aguiar

por cunha ribeiro, Sábado, 27.02.10

 

É uma pena que ao cimo do " Largo da Horta" (nome que me é sugerido pela memória da horta que lá existiu e que terá sido doada pela Freira Emilinha ao domínio público da nossa aldeia), num sítio magnífico para se viver, surja uma casa em ruínas a desfigurar um dos centros da aldeia.

Falo da casa onde morou um casal que sobrevive ainda na minha memória e que vou aqui recordar em duas ou três pinceladas.

Esse casal, que terá vivido naquela casa nas décadas de cinquenta e sessenta eram o ti Manuel Benedito e a tia Bernardina.

Dela,recordo apenas a baixa estatura e o corpo um pouco anafado. E que era visita frequente lá de casa e, talvez por isso, lhe tenham pedido pra ser madrinha do meu baptismo.

Dele, vem-me à memória o seu talento de pregoeiro ( era ele que, no carnaval, fazia o leilão) e os foguetes que  fazia estoirar no dia de Páscoa.

De facto, ainda recordo o Ti Manuel Benedito, de orelha de porco na mão a pregoar:

(...)

 "Quem dá mais? Ó Ti Zé, olhe que linda!;

" Dois mil réis... está em dois mil réis e vai pró Antonho..."

- três escudos - gritava o Ti Zé...

" Três mil réis e vai pró Ti Zé!"; Alguém dá mais?"

"Olhem que rica orelheira! Vá, não se arrependem... é pró Sto António... E ele agradece..."

" Três escudos... Uma!"

"Três escudos... Duas!

" Três escudos... Três"

Vai pró Ti Zé!

" Venha daí essa garrafa de geropiga..."

O leilão como sabem é uma tradição que se mantém graças a algumas pessoas. Entre elas, destaca-se o actual "pregoeiro" ( se assim se pode chamar...), e presidente da junta, Nelson Dias.

E agora um pequeno reparo:

por que razão o leilão de Sto António deixou de se fazer onde o Ti Benedito sempre o fez? Em frente à capela do Santo?

 

Cunha Ribeiro, Parada de Aguiar, Vila Pouca de Aguiar

 

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às 22:04

O HOMEM DOS SETE OFÍCIOS

por cunha ribeiro, Terça-feira, 23.02.10

 

 
O TI AUGUSTO
 
 Nos meus idos anos de escola primária, pelo mês de Junho, quando começava a aquecer, punha os meus pés em liberdade, e as botas, as chancas, ou mesmo os socos entravam de férias. Aliás, quase todos nós, os catraios da escola, fazíamos isso na aldeia. Era um regalo largar aqueles dois amieiros, ( a que chamávamos tamancos) cheios de tachas, grudados aos nossos pés, por uma sola bege ou preta.
Em Parada, havia um homem que não devia ficar  nada contente com isso. Um homem, único na nossa aldeia,  que, além de ferreiro, pedreiro e trolha, também era soqueiro.
Refiro-me ao Ti Augusto, que tinha a alcunha “Ferreiro”, mas era muito mais do que isso. E é quase certo que este desapego da criançada  aos socos, durante as férias de Verão, lhe esvaziava um pouco a algibeira.
Talvez fosse por isso, que o Ti Augusto se exercitou noutras áreas, e quando não lhe encomendavam os socos, ou fazia paredes, ou concertava as pernas aos potes.
Este homem, talvez dos mais anciãos de Parada, a viver ainda, no lar de Vila Pouca, merecia uma homenagem.
Exagero? Julgo que não.
Há homenagens muito menos merecidas por esse mundo além.
Bem sei que o Ti Augusto é um homem simples e, talvez , até, “analfabeto”. Mas é justamente por isso, por ser simples e analfabeto que eu lhe realço o valor que ele teve.
O Ti Augusto foi, na sua vida activa, um homem utilíssimo à nossa aldeia. Não foram apenas as centenas de pares de socos com que ajudou a calçar os homens da aldeia. Nem os utensílios em ferro que concertou.  Foram as paredes, foram as casas que ajudou a construir.
 O seu trabalho é, aliás,  visível e duradouro. Muitas das pedras da capela do Santo foram picadas por ele. E, também por isso, se lhe perdoa a pequena vaidade, bem visível neste diálogo que ficou famoso, quando andavam a levantar a capela:
- Então, Augusto, a obra anda ou não anda?
- Anda, pois!
- E que me diz do Mestre da obra?
- O Mestre?  Eu é que sou o mestre!”
Não, o Ti Augusto não era  - não foi - o Mestre daquela obra.
Mas foi o Mestre dos sete ofícios, na sua aldeia. Nisso ele não foi apenas Mestre, mas  foi o Único Mestre até agora.
 
 
 
 
 

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às 20:53

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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