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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PARA ALÉM DO QUARTO PODER

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 25.11.09

 

NOVAS FORMAS DE FAZER POLÍTICA
 
 “Quem manda obedece”
 
 
Quando pensamos no poder e nas formas de o atingir e exercer, devemos questionarmo-nos sobre o tipo de democracia que queremos e sobre as relações entre ética e política.
O objectivo de quem se dedica à política deveria ser o de fazer da política uma actividade nobre que busca o bem-estar de todos.
Face ao arrivismo político ( daqueles que entram na política não por mérito, mas pela mão dos “compadres”) e à corrupção galopante que têm vindo a desfigurar a democracia, é urgente pôr em prática o princípio de que “quem manda obedece”, o qual se traduz numa série de atitudes que poderíamos organizar em antíteses, como estas:
 Quem atinge o poder deve servir em vez de servir-se; representar em vez de representar-se ( abusando da representação); construir em vez de destruir; propor em vez de impor; convencer em vez de vencer; sugerir em vez de impingir;
Esta atitude parece-me a mais indicada para se construírem organizações políticas abertas, horizontais ( onde todos mandam e obedecem) e acolhedoras.
Como construir então um PODER DIFERENTE daquele que nos vem governando e do qual a grande maioria está descontente?
Um dos caminhos será o de admitir que o poder deve estar presente em toda a sociedade.
O exercício do poder tem-se restringido à esfera do Estado, do governo, do edifício da Câmara, ou da Sede de Junta de Freguesia.
Ora, se o poder for deslocado para a sociedade em geral permitir-se-á que surjam alguns contrapesos que limitam esse poder abusivo e usurpador que tem sido o poder tradicional.
Por exemplo, condicionar a grande maioria das decisões mais importantes a referendos claros e explícitos será uma excelente forma de pôr em prática a ideia de mandar, obedecendo.
Ilustrando melhor:
Se numa aldeia o presidente da junta receia “mudar um tanque” de um lugar para outro, por haver meia dúzia de pessoas que se opõem veementemente a essa alteração, porque não se questiona a aldeia no seu todo, decidindo por maioria?
Será uma forma de reorientar a política para a transparência de processos, alicerçando-a em princípios claros e insofismáveis.
Não será esta a melhor forma de construir um espaço de liberdade em que as pessoas assumem uma vontade abrangente e mais democrática para tomar decisões?
Claro que iniciativas como esta podem não gerar unanimidade na tomada de decisões; mas permitem que todos, sem excepção, exprimam a sua vontade. Ninguém fica excluído.
Mas ainda antes da proposta de decisão e da decisão, porque não se organizam as pessoas num “espaço” comum  em que se coloquem as questões de interesse geral à consideração de todos? Onde as pessoas estejam atentas aos seus problemas mas também sejam convidadas a entender os problemas dos outros?
Note-se que não se fala aqui de um espaço seleccionado ( ou VIP) onde só possam entrar algumas pessoas. Não se trata disso. Trata-se, isso sim, de um espaço em que todos possam mostrar e demonstrar aquilo que sabem, porque todos têm conhecimentos que podem partilhar; de um espaço de igualdade (parlamentar, pelo menos) entre cultos e menos cultos, ricos e pobres, homens e mulheres, jovens e adultos.
Dir-me-ão: isso é tudo muito bonito, mas não se pode aplicar nem num concelho, nem num país!”
A objecção tem sentido. Mas numa aldeia tudo o que disse é exequível. Isto é:  a criação de um espaço, onde todos possam entrar livremente, e que funcione como uma  espécie de laboratório de ideias e de projectos, onde se poderá definir uma nova e melhor relação do homem com a sociedade e com o meio envolvente; e também um lugar de   tomadas de decisão racionais e objectivas, amplamente discutidas, a serem assumidas por maioria.
Quanto à implementação do que foi dito ao nível mais abrangente que são os concelhos e até o país, há soluções.
Mas dessas falarei a seguir.
 
(Cont.)
 
 
 

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